as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Está a Falar de Quê? - Marion Cotillard
Há duas maneiras infalíveis de ganhar um Oscar: ou fazendo-se o papel de alguém com problemas mentais ou fazendo-se o chamado biopic (ou biografia xaroposa que faz de toda e qualquer pessoa um herói épico, mesmo que fosse um simples vendedor de seguros). Ambos os estilos deixam a Academia toda arrepiadinha com tamanha capacidade de metamorfose por parte do actor. Claro que nós, comuns mortais, continuamos a pensar “olha o Val Kilmer com uma peruca” ou “olha o Will Smith com enchumaços”, mas isso somos nós que nada percebemos da milenar técnica da representação. Este ano não foi excepção e o Oscar para Melhor Actriz foi parar às mãos de Marion Cotillard, uma francesa que fez de Edith Piaf num filme que em Portugal nem chegou a estrear. Quando subiu ao palco para ir buscar o seu careca nu dourado, Marion fez o clássico número de chorar baba e ranho e de agradecer o sonho americano. Foi bonito, sim senhor. Mas mais bonito ainda foi um momento algures em 2006. Nessa altura, a actriz deu uma entrevista onde partilhou com o mundo a sua brilhante teoria sobre o ataque às Torres Gémeas nos 11 de Setembro. Marion defende, como tantos outros, que os próprios Estados Unidos tiveram mãozinha no espectacular espetanço dos aviões. Mas a francesa vai mais longe e desenvolve uma teoria digna de um taxista ou daqueles bêbados cheios de sacos de plástico que gritam com pombos e sinais de trânsito. Marion Cotillard disse na entrevista:
“As Torres Gémeas representavam um buraco financeiro e saía muito mais caro fazer obras para as modernizar do que destruí-las”.

Estamos, portanto, perante um mero problema de bricolage. Qual Bin Laden, quais filminhos em cavernas... Isto era um caso para as habilidosas mãos do “Querido, Mudei A Casa”. Qualquer pessoa que em Lisboa já tenha passado nas imediações das Torres das Amoreiras de certeza que já pensou: “têm um aspecto tão velhinho e oitentão, o melhor era mandar-lhes com um avião da TAP para cima e acabar logo com o problema”. Poupa-se para cima de um dinheirão em lavadores de vidro e em tintas. Destrói-se, limpa-se o entulho e começa-se um novo prédio – se resultava com as peças de Legos quando éramos miúdos, porque raio não há de resultar agora?


publicado por condutoras de domingo às 11:07
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