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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

06
Abr08

Tão Mau Que é Bom - Reality Shows

condutoras de domingo
O programa da TVI “Casamento de Sonho” demonstrou por A+B aquilo que já se sabia: é cada vez mais difícil arranjar formatos novos para os reality shows. Já nada parece original ou ousado que chegue, já não há o encanto de outrora em ver pessoas debaixo de edredons ou badochas a tentar dançar o samba para ganhar um microondas. Daí um canal de televisão britânico ter pensado numa coisa totalmente diferente: ir em busca de uma das tribos amazónicas mais isoladas - que nunca tinham tido contacto cara-a-cara com o exterior - e matar meia dúzia deles com gripe. Bom, talvez não seja exactamente este o resumo que vem na TV Guia lá dos bifes, mas foi o que acabou por acontecer. A tribo está neste momento a braços com uma epidemia de gripe, ao que tudo indica transmitida pela equipa de filmagens – à qual tinha sido negada a autorização para entrar em contacto com os índios. Já quatro pessoas morreram, o que dá a entender que ainda devem ter mais problemas com as urgências hospitalares do que nós. É que nem um antigripine para meter no bucho há naquelas bandas. Os responsáveis pelo reality show negam terem pegado a doença, dizendo que os índios já apresentavam sintomas quando a equipa lá chegou. A organização humanitária Fenama diz que não é bem assim e que foram os ingleses que encheram aquelas bandas de ranhoca e espirros. E deve, de facto, ser uma angústia estar de cama para aqueles lados: todos nós sabemos que só tem piada ficar-se em casa doente quando dá para ficar a comer Nestum e a ver os programas do Goucha. Na Amazónia, o mais próximo é ficar a ver dois índios discutir coisas de pendurar nas orelhas enquanto se come raízes. Um desconsolo.
06
Abr08

Destravados - Rui Alves

condutoras de domingo
Uma das características mais proeminentes de um português é o adorar dizer mal do seu próprio país e do seu povo. Talvez seja por isso que saem tantas notícias nas quais somos constantemente colocados na cauda da Europa: os jornalistas sabem que o cidadão comum até se baba com mais achas para a fogueira. Claro que esta auto-flagelação nacionalista só é permitida a quem é português – se vem um estrangeiro reclamar que escarramos para o chão e que passamos à frente nas filas, já está o caldo entornado. Mas o que dizer quando o acérrimo crítico de Portugal é um português... mas que pensa que é estrangeiro?
Rui Alves é presidente do clube de futebol Nacional da Madeira e disse esta semana em entrevista que não gosta de portugueses, da língua portuguesa nem da cultura portuguesa. Alves assume defender a independência da Madeira e já decidiu que em 2011 faz as malinhas e abandona o país. Somos solidárias com a tortura deste homem: o que lhe deve custar detestar a língua de Camões e ter de a falar todos os dias para se fazer entender. E ter de recusar uma cultura que lhe é imposta, não podendo assim ouvir ter o prazer de ouvir uns UHF ou uns Quinta do Bill. Não podendo sequer comer uma patanisca de bacalhau, sabendo que isso seria abraçar um símbolo de uma nação que nada lhe diz.
Rui Alves não denunciou para que país pretende emigrar em 2011. Mas as Condutoras têm uma sugestão: já que está tão habituado a regiões insulares, porque é que não se pira para a ilha do “Lost”? Não só ele se vê livre das portuguesices, como nós nos vemos livres dele. Soprando no nosso balão de destravadice, o presidente do Nacional acusa 2.3 no sangue. Não sabemos foi se ele percebeu esta informação, porque enquanto nós falávamos português ele só discursava em klingon.
06
Abr08

O que é Nacional é Bonzinho - D. Celeste

condutoras de domingo
Podíamos dizer que a redacção da SIC está “pelos cabelos” com a direcção. Mas era um trocadilho muito parvo. Bem, agora já está! Rebentou uma crise institucional para os lados de Carnaxide. E porquê? Porque os pivots não toleram trabalhar naquelas condições. O problema não são os estúdios, não são os operadores de câmara, nem sequer aquela malta sem tom nem som que é convidada para fazer Revista de Imprensa. Aquilo que realmente perturba os jornalistas é a cabeleireira. Celeste, de seu nome, que se foi embora. Aliás, Celeste foi recolocada, segundo o seu patrão Moreno. É mesmo assim que ele se chama. Mas a equipa da SIC não se conforma com esta explicação, e corre já um abaixo-assinado para apurar as razões pelas quais Celeste saiu, exigindo o seu regresso. Segundo o 24 Horas, esta “profissional dos cabelos” (segunda melhor designação a seguir a patrão Moreno), está de baixa psicológica por ter sido tirada da SIC. É natural. Uma pessoa que tem o deleite de pentear a trunfa de Rui Santos e que se vê privada disso do dia para a noite, deve sofrer um choque terrível. Não há gadelha de nenhuma socialite que faça frente aos caracóis do comentador. Clara de Sousa, Marta Atalaia e Joana Latino, entre outras, dizem que não querem mais ninguém a mexer nos seus cabelos. Até se compreende. Agora, que João Ferreira se associe aos protestos é que é mais esquisito. Só falta dizer que Mário Crespo e João Moleira também estão enraivecidos com a saída da Celeste. Só se a senhora fosse exímia na arte de pentear sobrancelhas! Os pivots querem que a SIC acabe o contrato com Moreno e mande vir a Celeste. Teme-se já que o Próximo Especial Informação seja um directo à porta da estação, com uma manifestação liderada por Conceição Lino, do Nós Por Cá, com palavras de ordem gritadas por Joana Latino, do Mundo Perfeito, e cartazes gigantes dizendo “Deixem Pentear a Celeste!”. Porque num Mundo Perfeito não existiriam injustiças ao nivel do couro cabeludo. Ricardo Costa diz que esta é uma questão interna da SIC. Interna para ele, que tem aquele cabelinho ralo e a precisar de doses cavalares de Crescina. Senão, saberia que este problema é do mais externo que pode haver. E é bom que tenha cuidado, caso contrário as jornalistas da sua estaçao poderão partir para formas de luta mais pró-activas, como pintar o cabelo de azul, seguir um look Maria José Valério, fazer uma crista ou usar oitenta tereres e meia dúzia de rastas cada uma. O que, do ponto de vista concorrencial, não seria mau de todo. Porque ainda nenhuma das estações conseguiu ter uma aberração estética que faça frente ao lábio de Manuela Moura Guedes. 
06
Abr08

Jaime Gama

condutoras de domingo
Em Roma, sê romano. Na Madeira... sê bronco! Foi pelo menos esta a interpretação que Jaime Gama terá dado àquele provérbio popular quando, em visita à Região Autónoma da Madeira, teceu rasgados elogios à figura e obra de Alberto João Jardim. As declarações do Presidente da Assembleia da República, que apontou Jardim como «um exemplo de democracia», levaram os socialistas madeirenses, primeiro, a uma síncope, depois a um voto de protesto. A responsabilidade deste incidente, claro está, é do clima. Toda a gente sabe que os climas amenos, como o da Madeira, fazem com que as pessoas se soltem, se tornem mais expansivas! O Presidente do Governo Regional, aliás, é bem o exemplo de alguém que apanha, todos os dias, sol na mona: solta barbaridades na comunicação social; faz “soltar” a tampa aos políticos do “contenente”; e, no Carnaval, solta a imaginação e a roupa interior! Mas, realmente, este episódio não ajudou nada ao clima, dentro do partido socialista. Se, na Madeira, os ânimos dos militantes aqueceram, em Lisboa as reacções foram mornas. Membros do partido socialista já desvalorizaram o incidente, afirmando que Jaime Gama julgava estar em happy hour, aquele fantástico momento do dia, em que se pode descarregar à vontade, sem que ninguém nos peça contas. As condutoras sabem que este episódio despertou também interesse noutras latitudes e climas mais tórridos, como no Zimbabwe. Robert Mugabe – também ele no poder há quase trinta anos – está a pensar em convidar Jaime Gama para visitar o país e dar a conhecer a sua obra. Talvez assim consiga limpar a sua imagem e inverter o rumo das eleições.
02
Abr08

Joao Cepeda

condutoras de domingo

No próximo domingo voltamos à estrada, e desta vez o convidado é João Cepeda, director da Revista Time Out Lisboa. Vamos falar sobre as voltas que podem dar-se na capital, e sobre muitas outras coisas. Como sempre das 11:00h às 13:00h na Antena 3.

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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