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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

30
Mar08

Choque Frontal - Casamentos

condutoras de domingo
Já bastava, para dar conta de qualquer vontade de casar, a ideia romântica de ter de gramar para o resto da vida com tipos que passam de giros e entroncados, a peludos, barrigudos e preguiçoso, em apenas duas semanas de casado. Mas, eis que as Finanças arranjam mais um motivo para desencorajar os apaixonados: a partir de agora, as cerimónias vão ser fiscalizadas e ai de quem não tiver factura. Desde o bolo da noiva àqueles sabonetes de glicerina com um pau de baunilha em cima a fazer chique para dar aos convidados, das echarpes em seda selvagem das tias ao velhote que conduz a charrete, tudo tem de ser declarado ao Fisco pelos noivos. Se não o fizerem, o melhor é não voltarem da Lua de Mel, pois arriscam-se a não ter dinheiro para a multa e, assim como assim, é mais divertido ser-se procurado pela polícia em Porto Galinhas ou Maceió, que o diga a Fátima Felgueiras. Isto é, na verdade, todo um desbravar de novos caminhos para o romantismo. Em vez de se procurar um rapaz que seja sincero, trabalhador e que “nos faça rir”, só temos que nos preocupar com um que não tenha os impostos em atraso. E na hora do pedido de casamento, em vez de um anel de diamantes – que para justificar nas finanças como despesas, sei lá, de saúde, deve ser o arco dos trabalhos – contentamo-nos com um arquivador colorido para guardar os recibos da casa por anos. Giro! Isto para já não falar do que acontece à própria da cerimónia. Imagino já os convidados a terem de pedir factura por cada caldo de galinha e bifinhos ao champignon que enfardarem. Ou ter a ter de passar recibo por cada nota que enfiarem na pernoca da noiva na altura do leilão da liga. A parte boa é que se calhar, quando chegar àquela coisa do “beija, beija, beija!”, se calhar aparece o fiscal a dizer “meus senhores, essa prática não é dedutível portanto, vamos lá a acabar com isso. Ou, então, não. Lembro-me agora que a parvoíce não paga imposto. E não há de facto coisa mais parva do que estar a comer tranches de maruca com camarão e a ver tias gordas a dar beijocas em tios bigududos. Enfim, o manancial é infindável e adivinham-se já práticas tão jeitosas como as dos empreiteiros que nos fazem obras em casa e nos perguntam se queremos recibo. Nos casamentos, vai ser igual, com os organizadores a fazer o mesmo, mas em mais bicha: “quer com factura? se quer com factura é mais caro, por cauda do IVA!”. Uma coisa, no entanto, não se pode negar: fica claro que o casamento é um negócio. Em vez das alianças, os noivos só tem que apresentar a factura. É mais justo!

30
Mar08

Betty Clinton ou Hillary Feia

condutoras de domingo
America Ferrara, mais conhecida como “Betty feia”, apoia a Senadora Hillary Clinton nas primárias que antecedem as presidenciais nos EUA. America Ferrara é actualmente a personalidade latina mais influente do mundo, ultrapassando nomes como Shakira e Ricky Martin. O que as condutoras não conseguem perceber é o que Betty Feia e Hillary Clinton possam ter em comum. Vejamos! Betty Feia só dá beijinhos enquanto que Hillary segue as pisadas do marido mandando bocas sexuais subtis como dizer que “quer que Baracka Obama fique atrás dela”. Hillary Clinton não perde uma oportunidade de usar grandes decotes mostrando os seus atributos enquanto que Betty Feia usa ponchos e camisas abotoadas até ao queixo. Hillary Clinton é advogada e Betty Feia é jornalista. Hillary é descendente de ingleses e Betty de mexicanos.  Mas depois de as condutoras terem dado voltas e mais voltas concluímos o óbvio: o que Betty Feia e Hillary Clinton têm em comum é o fraco gosto para se vestirem!
30
Mar08

Tão Mau Que é Bom - A Saudade

condutoras de domingo
Nós sabemos que a realidade portuguesa é bem diferente dos filmes. Mesmo dos portugueses! Sabemos que o senhor prior lá da paróquia nunca andaria enrolado com a Soraia Chaves – quanto mais não seja porque não a conhece. Sabemos que os gangs da Zona J não usam alcunhas mariquinhas como “Pantera”. Sabemos que o Nicolau Breyner não é corrupto nem fuma charuto. Sabemos que uma “Viagem ao Princípio do Mundo” demora um bocadinho menos que três horas e meia. Mesmo a pé. Enfim, estamos preparados para esse tremendo contraste entre o mundo real e a ficção. Mas tudo o que é demais deita por fora. Não custava nada dar um bocadinho de acção aos casos policiais da nossa praça. Vamos ao exemplo mais comum: o foragido. Nos filmes (ou em novelas da TVI chamadas “A Outra”) são pessoas que fazem operações plásticas, falsificam documentos e mudam de nome. Malta que se refugia em tocas escuras, estilo Saddam Hussein, e que só sai à rua com gabardina até aos pés e óculos escuros, tipo Inspector Gadget. E como é óbvio essas saídas arrojadas só têm lugar quando há assuntos urgentes para resolver. Como ir ao hospital retirar uma bala alojada no peito ou ir ao funeral do padrinho. A coisa muda de figura quando falamos da vida nacional. Esta semana um recluso evadido em 2006 da prisão de Coimbra foi apanhado. No jornal surge como Alfredo – nome fictício. Por aqui se vê a falta de categoria de tudo isto. Se fosse um fugitivo de Alcatraz chamava-se pelo menos Clint Eastwood. Como é ali do Estabelecimento Prisional de Coimbra, chama-se Alfredo. Adiante. Depois de quase 2 anos de fuga bem sucedida, este homem, condenado a 12 anos de prisão por burla e contrafacção, foi apanhado pela polícia. E perguntam vocês: onde se deu a detenção? Numa das movimentadas linhas do metro de Nova York? No Rio de Janeiro, junto à residência de Fátima Felgueiras? Numa sucursal dum banco na Suiça, a tomar conta do offshore? Nada disso. Foi num sítio também ele cheio de glamour: Pocariça, a poucos kilómetros de Cantanhede. E porque é que o Alfredo se deslocou até lá? Provavelmente para receber uma mala cheia de dinheiro, ou uma nova máquina para imprimir notas falsas. Ou, pronto, um kilo de haxixe que fosse. Pois. Não. Ele fez um longo caminho até lá porque era… Domingo de Páscoa e quis visitar a família. Quando se viu cercado, não ofereceu qualquer resistência e a polícia não teve que recorrer à força. É natural. Ele provavelmente já tinha o que queria: um Kinder Gran Surpresa, daqueles que trazem peluches e tudo. E como a operação foi pacífica se calhar ainda deu tempo para levar umas amêndoas de licor para os amiguinhos da prisão. 
30
Mar08

De Encontro ao Pára-Brisas - Multas

condutoras de domingo
Todos nós aspiramos à riqueza. Seja preenchendo religiosamente o boletim do Euromilhões e rogando pragas à nossa mãe por não termos nascido no dia que nos faria ter eleito determinado número certeiro como o “da sorte”; seja tentando ter um emprego que nos garanta dinheiro a rodos na conta bancária com direito àqueles cartões de crédito dourados e tudo. E há profissões que associamos à riqueza. Algumas são mais difíceis de atingir – como ser rei de um país cheio de petróleo ou dono de um império de hipermercados ou criador de unicórnios. Mas outras parecem-nos quase possíveis. Como ser advogado, por exemplo. Ser advogado só pode dar dinheiro a rodos. Caso contrário, porque raio é que nove em cada dez pais querem que os filhos vão para Direito? Por isso, foi com alguma consternação que vimos esta semana um mito cair por terra. Afinal, ser advogado não é a vida de fotografias na Caras ao lado de tapeçarias com faisões que vemos por aí. Aliás, um advogado pode ganhar ainda menos do que o miúdo com acne e caspa que frita batatas no McDonalds´s e mete bonecos do Shrek no Happy Meal. Um grupo de trinta e dois advogados vai trabalhar na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para tentar evitar a prescrição de multas de trânsito. E o que é que cada advogado resolve por resolver estes casos? A estonteante quantia de um euro e sessenta e sete cêntimos por multa. Ora um euro e sessenta e sete cêntimos vale menos do que aqueles 25 paus que nos davam para comprar rebuçados quando éramos miúdas. Dá para uma bica e um 24 Horas e pouco mais. Para poderem comer um mísero mini-prato ao almoço, têm de resolver pelo menos três multas – e isto se não tiverem aspirações a coroar esse mini-prato com um pudim flan como sobremesa. É de uma pobreza franciscana que até mete dó. De tal maneira que as Condutoras deixam o apelo: por favor, automobilistas deste país, causem mais multas de trânsito. Se todos contribuirmos, estes advogados vão ter uma vida mais feliz.
 
30
Mar08

Maria das Dores

condutoras de domingo

Esta semana foi pedida em tribunal a pena máxima para Maria das Dores, a socialite que claramente nunca leu uma Agatha Christie para tirar ideias sobre como cometer um crime em condições. O que nos preocupa é que se Maria das Dores ficar presa pode voltar a ter ideias. E, lembramos, a última vez que ela teve uma ideia foi: “e se eu pedisse a um taxista para dar uma marretada no meu marido?”. Não estamos perante uma daquelas pessoas que ganham os queijinhos todos no Trivial Pursuit – esta senhora deve um pouco à inteligência. Pelo que já estamos a imaginar o seu raciocínio para tentar fugir da cadeia: “e se eu pedisse à Tina Marreca da cela ao lado para me escavar um buraco com uma colher de sobremesa do pudim flan? Nunca ninguém iria saber”.

30
Mar08

De Encontro ao Pára-Brisas - O Plágio

condutoras de domingo
E eu que andava convencida de que o plágio era uma prática mais frequente no meio literário e mais apreciada em casa de Clara Pinto Correia?! Estava enganada! O plágio, como qualquer hábito pouco escrupuloso e muito preguiçoso, é coisa para ter tanta procura como um Big Mac e para se espalhar por todas as áreas criativas como um cancro maligno em organismo humano. Se acham que não, então fiquem sabendo que o fabuloso fashion designer Marc Jacobs, director criativo da não menos fabulosa casa Louis Vuitton, plagiou a estampa de um lenço. Senhoras e senhores, é o escândalo! E quem o causou não foi necessariamente o autor do plágio, pobre desse que sai sempre ileso, mas sim um indignado sueco de 55 anos que vive em Arvika, ou seja, num local de que nunca ouvimos falar. O homem, o seu bigode, os seus óculos e a sua camisola com borboto à vista (vão ao nosso blogue comprovar o que digo!) têm tudo menos ar de quem sabe o que anda Marc Jacobs a criar. Mas o que é certo é que estava o designer americano todo satisfeito a vender lencinhos de seda a 150 dólares quando, no outro extremo da moda ocidental, se ouviu uma voz sueca, gritando a plenos pulmões que os direitos da estampa eram dele. Göran Olofsson olhou para a criação de Jacobs e vieram-lhe à memória as cores de um lenço que o pai dele, o senhor Gösta, tinha criado em 1950. Ora aí está uma boa lição para Marc Jacobs. Lá porque o pessoal da moda passe a vida de canudinho em punho e ganza na mão, vivendo por estações, caminhando por tendências e tendo uma noção de passado e memória muito pouco elástica, não significa que um sueco da província se esqueça do que a família andou a fazer há mais de meio século. Não, não! O homem lembrava-se e bem. E mais: guardava, ainda intacto e sem buraco de traça, o lencinho criado pelo pai. E, com ele estendido, decidiu comunicar ao mundo que este é um claro caso de plágio. Convenhamos que a manobra de Marc Jacobs não foi nada inteligente. Então o homem, que é americano, vai plagiar uma estampa típica de uma região sueca?! Então o homem, que é urbano da cabeça aos pés, vai copiar motivos pitorescos e campestres, com igrejas, flores e ursos?! Então o homem vai imitar um souvenir de Linsell?! O único cuidado que o designer teve foi mesmo substituir o nome da vila pelo dele e, claro, dar um acabamento mais sofisticado à coisa. E, pronto, até agora, ao que parece, não disse mais nada. Fica o sueco a aguardar o pagamento dos direitos e satisfeito por poder finalmente anunciar  que o pai foi um homem à frente do seu tempo. Já Marc Jacobs poderá ser encontrado, de agora em diante, numa banca da feira de Carcavelos, gritando a boa voz «Olha o lencinho autêntico!».


30
Mar08

Jogos Olímpicos

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A apresentação de uns Jogos Olímpicos costuma ser um certame com uma bonita dose de dignidade – seja por ter um urso Misha aos pinotes ou por ter a Monserat Cabaillet aos berros a relembrar ao Freddie Mercury porque é que nunca achou muita piada a mulheres. Mas os olímpicos que vão ocorrer este Verão em Pequim são diferentes e isso notou-se logo na apresentação, interrompida por um homem que saltou para o palco com uma bandeira toda escrita – claramente inspirado daquela malta que vai para os concertos com cartazes a dizer “Bon Jovi, faz-me um filho”. A situação que se vive no Tibete está a fazer muita gente apelar ao boicote da competição em terras chinesas. Não nos parece mal este apelo. Se os Jogos Olímpicos não se realizarem, a China vai mesmo ficar a perder. E não é por não ter lá meia dúzia de quenianos a correr ou umas russas rosadinhas a dançar com fitas e bolas. É mesmo porque grande parte dos fatos coleantes dos desportistas olímpicos são feitos na China – por criancinhas com dedos pequeninos e que só conhecem o Ruca porque são que o enchem de peluche e cosem. Isso sim, ia ser uma machadada económica.

30
Mar08

Cristina Branco

condutoras de domingo

A convidada deste domingo das Condutoras é Cristina Branco, a fadista almeirinense que dá mais concertos na Holanda ou em França do que em Portugal. Vamos conversar sobre isso, e sobre muitas outras coisas. Como sempre, das 11:00h às 13:00h, na Antena 3.

 

23
Mar08

Sinais de Luzes - 23 de Março

condutoras de domingo
Mínimos
Para a Beer Passion, a primeira revista portuguesa totalmente dedicada à cerveja. Era mesmo esta publicação que fazia falta no nosso país. É que uma pessoa desloca-se ao quiosque para suprir todas as necessidades básicas. E quase consegue. Há jornais para saber o estado do tempo e as recomendações para cada signo... E que às vezes até trazem uma ou outra notícia sobre o mundo! Há também Receitas para microondas do chefe Hernâni Ermida, Guias Tv para saber a que horas dá o Quem quer ser milionário, e resumos das novelas para acompanhar o enredo com uma semana de antecedência. Sem esquecer as revistas com Cinha Jardim e a filha num banho de espuma ou o novo look da Luciana Abreu, para combater a solidão (o que podia ser uma metáfora bem porca, mas não é). No quiosque fala-se de tudo o que interessa: qual é o novo tipo de trança do Quaresma e que tempo vai fazer amanhã. Mas há uma necessidade do ser humano, sobretudo do ser humano português, que estava a ser ignorada de modo indecente até aqui. A cerveja. Quem nutre profundo amor por uma imperial precisa de mais do que um pratinho de tremoços a acompanhar. Precisa de artigos aprofundados sobre a espuma da cerveja, precisa de testes comparativos entre a Sagres e a Superbock, precisa de saber as últimas tendências das grades de mini. Num país em que há lugar para a publicação “Cães e Caça” ou “Rendas e Bordados” era escandaloso não existir esta Beer Passion. Toda a gente sabe que é um hobbie muito mais apreciado pelos portugueses: beber umas jolas, umas loiras, umas bjecas, uns finos...Arriscamo-nos mesmo a dizer que há mais nomes de cerveja do que espécies de caça ou tipos de ponto cruz. A revista “pretende transportar os leitores para novas e irresistíveis experiências”. Aqui para nós, os possíveis assinantes da “Beer Passion” preferem descobrir irresistíveis experiências no café central, de preferência enquanto comem caracóis e vêem a bola!

                          

Médios
Para José Rodrigues dos Santos, que vai publicar os seus livros nos Estados Unidos. Ou seja – depois de vender a Fórmula de Deus ao povo que menos lê na Europa, vai poder impingir o seu Codex 632 aos que pior lêem no Mundo – os americanos. A verdade é que eles são bem mais sensíveis que nós, e vão ter direito a uma edição com metade das páginas. Vão ser poupados a pormenores históricos, que nunca conseguiriam assimilar. Não vão ler descrições de comida porque não apreciam nada esses momentos literários. É natural. Nunca gostamos de ver na teoria aquilo que fazemos melhor na prática. O máximo que os americanos aguentam no que diz respeito a literatura alimentícia é a descrição do Big Mac. E com dificuldade. Na parte dos pickles já estão desconcentrados. Mas o corte mais polémico na obra de Rodrigues dos Santos deu-se nas cenas de sexo. A famosa frase “Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas” nunca vai ser lida em inglês. É pena! O jornalista diz que acharam a cena muito forte, e justifica-se como tendo formatado o romance para o mercado português, com particularidades portuguesas. Nós não sabemos em que recanto do Portugal profundo viverá Rodrigues dos Santos, mas é com certeza um sítio onde quer os filhos, quer as sopas de peixe, se fazem de forma pouco ortodoxa.

Máximos
Para o novo cartão de descontos das Farmácias Portuguesas. Este cartão permite acumular pontos por cada medicamento sem receita médica. Já estamos a imaginar as pessoas a trocarem um poderoso antibiótico por uns sais de frutos bem naturais, para somarem mais uns pontos. É que os estabelecimentos que se regiam pela lei dos pontos, até aqui, eram os hipermercados e as bombas de gasolina. E todos conhecemos malta capaz de ficar apeada em plena auto estrada só para não abastecer na concorrência, ou gente que esteve em casa de baixa médica quando extinguiram o Cartão Dominó no Pingo Doce. Ao que parece o cartão das Farmácias está a registar bons níveis de adesão desde o lançamento. Para ser um sucesso ainda maior, sugerimos que copiem as fórmulas de gasolineiras e supermercados. Por exemplo, criando caixas especiais para quem tem cartão, criando um serviço de entrega ao domicílio e um catálogo de produtos que podem ser trocados pelos pontos. Em vez de bilhetes para concertos podem ser senhas para medir a tensão, ou para aquela balança que fala. Em vez de combustíveis e ambientadores, podem ter pensos rápidos ou pacotes de algodão em edição especial de coleccionador. Ser detentor dum Cartão Farmácia devia dar descontos em viagens – no turismo termal, claro, e a possibilidade de fazer listas de casamento. Ou melhor, aviar receitas de casamento, com remédios para todos os males do matrimónio. A designação dos cartões também devia variar conforme os utentes. Da mesma maneira que existe o cartão Fast Woman ou Fast Generation, devia existir um cartão frota para as famílias numerosas que compram preparados de refeição e vitamina C para todas as crianças. E um cartão Gold para as velhotas que frequentam a farmácia mais do que uma vez por dia. Uma espécie de livre trânsito, onde cada ponto acumulado equivale a mais um minuto da atenção do farmacêutico, para ouvir histórias dos netos emigrados no Luxemburgo. 

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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