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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

27
Jan08

Destravados - Adnan Ghalib

condutoras de domingo
Está pois visto que Luciana caminha a passos largos para ser a nossa Britney. Mas a original, essa, continua imbatível. De tal maneira que tínhamos de a ter de volta aos Destravados. Mas não é a própria quem hoje vai soprar no balão: o seu representante será Adnan Ghalib. Adnan foi, até há poucos dias, namorado de Britney. E como começou a bonita história de amor? Bom, sabem aqueles filmes onde a paixão à primeira vista surge entre dois mundos opostos de um modo improvável e impossível? Pois, foi qualquer coisa desse género, só que menos poético: ele é o paparazzi, ela é a paparizada. Viveram um lindo romance até que ela descobriu – e desta ninguém estava à espera! – que ele queria era fazer dinheiro à custa dela. Que raio de mundo é este onde uma estrela em desgraça não pode nem confiar num parasita que tira fotografias desfocadas para ganhar a vida? O horror, a desilusão quando se veio a descobrir que ele já tinha um contrato de 5 milhões de dólares para vender fotos e dar entrevistas! E é aqui que está o detalhe que as Condutoras acharam mais curioso: entre as fotos que Adnan queria vender encontram-se fotografias… dos SMS que Britney lhe mandava.


Fotos de um telemóvel com um SMS lá escrito? Isso consegue ser menos interessante do que umas polaroids de um parquímetro ou ums foto tipo passe do Caneira. Adnan, nós sabemos que fotos das partes intimas da Britney já toda a gente tem, mas esperávamos mais de ti! Posto isto, temos de lhe dar apenas um 0.8 em termos de Destravadice. É poucochinho, mas ele que se tivesse esforçado mais.
27
Jan08

De Encontro ao Pára-Brisas - Queen Elizabeth vs. Faisão

condutoras de domingo
A realeza já não é o que era, e disso já nós sabemos desde que a Stephanie do Mónaco começou a ter como namorados saltimbancos tatuados; ainda por cima, uns a seguir aos outros. Mas a princesa Stephanie sempre viveu entre estrelas e é uma rapariga jovem. Ao contrário de Elizabeth, a rainha de Inglaterra, uma senhora respeitável, de olhar, saias e costumes austeros. Tão austeros e impiedosos que, mais cedo ou mais tarde, a rainha haveria de cair nos sinuosos e tentadores caminhos da morte. Não como vítima, obviamente, mas como assassina. Qual Nikita, Elizabeth de Inglaterra vestiu-se a rigor, trajando umas calças compridas e um lenço atado à cabeça, muniu-se de uma espingarda e partiu, acompanhada pelos seus capangas e ávida de sangue, em busca de vítimas. E, como qualquer assassino frio e eficaz, a rainha aproveitou a ocasião perfeita para executar o seu plano maléfico. Tudo aconteceu durante a época de caça em Inglaterra. Sem grande espanto dos presentes, até por ser isso que fazem os caçadores, Elizabeth começou por disparar uns tirinhos contra umas aves. No entanto, o seu lado sombrio rapidamente se apossou de si quando, insatisfeita com o pouco sangue derramado, recorreu a um dos mais bárbaros meios de matar. Com as suas reais mãos, a rainha de Inglaterra estrangulou, ouçam bem, estrangulou, CCRRRRCCC, CCRRRRCCC, o pescocinho frágil de... um pobre faisão. Um dos presentes adiantou que, no momento em que chegou às mãos de Sua Majestade, o bicho estava, e passo a citar, «duro que nem uma pedra». «Hard as a rock»... É a mais pura das verdades, sendo que, neste “pequeno crime entre amigos”, a rainha é uma reincidente. Já em Novembro de 2000 tinha sido apanhada a estrangular outro pássaro numa caçada real. Houve quem tivesse tentado justificar os actos, referindo que a rainha apenas quis acabar com o sofrimento de um animal ferido. Faz sentido: em vez de o levar ao veterinário, a rainha, libertando a Nikita que vive nela, entendeu que o estrangulamento seria o método mais rápido e eficaz para pôr um ponto final à situação, dando assim continuidade a uma longa tradição de morte por corte ou aperto do pescoço vigente em Inglaterra desde tempos imemoriais. Afinal, a tradição ainda é o que era. Um viva à rainha! «The bird is dead, long live the queen!»
27
Jan08

A Nossa Britney

condutoras de domingo
Quando pensamos em artistas portugueses com projecção internacional, vem-nos logo à cabeça alguém do calibre de uma Mariza ou uns Madredeus. Malta com o carimbo de "artista de culto", que esgota salas no Japão e no Dubai mas não consegue fazer capa de uma Rolling Stone ou de uma Bravo. Infelizmente, ainda não há registo de adolescentes com posters da Mariza no quarto, despertando para a puberdade enquanto ouvem o "Oh Gente Da Minha Terra" num volume que faz a vizinhança pensar "esta juventude está perdida".
Mas quando julgamos que toda a internacionalização dos cantores portugueses tem de passar pela world music e essas nhonhices, eis que aparece alguém com uma noção mais pop e ambiciosa de estrelato. Pois é, nós já temos a nossa Britney Spears – com auge e queda à vista e tudo. E todos nós a conhecemos: é Luciana Abreu, a.k.a. Floribella. Reparem com atenção nas semelhanças de percurso. Ambas começam muito novinhas, em programas para a criançada. Ambas cantam e representam e conseguem vender até faisões empalhados desde que a cara delas esteja lá escarrapachada. Ambas estiveram à mercê de malta que queria era fazer dinheiro com elas. E ambas acabaram por mandar a imagem angelical às urtigas e desatar para aí em poses sexys como quem quer manter relações sexuais com tudo o que é homens, mulheres e até objectos inanimados. Pois é, Luciana Abreu aprendeu as maravilhas da sedução e resolveu escarrapachá-las na capa de uma revista masculina… mas a custo zero. Luciana não pediu nem um tusto pelas fotografias da sua passagem pública de “Gata Borralheira às Flores” para “Cinderella Com Maminhas de Cristal”. Nós achamos que ela podia ao menos ter pedido uma contribuição para os fartos seios que adquiriu no Verão, mas a Luciana lá sabe. Talvez sejam ainda vestígios da bondade e dádiva irritantes que caracterizavam a sua personagem.

27
Jan08

O que é Nacional é Bonzinho - Padrinho

condutoras de domingo
“Temos de ser uma máfia no bom sentido, e ajudar-nos sempre uns aos outros”. Estas são as palavras mágicas. Foram ditas por Alberto João Jardim o ano passado, num comício da JSD, e receberam agora a justa homenagem em cartazes gigantes, com o título “O Padrinho” e uma imagem sugestiva de Alberto João. Foram feitos não pelos Gato Fedorento, mas por um grupo semelhante. Os militantes da Nova Democracia. Consta que também são só quatro e adoram uma boa chalaça. Só que são ainda mais destemidos que os comediantes. É que ousaram meter-se com uma malta muito mais perigosa que os skin heads. Escolherem um que também é, à sua maneira, cabeça rapada, mas menos encorpado. E em vez de ser de extrema-direita é da direita ocidental, o que, como toda a gente sabe, é muito pior! Mas, queremos avisar desde já os amigos insulares de Manuel Monteiro: se pensavam que agora a RTP vos ia dar um programa em horário nobre, tirem daí o sentido. É que o cartaz não teve o efeito pretendido. Temos de louvar o aspecto gráfico, está óptimo. É claramente o cartaz mais bem sucedido da Nova Democracia. Talvez por ter abandonado o fundo branco e uma pombinha a voar e ter ido para os tons mais escuros. Mas, esquecendo a questão estética, falhou redondamente. É que normalmente estas coisas servem para irritar os visados. Para receber em troca uns belos insultos, ameaças à integridade, ou uma resposta em carta aberta, pelo menos. Pois o máximo que conseguiram despertar em Alberto João Jardim foi regozijo. Sim, o Presidente do Governo Regional diz que teve um dia em cheio e pleno de alegrias. Adorou ver-se favorecido na fotografia: sem papada, bem vestido, e apelidado de padrinho. Ainda assim, fez um reparo: “não tenho muitos afilhados, cortei com isso quando fui para presidente”. E o cortar aqui não é usado em vão. Alberto João decidiu deixar de apadrinhar crianças na mesma altura em que começou a cortar dedos a quem traía a sua confiança. E foi também nessa época que começou a exigir que os deputados madeirenses lhe beijassem o anel que usa no polegar, antes de iniciar as sessões da Assembleia Regional. Alberto João é nitidamente o género de pessoa que vê manifestantes na rua, a gritarem palavras de ordem contra si, e acha encantador. O que é preciso é que as pessoas cantem, dancem, e estejam felizes. Assim como assim, um motim feito por madeirenses assemelha-se muito ao Carnaval. Um conselho aos amigos do PND: se a ideia é enervar o Vito Corleone da Madeira, arranjem uma fatiota mais espampanante que o clássico “Rei Sol” e ofusquem-no no desfile da próxima semana! Isso sim, é coisa para Alberto João fazer uma vendetta sangrenta.


27
Jan08

"It’s out of the question"

condutoras de domingo
para evitar ideias parvas em campanhas, esta semana, Luís Filipe Menezes anunciou que os serviços de assessoria e imagem do PSD passam a ser garantidos por uma agencia de comunicação. Até o grupo parlamentar vai ter de passar a pasta da comunicação à Cunha Vaz & Associados. Santana Lopes já reagiu a esta decisão, com tiradas que encostam logo a um canto qualquer criativo de agencia com ideias muito giras sobre marketing político: nem pensar! era o que faltava! It’s out of the question!” Antes que Menezes se pusesse com mais ideias, Santana Lopes foi logo dizendo que “o engenheiro Sócrates é que fala com o Powerpoint e com agencias de comunicação”, no grupo parlamentar não há cá dessas mariquices modernas. “À política o que é da política”, gritou Santana... como quem diz: “A Santana o que é de Santana”, sendo que o que é dele, obviamente, é a pasta da assessoria de imagem que lhe estão a tentar roubar. E é por isso que ele estão tão indignado. O que, na opinião das Condutoras se justifica plenamente. É que se há quem tenha feito tudo pela imagem e comunicação do PSD é o próprio Santana Lopes, que vale mais que várias agências. Ele, no fundo, está magoado, está triste por esta falta de consideração. Quer dizer, tantos anos a contribuir de forma tão criativa e inovadora para o partido, e vêm agora uns de fora, não só ocupar o lugar que é seu por natureza, como ainda vão querer ensinar a missa ao papa?! Isto é uma afronta ainda maior do que a que lhe fez a Ana Loureço quando lhe interrompeu o raciocínio para mostrar umas imagens de um avião a chegar com um treinador lá dentro. Nessa altura, Santana Lopes soube aproveitar o incidente para levantar a imagem do partido, como já o está a fazer agora, justamente, com este caso da assessoria que Menezes tanto quer entregar a outros. O que só prova que o homem tem razão: para que é que o PSD vai gastar um pipa de massa numa empresa de fora quando se governa tão bem com a prata da casa? É que por muito que esta agência se esforce nunca vai conseguir ter ideias tão divertidas como fitas vermelhas na testa, danças malucas na discoteca ou comparações que metem bebés em incubadoras e irmãos aos pontapés.
raquel 
Só esperemos que Menezes não ganhe esta, pois tememos que sem Santana na posse de todas as suas qualidades, o nosso mundo fique muito, mas muito mais chato.
27
Jan08

Os Pete Best da Vida

condutoras de domingo
Esta semana começamos com uma confissão: temos um fraquinho e um espaço reservado no nosso coração para aqueles que denominamos “os Pete Best da vida”. Pete Best, para quem não se lembra, foi o baterista que um dia abandonou uma bandazeca chamada The Beatles por achar que eles nunca iriam a lado nenhum. Poucos anos depois, foi o sucesso que se viu.
Os “Pete Best da vida” são pessoas que sofrem de uma grave patologia de tomar a decisão errada no momento errado e devem ser diagnosticadas o quanto antes, para assim evitar que trucidem toda e qualquer possibilidade de sucesso. A mais recente adesão a este clube é a de um GNR anónimo de Vila Real. Durante um ano, este homem fez parte de uma daquelas sociedades que se junta para entregar o Euromilhões. Durante doze meses, aquele homem desenhou cruzinhas e escolheu estrelas, vendo religiosamente o momento da extracção dos números, sem se deixar sequer distrair pelos seios transbordantes de Marisa Cruz. Há duas semanas, o GNR resolveu abandonar a sociedade, quem sabe sonhando com os altos voos de uma carreira a solo como comprador único de taludas da lotaria. E o que é que acontece assim que o homem sai da sociedade? Não, descansem, eles não ganharam o primeiro prémio, isso seria bem sádico. Ganharam apenas o segundo prémio. Duas vezes. E o terceiro também. Feitas as contas, são 800 mil euros que farão dos aderentes desta sociedade pessoas excêntricas. Excepção feita, lá está, ao tal que desertou. Esse não está excêntrico, mas apostamos que deve estar psicótico e deprimido. 
22
Jan08

27 de Janeiro

condutoras de domingo

A encerrar o primeiro mês do ano, as Condutoras de Domingo vão levar à pendura José Nunes, o homem da Linha Avançada, vizinho da Antena 3 e entendido no que se passa dentro (e muitas vezes fora) das quatro linhas. Vamos falar de futebol, claro, e de muito mais. Este Domingo, como sempre, das 11:00h às 13:00h na Antena 3.

20
Jan08

Sinais de Luzes - 20 Janeiro

condutoras de domingo
Mínimos
Para Vale e Azevedo. E a aqui a expressão é mesmo esta: mínimos, porque o ex-presidente do Benfica parece fazer os mínimos olímpicos para estar sempre qualificado para a prisão. Ficou-lhe esse instinto da carreira desportiva. Esta semana Vale e Azevedo esteve prestes a voltar para a cadeia. Ao que parece arranjou um esquema fraudulento para pagar as cauções do processo de burla e falsificação de documentos. É caso para dizer que quem sabe, nunca esquece! Por outro lado, também não aprendeu nada de novo porque voltou a ser apanhado. Consta que pediu um financiamento de 5 milhões de euros ao BCP e eles, vá-se lá saber porquê, estranharam! No mesmo dia em que a notícia veio a lume, soube-se também que Vale e Azevedo é acusado de peculato no processo que implica Pimenta Machado. Mais um! A curta carreira de Vale e Azevedo no Benfica deu-lhe para sempre o carimbo de “ex-dirigente”, e dará direito ao estatuto de eterno presidiário. Porque ainda vão descobrir-se centenas de crimes. É tão certo como os rios correrem para o mar. Desde o isqueiro que roubou a uma funcionária do Estádio da Luz, até à cigarrilha que fumou num espaço fechado… Vale e Azevedo está cercado! Nós não queremos levantar falsas suspeitas, mas vejam lá se isto não é estranho. O site do movimento “BASTA – benfiquistas anónimos saturados de tantas aldrabices”, que podem encontrar em www.basta2002.com, não regista qualquer actividade desde Novembro de 2006. Custa a crer que, com Luís Filipe Vieira no poder, os criadores do BASTA não tenham nada a dizer. Só há uma explicação para este silêncio: a morte. E quem mais, no universo benfiquista, pode ser responsável por homicídios? Ok, excluímos Bynia do concurso. Só mesmo Vale e Azevedo. Sempre.

Médios
Para o duelo de titãs: Maddie versus Mari Luz. Ou melhor: clã McCann contra clã Cortés. Uma espécie de Família Superstar, em que em vez de jogarem ao Chuva de Estrelas jogam ao Onde Está o Wally. Juan Cortés, abriu as hostilidades com a seguinte frase: “estamos a sofrer mais que os McCann”. Sabemos que Gerry e Kate já contrataram mais especialistas, pagos a peso de ouro para os ensinarem a sofrer mais e melhor que qualquer espanhol! A velha táctica britânica de passear com ursinhos de peluche à beira mar, em média luz, parece não convencer ninguém. E, há que dizê-lo, o casal Cortés é um rival de peso! Eles têm sangue cigano, é óbvio que ninguém sofre com tanta intensidade! Isso era o mesmo que comparar a garra das Spice Girls com a dos Gipsy Kings! Se quisermos acreditar que estes pais também são suspeitos do desaparecimento da própria filha, temos uma óptima teoria. Ou melhor, uma “linha de investigação”, como gostam de dizer os entendidos. A família Cortés, habituada a seguir a moda e a estar sempre um passo à frente no mundo da contrafacção, viu o sucesso de Maddie e não perdeu tempo. Depois de vender muitos DVDs dos Piratas das Caraíbas e muitas calças Leves em vez de Levis, decidiram importar este conceito de “criança de 5 anos desaparecida”. Mas aqui os McCann tomam novamente a dianteira. Maddie já tem muitas internacionalizações A – já foi vista da Holanda a Marrocos. E os pais já garantiram muitas estrelas. De Ronaldo a Beckham, todos apelaram por Maddie. Já Mari Luz, mereceu o quê? A solidariedade de Beto, jogador do Huelva. Até no 24horas o tratamento é diferente: ao bonito slogan “Encontrem a Maddie”, opõe-se um singelo “Onde está Mari Luz?”. Como se encontrar a miúda não fosse assim tão crucial, bastando que ela envie uma carta a dizer onde foi. A competição parece viciada à partida mas nunca se sabe. Não vamos perder os próximos episódios.


Máximos
Para o gás, de maneira geral. Se a cidade de Lisboa, de segunda a sexta, costuma ser uma espécie de engarrafamento gigante, esta quarta-feira mais parecia uma enorme bebida gaseificada. Tal era o cheiro a gás que se fazia sentir. A zona da cidade universitária transformou-se num daqueles espumantes que todos insistem a chamar champanhe, mesmo tendo custado 2 euros no Minipreço. Felizmente não chegámos à fase do brinde, não houve explosão. Mas houve tudo a que os lisboetas tinham direito: pânico, indisposições, pessoas hospitalizadas, emissões em directo no local, especialistas em estúdio a falar do sucedido. Ou do não sucedido, neste caso. Era só um químico num frasquinho, uma experiência qualquer que os alunos de farmácia atiraram cano abaixo. Foi mais um não-acontecimento a marcar a actualidade nacional. Faz lembrar aquelas malas todas que explodiram na altura do 11 de Setembro, coitadas… só porque alguém se esqueceu da lancheira com o almoço no metro do Areeiro! Por falar em esquecimentos, e em gás…! Vale a pena viajar mais para Norte para um acontecimento como deve ser. A namorada de Mauro Santos, um dos detidos na operação Noite Branca, foi visitá-lo à cadeia. E, coitada, antes de passar no detector de metais, esqueceu-se de tirar dos bolsos as chaves de casa, os óculos de sol e… uma lata de gás pimenta. Ana Filipa disse à imprensa que foi sem querer: “não sou doida para fazer uma coisa destas. Foi a minha inocência”. Acrescentou que anda sempre com aquela arma para se defender. Foi mais ou menos isto que disseram o namorado, Mauro Santos e o amigo, Bruno Pidá, depois de despejarem o carregamento das metralhadoras em cima dos gangs rivais. Quer dizer, não foram eles. Foi a sua inocência!
20
Jan08

Hoje Deviam Fazer Anos - Investidores

condutoras de domingo
Hoje deviam fazer anos todos os pequenos investidores do BCP! Deviam ter em comum, além dos ataques de insanidade que os levaram a gastar todo o seu dinheiro em acções, a mesma data de nascimento. Deviam ter nascido todos a 20 de Janeiro. Mas o destino não lhes foi favorável. Atravessou no seu caminho uma data de gente sisuda que não brincou o suficiente ao monopólio quando era nova… E que agora brinca aos directores de bancos, e às assembleias. Gente como Santos Ferreira, que apesar de ter metade dos apoiantes, teve uma vitória esmagadora. Isto faz lembrar aquelas assembleias dos clubes, em que sócios como o nosso amigo Barbas têm direito a mais votos que os outros! Mas perante os 2,14% de votos conquistados por Miguel Cadilhe, resta uma consolação para as centenas de pequenos accionistas do BCP. Um só momento, uma só figura, que faz com que não tenha sido em vão a viagem até à Alfândega do Porto. Joe Berardo de boina preta. Isso chega e sobra para encher de alegria qualquer pessoa. E quem quer saber de rendimentos quando pode ter os bolsos cheios de contentamento puro? Ver ali o comendador, no meio da multidão, foi inspirador! Ele estava para ali a fingir-se feliz por ter falhado a eleição para o Conselho de Remuneração, e nós víamos apenas uma coisa: Vitorino. É verdade. A alma de Vitorino desceu sobre Berardo. A festa de anos dos pequenos investidores terá direito a actuação musical. Berardo vai entoar o “Menina estás à janela” com aquele timbre melodioso, e com aquela batata quente que ele parece ter sempre na boca. Há melhor prenda que esta? Claro que não! Esqueçam o spread e a euribor, o que importa é que Berardo não foi eleito. Logo, não está obrigado a sigilo nenhum. E isto significa o quê? Montes de concertos ao longo do ano! Parabéns a todos. Hoje é um grande dia para o pequeno investidor.
20
Jan08

Estação de Serviço - Talho Valadares

condutoras de domingo
Pois é! Hoje viemos ao local mágico de onde emergem as salsichas! Esta frase é quase profética, se não fosse a parte nojenta do fabrico de enchidos! Antigamente acreditava que o fiambre era feito numa fábrica. Foram anos difíceis para os meus pais, que tentavam explicar-me que aquilo que vinha para a mesa com uma maçã na boca não era um Sicasal. Custou-me mais enfrentar a existência de porcos do que a morte do Pai Natal. Sobretudo porque esse velhote nós nunca comemos com ovo a cavalo! Mas pronto, agora já me sinto capaz de enfrentar esse altar de sacrifício de bovinos e suínos: o talho! Mas não trazia as minhas companheiras de viagem para um talho qualquer! Trouxe-as ao Talho Valadares. Cujo slogan é: “um amor antigo feito serviço de qualidade”. Amor é o que não falta por aqui! Entre doses generosas de Coelho e Moelas, há um homem apaixonado pelas carnes. E é um homem que impõe respeito. Quanto mais não seja por causa daqueles facalhões que eles usam, e daquelas luvas em liga de metal. Que, digam o que disserem, cá para mim são para não deixar impressões digitais quando assassinarem alguém. Um cliente que duvide da qualidade das almôndegas, ou assim! Bom, o homem em causa tem nome, e que nome: Eleutério Valadares. O anúncio que faz ao seu talho é bem mais do que publicidade, é uma declaração de amor, sob a forma de biografia! Reza assim: podia ter ido parar a qualquer profissão mas quis o destino que fosse trabalhar para um talho aos 13 anos. Sempre gostei e sempre tive saúde para isso. Eleutério diz que a sua vida até dava um livro, e que se sente realizado por ver satisfeito um sonho que desde sempre caminhou consigo. Isto traz-me à cabeça uma só imagem: Eleutério, pequenino, de mochila às costas, a caminho da escola. Andando a seu lado, um novilho bem gorducho. Enquanto os outros meninos tinham cães e gatos de estimação, Eleutério tinha um boizinho. Nas aulas os colegas apontavam países no mapa. Eleutério apontava as zonas na vaca: cachaço, pá, chambão, vazia, aba grossa, rabadilha, pojadouro, ele sabia tudo. E valeu a pena estudar! Porque hoje há uma funcionária da Câmara que diz “O Valadares é o melhor projecto de talhos que já vi”. E isso recompensa todo a dedicação. Eu, que nem como carne, fiquei com vontade de almoçar um entrecosto. Solidária com Eleutério, que padece do mal que assombra os pequenos comerciantes. Não tem nada a ver com BSE ou gripe das aves. O mal são as grandes superfícies! Da próxima vez que pensarem comprar chispe de porco no Jumbo, lembrem-se: há uma família Valadares em Algés que depende da vossa boa vontade (e vontade de fazer chispalhada) para sobreviver! Vão até lá comprovar que quem vende carnes frias pode ter coração quente!

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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