as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Está a Falar de Quê? - Castelo Branco
Hoje vou convidar os ouvintes para um jogo de tabuleiro, uma espécie de “Cluedo Musical”. A ideia é adivinharem quem é o novíssimo artista da música ligeira de que vou falar. Estejam com atenção às pistas.



Há uma canção de Ney Matogrosso que se chama «Mal Necessário». Soa assim: «Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher». Este ano surgiu uma versão cantada por ALGUÉM que também não sabe se é homem, bicho ou mulher. Ou melhor ALGUÉM que é homem, bicho e mulher, tudo ao mesmo tempo. Ora oiçam e vejam se conseguem adivinhar já quem é este ALGUÉM. Não adivinham? Então, eu dou mais uma pista: Piorou, não foi? Ou talvez este berrinho escatológico tenha contribuído para a descoberta do cantor mistério. Não? Então, pronto, OK, eu vou revelar; mas, antes disso, acrescento apenas que esta última canção soa bem é assim: «try to set the night on fire; the time to...» Nunca Jim Morrison pensou um dia fazer parelha com Ney Matogrosso numa escolha improvável de temas recriados por... José Castelo Branco! Quem mais? Castelo Branco vai ter um disco produzido por Luís Jardim, que encontra nesta criatura que é homem, bicho e mulher “todas as qualidades de uma pop star”. O próprio Castelo Branco corrobora esta opinião! É assim que fala um homem, bicho e mulher com o pensamento arrumado. Ora bem, a maior qualidade dele, disso e dela (lembram-se: homem, bicho e mulher?) é a voz. Uma voz, sem dúvida, perturbadora que revela um sofrimento atroz aliado a uma energia desconcertante. Estou a falar de quem o ouve, claro. Nós, sim, ficamos em sofrimento, com um súbito ataque energético que nos quer libertar desta versão do «Light my fire», capaz de pôr o Jim Morrison a agradecer a Deus por ter morrido aos 27. Mas Castelo Branco, para além da voz, fala do “resto”, um “resto” que faz dele um animal de palco. Está certo, eu concordo. E apelo a todos que visitem o nosso blog para verem a performance de Castelo Branco e perceberem que ele é de facto um animal de palco - um GAFANHOTO de palco! O “resto” existe mesmo, está todo concentrado naqueles movimentos etéreos daquelas finíssimas pernas. Um mal desnecessário, mas que já tem seguidores e produtores que defendem que “em Portugal temos vergonha de aceitar os excêntricos”. Nada disso. Nós gostamos de excêntricos. Gostamos do Jim Morrison e até do Ney Matogrosso. Não suportamos é que façam pouco da nossa sensibilidade auditiva.


publicado por condutoras de domingo às 11:54
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