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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

03
Fev08

Desfribiladores

condutoras de domingo
Já diziam as nossas avós que “de médico e de louco todos temos um pouco”. E é verdade. Não podemos ter um ataque de espirros, um treçolho ou uma infecção urinária sem que venha logo alguém aconselhar-nos medicamentos como quem aconselha “ouve o último dos Arcade Fire que está muita giro”. O que não falta por aí são bulas em forma de gente. E este fenómeno piorou ainda mais quando apareceu uma coisa bem mais fidedigna do que oito anos numa universidade a tirar medicina: as séries de médicos. Do “Dr. House” ao “ER”, da “Anatomia de Grey” ao “Scrubs”, todas estas séries deixaram-nos numa relação de tu-cá-tu-lá com doenças raras só possíveis de apanhar na África profunda se andarmos a rebolar sem roupa junto de espécies venenosas. Entre os objectos médicos que já vemos como quotidianos está o sempre popular e favorito da pequenada “desfibrilador”. Para quem não está assim de repente a ver, é aquela maquineta com um rectangulozinhos que dão choques. Esfrega-se o rectângulo um no outro, grita-se “clear!” e espeta-se com um bruto choque no peito do doente. Nas séries estão sempre a fazer isto, mesmo que o paciente se queixe de uma unha encravada. Portanto, qualquer um de nós tem a sensação de que conseguiria heroicamente salvar o dia com um desfibrilador. Qualquer um de nós? Bom, não é bem assim. Parece que os bombeiros não acham assim tão fácil. Há mais de cem desfibriladores parados nos quartéis de bombeiros, à espera que alguém queira brincar aos filmes com eles. E aqui as opiniões dividem-se: a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais reclama que deviam ter a formação e certificação necessários para usar os aparelhos, ao passo que o INEM assegura que os soldados da paz não têm nada de andar a brincar com aquilo porque é uma traquitana muito perigosa que, mal usada, até pode tirar a vida a uma pessoa. E enquanto a discussão não se decide os desfibriladores lá ficam a ganhar pó, a ser mais uma coisa a estorvar os quartéis, como caixas de slides de férias longínquas a empancar um sótão. O nosso conselho é que os bombeiros desistam de pedir ajuda ao INEM, vão ao Youtube ver uns vídeos do Dr. House e pratiquem num caloiro. Só não se esqueçam que é muito importante gritar “clear”. Assim mesmo, em estrangeiro.
03
Fev08

Parvónia

condutoras de domingo
E se há gente que aproveita esta época de Carnaval para vestir as fantasias que lhe vão no mais fundo da alma, outros há que andam mascarados o ano inteiro. Ou pelo menos, fardados com uma fatiota que mais parece uma máscara carnavalesca. Falo dos escuteiros, que alguém um dia definiu como “um grupo de meninos vestidos de parvo, liderados por um parvo vestidos de menino”.  E é mesmo no parvo que está a questão... pelos menos para os escuteiros nacionais, que esta semana, se insurgiram contra a nova publicidade da Media Markt. Nesta campanha é encenada uma visita da comitiva da Parvónia ao nosso País para confirmarem que os preços na Media Markt são realmente baixos. 

A comitiva é constituída pelo Presidente da Parvónia, um General, a Miss Parvónia e um escuteiro que é caracterizado no site da empresa da seguinte forma: “alto, magro e um péssimo corte de cabelo, é a prova viva da total falta de orientação do grupo. O excesso de crachás da sua farda dá que pensar e o facto de andar sempre de bússola na mão não ajuda em rigorosamente nada.” Até aqui, confere tudo, certo?
A campanha ainda mostra o escuteiro como uma pessoa que nem consegue subir uma escada rolante e que no final do anúncio televisivo é o único que grita efusivamente “Eu sou parvo!” Ora bem, os escuteiros não gostaram desta interpretação, largaram as violas e as fogueiras e aquelas fitinhas que eles prendem nas árvores e foram para a internet protestar. Como reacção à campanha já existem blogs e fóruns de debate e até uma petição online exigindo um pedido de desculpa da Média Markt aos escuteiros. A lei do escuteiro é composta por mandamentos tais como o escuteiro é obediente e o escuteiro é alegre e sorri perante as dificuldades... Em lado nenhum se diz: o escuteiro tem sentido de humor. Pessoas que usam aqueles calçõezinhos pelo joelho, meias com pompons e lencinhos ao pescoço para andarem no meio da natureza e cantarem à volta da fogueira o “Kumbaya, my Lord”... é natural que, mais tarde ou mais cedo, alguém os associe à palavra parvo.  Se não querem ser alvo de chacota, é bom que comecem a pensar numa mudança de visual – para já não falar de atitude. Podiam contratar a estilista Fátima Lopes que fez maravilhas com as fardas dos carteiros. Deixaram de parecer escuteiros para parecerem mecânicos mas estão muito mais estilosos! De qualquer forma, se os escuteiros se queriam insurgir contra o “parvo”, então, que o fizessem contra a própria campanha publicitária que, nesse sector, bate aos pontos qualquer actividade pateta dos escutismo. O Fernando Mendes já dizia que não era parvo, a campanha é que é parva, com uma reacção parva. E com tanta parvoíce junta até parece que a "Parvónia" existe mesmo...
03
Fev08

Andreia Dinis

condutoras de domingo
Com ou sem a colaboração das mamocas, estas fotos da Luciana Abreu fizeram desaparecer a FHM das bancas. O que só vem provar aquilo que já sabíamos desde os tempos das Ana Malhoa e do buereré: quem realmente vê os programas infantis são os velhotes e rebarbados. Ao menos, honra lhe seja feita, Luciana Abreu começou por ser actriz e só depois se tornou modelo fotográfico, ao contrário da maior parte da malta artista que enche os nossos ecrãs actualmente.

Como é o caso de Andreia Dinis que, esta semana, justamente, se veio queixar de descriminação. A querida da Andreia Dinis que, além de ser uma supermodelo é uma actriz com gabarito para ganhar um Globo de Ouro da SIC, diz que se sente discriminada por ser manequim e que não é levada a sério como actriz. Ela faz parte do elenco da nova telenovela do Tozé Martinho, ainda em fase de gravações. Mas, o que nós perguntamos é: que raio de telenovela é esta com tantos actores e actrizes que até fazem a Andreia Dinis sentir-se discriminada? Onde andam os seus colegas modelos actores? Devem estar todos enfiados nos “Morangos com Açúcar” e aquela grande querida ficou sozinha e desamparada no meio daqueles espécimes a que se dá o nome de actores… gente que nunca viu uma passarelle à frente. Não se faz! Qual Conservatório, qual Eunice Munoz, qual Ruy de Carvalho! Actualmente os grandes actores nascem de castings em agências de modelos. Basta ter um palminho de cara, saber fazer boquinhas e saber dizer “Bué da fixe!” com vozinha de criança e temos uma Mimi. Como é que acham que a Sofia Aparício se transformou num “monstro sagrado” do teatro?

03
Fev08

Horóscopo - Seios

condutoras de domingo

Depois de uma longa reunião, os astros decidiram que, esta semana, quem mais precisa de orientação espiritual e bons conselhos é nada mais nada menos que um pobre par de seios. É verdade, aquilo em que os astros tanto matutaram nos passados dias foi em duas maminhas (digamos assim...) tiranizadas pela rapariguinha que as ostenta, mais precisamente Luciana Abreu. Às mamocas da ex-Floribella os astros recomendam calma. Tentem manter a cabeça fria para que o vosso plano de vingança seja infalível. A revolta que sentem por terem sido aumentadas, mostradas, espartilhadas em vestidos juntos, espremidas entre longos decotes, abanadas ao som de músicas latinas e afins em concursos de televisão passará na hora do vosso grito do Ipiranga. Os astros sabem que, tal como os animais domésticos ou como as crianças fofinhas e antigamente tão amigas de Floribella, os seios não devem sofrer em nome de quem neles manda. Lutem pela vossa liberdade porque vocês os dois não têm culpa da dona que têm. Mas nem por isso são um par de ingénuos passíveis de serem exibidos sem consideração pelos vossos sentimentos e apenas em nome da fama e do sucesso dessa miúdita que agora, sem olhar a meios, quer ocupar o pódium das gajas boazonas. Caros seios de Luciana Abreu, lembrem-se sempre de que vocês não pediram para nascer, vocês não pediram para serem misturados com silicone, vocês não pediram para receber conselhos da Merche, vocês não pediram para saírem na capa de uma revista masculina com aspecto de bolas de andebol. Não é nada disso que vocês merecem. É a vossa lucidez e saúde que está em jogo e está nas vossas mãos (se as conseguirem encontrar algures entre o cabelo fluorescente e ofuscante, os novos músculos tonificados e o cérebro pouco trabalhado que compõem Luciana) lutar por um futuro melhor. A palavra de ordem é a coragem.
Conselho final dos astros para os seios de Luciana Abreu: o pequeno e impiedoso motim que estão a organizar podia muito bem começar com um esforço de “descaímento”. Sempre que vos obrigarem a posar para a fotografia, contrariem o efeito do silicone, mostrem-se murchos e pouco colaborantes. Será o começo de uma óptima rejeição.
03
Fev08

Luciana e Merche

condutoras de domingo
Jerome Kerviel fez o que fez por dinheiro. E isso, é compreensível. Há sempre uma ilha nas Caraíbas com que se sonha, uma frota inteira de Ferraris que se deseja, uma reforma antecipada e bastante dourada que se ambiciona. Mas, nem todos os destravados pensam assim. Há muitos para quem o dinheiro não é importante. É o caso de uma das nossas destrambelhadas de estimação que esta semana mostrou, finalmente, as fotos que fez para a FHM, completamente à borla. Em todo o mundo, as estrelas despem-se apenas em troca de quantias que davam para pagar a dívida externa de todo o continente africano e ainda sobrava dinheiro para oferecer um casaco de peles a cada chinês em todo o mundo. Luciana Abreu não. Desde que lhe paguem o almoço – ou o passe! - está tudo bem. Mesmo sabendo que a FHM até era revista capaz de pagar uma nota preta para caçar a Floribella em trajes menores, Luciana optou pela borla. E diz que o fez porque “teve a necessidade de mostrar que é camaleónica, que pode fazer outras coisas, vampira, coisas diferentes...”  A nós parece-nos que ela teve uma grande necessidade de justificar aos senhores do IRS todas aquelas facturas em silicone, desbaste de gorduras e tintas de cabelo. O que vale é que a Merche Romero estava lá para a ajudar. Foi ela que guiou Luciana Abreu durante toda a sessão fotográfica, dando-lhe, talvez, dicas tão preciosas como: qual o melhor beicinho para atrair um jogador de futebol, ou que pose de rabiosque alçado garante um melhor contracto com uma estação de televisão.
03
Fev08

Destravados - Jerome Kerviel

condutoras de domingo
Esta semana, é com uma certa dose de respeito que encostamos o carro à berma para observar o nosso Destravado. Está bem que ele cometeu um crime, mas foi um daqueles limpinhos em que não morre ninguém. E foi um crime que quase lhe valeu 4,9 mil milhões de Euros. E atentem bem na brutalidade desta soma: 4,9 mil milhões. O nome do quase milionário é Jerome Kerviel e trata-se de um corrector francês de 31 anos que por pouco não levou à falência a sua entidade empregadora, o banco Société Générale. Jerome não estava a brincar em serviço: este foi o maior desvio de sempre da História da banca mundial. Dava para fazer os dez estádios do Euro, meia dúzia de aeroportos no deserto e umas dezenas de liftings aos animais de estimação do José Castelo Branco. Mas Jerome acabou por ser apanhado e arrisca-se agora a passar sete anos na prisão – isto se não tiver um mapa de fuga tatuado no peito, claro está.
Há quem se queixe que o que falta à juventude hoje em dia é ambição. Pois não era de todo disso que este jovem corretor carecia. O problema foi mesmo o oposto. Ele não se contentava, vá, com uns meros dois ou três milhões de Euros? Já era coisa para pagar a pronto um bonito apartamento na Quarteira. Para quê logo essa maluquice de tentar transferir um Produto Interno Bruto para a sua conta e achar que ninguém ia dar por nada? É claro que alguém o ia topar. Nem que fosse o seu gerente de conta, que ia logo esfregar as mãos de contente e ligar de cinco em cinco minutos a propor cartões de crédito e investimentos com nomes de siglas malucas. Jerome Kerviel soprou no nosso balão e acusou 4,9 de destravadice no sangue. Parece muito? Bom, é um pontito por cada um dos mil milhões que não conseguiu desviar.
03
Fev08

O que é Nacional é Bonzinho - Intérpretes

condutoras de domingo
Anda por aí tudo preocupado com as invasões da privacidade, desde as escutas telefónicas até aos registos da via verde e dos radares… E com as limitações da liberdade individual, como a proibição de fumar onde e quando nos apetece. Sempre a velha discussão do “Big Brother is watching you”, que por incrível que pareça não vem do tempo da Teresa Guilherme, mas do “1984.” Dum tal de George Orwell. Devia ser apresentador de reality shows na altura… Enfim, tantas teorias, tantos debates, tanto tempo gasto em vão. Porque hoje, aqueles avisos que vemos nos centros comerciais, dizendo “Sorria, está a ser filmado”, deviam ser todos substituídos por “sorria, está a ser interpretado”. É verdade, o grande masterplan do século XXI não são os seguranças barrigudos que olham todos os dias para as câmaras de vigilância. São, isso sim, os intérpretes de língua gestual portuguesa. Eles andam aí, e controlam tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos! Prova disso é a análise que a intérprete Alexandra Ramos fez esta semana no 24 Horas. A respeito do comportamento de Quaresma no último derby. Esta senhora, que já tinha descoberto que Rochemback insultou Paulo Bento, descobriu agora que Quaresma insultou Jesualdo Ferreira. Ela reproduz as frases e tudo. Não vou dizê-las aqui porque é domingo de manhã… E porque tenho medo que a Alexandra Ramos ande aí pela rádio. E venha interpretar a forma como estou sentada, e revelar a todo o auditório das condutoras o que é que isso diz sobre o meu relacionamento familiar e as minhas perspectivas de futuro. É que isto é gente muito profissional. Uma pessoa que dá a conhecer ao mundo a possibilidade de um cigano dizer palavrões é, no mínimo, visionária. A senhora diz o seguinte: “não consigo garantir a 100% mas após oito visionamentos parece-me que é isso”. Obrigadinha! Assim também eu. Se eu revir 8 vezes um jogo do Sporting até consigo detectar um momento em que Farnerud mexe ligeiramente a perna direita em direcção à bola. Coisa nunca vista. E acho que me bastam umas 3 ou 4 vezes, em loop, da discussão Luisão/Katsouranis para garantir que o grego fez um gesto obsceno com o dedo médio. Mas os meus dotes não vão mais além do que isto, por isso queria deixar o repto aos intérpretes deste país. Se me estão a ouvir – o que é duvidoso, já que grande parte da malta que sabe língua gestual é surda… Mas, se por qualquer motivo me estão a ouvir, respondam por favor: no domingo passado, o Helton fez um frango ou não?
03
Fev08

CSI Lisboa

condutoras de domingo
Há poucas coisas que os portugueses apreciem com mais incondicional paixão do que celebridades. As chamadas “pessoas conhecidas”, aquelas que “aparecem na televisão”. No fundo, as pessoas que fazem as nossas mães ligarem-nos histéricas a comentar num sussurro ensurdecedor “nem sabes quem é que vi agora mesmo na padaria”.  Se é famoso, então o português quer ver, apontar de indicador em riste, agarrar e pedir autógrafo num folheto de uma clínica dentária que irá para o lixo na altura das limpezas de Primavera, depois de esquecido meses a fio num bolso de um casaco. E o que é bonito de ver é exactamente o quão abrangente é este conceito de “celebridade”. Diríamos mesmo mais: quão democrático. Da assistente do concurso ao comentador político, do actor dos Morangos ao concorrente de reallity show, todos jogam pela mesma bitola e o carrinho de todos sem excepção vamos espreitar se os virmos às compras no hiper. Foi esta adoração por celebridades que levou Eva La Rue e Jonathan Togo a serem recebidos com pompa e circunstância no nosso país. Os nomes podem não dizer muito na primeira audição. Nem na segunda. Nem na décima nona, vá. Mas se dissermos que são actores da série americana “CSI Miami”, o caso muda completamente de figura. São não só vedetas… como internacionais. Ui, que até se enche o cidadão de pele de galinha! Se são lá da série de televisão que tem mais manchas espalhadas por todo o lado do que um anúncio de detergentes, então são gente fina. Então queremos tirar-lhes uma foto com o telemóvel e perguntar-lhes se estão a gostar de Portugal e se já foram aos pasteis de Belém. E nada interessa que, no fundo, ninguém saiba muito bem quem é que eles são. Não interessa que Eva La Rue soe mais a nome de transformista de segunda que faz playbacks da Rihana num palco improvisado. E não interessa que Jonathan Togo pareça nome de personagem de filme de acção com o Van Damme. São “conhecidos” e merecem ser acarinhados. Mesmo que se tratem apenas de dois actorzecos de segunda que, em entrevista a um jornal português, até admitiram que só estão cá a promover uma marca de roupa beta porque a greve de argumentistas os deixou sem nada para fazer. Chegamos até ao cúmulo de perdoar que o tal senhor Togo insista em dizer que está mortinho por comer uma paelha. Bolas, por ele até lhe damos a paella com umas castanholas e uma lata de melocotons. Afinal, eles são neste momento celebridades com as quais nos podemos cruzar a qualquer momento. E se não forem eles, a Vera Roquete também serve. Não somos esquisitas.
01
Fev08

Valete

condutoras de domingo

Este domingo, a abrir o mês de Fevereiro, levamos Valete à boleia. O rapper português, recentemente tão falado pelo seu "web hit" Baza Correr com o Paulo Bento, vai estar à conversa com as Condutoras de Domingo. Como sempre, das 11:00h às 13:00h na Antena 3.

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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