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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

18
Nov07

Estação de Serviço - Vida e Sonho de Um Caçador

condutoras de domingo
A nossa paragem na Estação de Serviço não podia escapar à febre do Natal. Acho que oferecer livros é sempre um valor seguro. Se forem muito bons podemos lê-los antes de dar, se forem muito maus, o melhor é escrever uma sentida dedicatória na 1ª página e esperar pelo próximo Natal, para apanhar em flagrante quem se distrai e tenha oferecer-nos o mesmo de volta. Eu sei, eu sei, os livros de cabeceira das Condutoras normalmente ficam a cargo da Inês Fonseca Santos. Longe de mim querer roubar-lhe esse pelouro. Logo eu, que até há bem pouco tempo não sabia o que era exegese. Mas a Roma Editora está a promover a Feira do Livro em sua casa, por isso não pude fugir. Quando dei por mim já tinha nas mãos o livro Malamala – Vida e Sonho de Um Caçador. O título além de poético, faz sentido. Não podia ser vida e obra do caçador porque essa é sempre devorada. Não por leitores ávidos, mas por insaciáveis comedores de alheira de caça. Esta é a verdadeira leitura de elites. Diz assim: “se é caçador ou quer oferecer um belo presente a um caçador” este livro de grande formato, profusamente ilustrado com caçadas em Moçambique é a solução! Isto coloca-me um problema. É que o entusiasmo foi tal quando o vi, que comprei logo para o meu pai. Agora, das duas uma: ou o convenço a ir no dia 25 de manhã fazer tiro aos pombos em Algés… ou terei de procurar outro membro da família que dê mais ares de caçador. O pior é que só estou a ver pessoas com cockers e salsichas. Nem um perdigueiro que seja. Mas a colecção desta editora é enorme, acho que vou arranjar prendas para todos. Por exemplo: Irene minha gentil que te partiste, sobre um marido padre e uma esposa enfermeira. E eu que achava que era “alma minha gentil” e que os padres não se casavam. Realmente, estou a anos-luz da nossa entendida em literatura! Para compensar, já arranjei o livro ideal para vos dar. Como apreciadoras de trocadilhos que são, aqui vai: A Bem Soada Gente. O prefácio promete! “Sem pena, a pena do autor rasga o papel envernizado”. Se for assim até ao fim é mesmo livro para oferecer já com as páginas dobradas e cheio de anotações. É que Flávio Vara promete: “A sátira, em divertidos jogos de palavras, ousada, não poupa nomes de alcandorados a altos postos”. E quem conjuga o verbo alcandorar merece todo o meu respeito!
18
Nov07

Cavalli

condutoras de domingo
Se há coisa que os portugueses gostam é de promoções. Arriscamos a dizer que gostam ainda mais do que de “cenas grátis”. As “cenas grátis” são bestiais, mas não têm aquele gostinho especial de conquista, de caça, de esperteza, inteligência e até garbo para quem as consegue. Esse patamar está reservado para quem obtém o chamado “preço muito em conta”. Pode ser por um par de sapatos em que um é o 32 e o outro o 47, pode até ser um candeeiro design que já só dá para usar como fruteira… O que interessa é que fomos tão superiores que conseguimos sair da loja pagando apenas um fracção do preço originalmente pedido. Fomos uns espertalhões. Tudo isto para dizer que a loja H&M do Chiado, em Lisboa, apelou a esta tendência tão lusitana disponibilizando a colecção Cavalli a um preço muito jeitoso. E o que é a colecção Cavalli? Bom, é uma junção algo daltónica de dourados, tigresses, zebras, prateados e todo um manancial de tendências bué modernas que ninguém depois vai ter estômago para usar com receio de fazer a Ana Malhoa parecer uma respeitável dama aristocrática britânica.
Mas apesar de só poder ser usada para assustar assaltantes que nos abordam com seringas em becos escuros, a Colecção Cavalli voou das prateleiras da H&M do Chiado em apenas uma hora. Houve correria, empurrões e até mesmo umas entradas à Petit.
E tudo isto se passou numa loja repleta de gente… às dez da manhã de uma segunda-feira! O que nos deixa com a dúvida: então mas esta gente não trabalha? Que raio de desculpa se dá no emprego para se poder ir para uma fila de uma loja de roupa? O cão comeu-me o roupeiro e tive de dar um pulinho a uma loja para não vir trabalhar só com uma t-shirt que diz “Porto de Galinhas”?
18
Nov07

"Atiramo-lo ao lago!"

condutoras de domingo
Esta semana o 24Horas – esse jornal que é quase a nossa segunda pele - lançou o alerta: anda um pedófilo à solta pelos jardins de Lisboa. A manchete era “atiramo-lo ao lago!”. E quem o disse foram os velhotes residentes do jardim. Não víamos uma ameaça tão boa desde o último depoimento vídeo de Bin Laden. É caso para dizer que cada país tem aquilo que merece. Alguns têm a beleza exótica da floresta da Amazónia, nós temos o Jardim da Parada em Campo de Ourique. Outros têm deslumbrantes cataratas, nós temos o lago do Jardim da Estrela. Mas, em termos humanos, superamos qualquer outra nação. Os países evoluídos, do Norte da Europa, têm criminosos que enterram criancinhas no jardim e guardam raparigas em caves durante 20 anos. Nós temos um “predador sexual” cujo modus operandi é tirar fotografias nos parques infantis.
Também a forma de reagir a ameaças deste calibre é diferente. Por todo o mundo há milícias populares. Em Portugal não precisamos dessas mariquices. Temos grupos de reformados indignados, que afirmam: “não precisamos da polícia. Vamos andar de olho. Se ele andar a vigiar os miúdos e a tirar fotografias, atiramo-lo ao lago”. Quem é que precisa de grupos armados até aos ossos, quando temos este núcleo de doentes de osteoporose no Jardim da Estrela? A segurança dos nossos filhos está garantida! Os aposentados estão dispostos a interromper o desafio de Xinquilho para afogar qualquer pedófilo que apareça por lá. Mas vão fazê-lo com violência: amonas e tudo. Vai finalmente haver um motivo para lhes chamarmos “brigada do reumático”. É que já os estamos a imaginar, estilo ghostbusters, mas armados com os seus andarilhos, algálias, bengalas e canadianas, perseguindo qualquer transeunte de máquina fotográfica ou qualquer pessoa de gabardine, que como todos sabemos é a farda oficial dos tarados sexuais.
18
Nov07

Casa Pia

condutoras de domingo
Natal é tempo de circo. As ruas de todo o país enchem-se de bonitos cartazes, com uma estética bem anos 70, a anunciar tigres albinos (que depois afinal são uns gatos para o rechunchudo pintados com Robialac) e acrobacias fantásticas. Este ano, o circo veio ainda mais cedo, mas tem igualmente criaturas bizarras. Estamos a referir-nos a um circo muito específico, onde o Pai Natal se veste de vermelho, sim, mas troca a indumentária tradicional por um kispo. Estamos a referir-nos... ao circo da Casa Pia.
Ninguém o chamou, mas infelizmente ele voltou à cidade. Esta semana, um funcionário – que desconhecemos se tem também uma alcunha digna de ursinho de peluche - foi acusado não só de abusar das crianças como também de transportar os menores para casas particulares.
Hum, onde é que nós já ouvimos isto? É que esta já parece outra situação que, como o próprio Natal, ameaça tornar-se numa tradição. E será que se vai cumprir também a tradição de este ser mais um processo que não vai dar em nada?
18
Nov07

Condução Defensiva - Com os Copos

condutoras de domingo
Num país onde os loucos ao volante se multiplicam mais depressa do que coelhos em tempo de cio e em que as pessoas matam e morrem tanto nas estradas que entopem os canais de acesso ao Céu e ao Inferno, há um livro que devia ser de leitura obrigatória. Chama-se Com os Copos, foi escrito por um Miguel Esteves Cardoso em boa forma e é um verdadeiro guia espiritual, não sobre a arte de bem conduzir, mas sobre a arte de bem beber cocktails e líquidos enebriantes afins. Caros condutores e condutoras de Portugal, esta é a obra por que tanto esperávamos, é a obra que nos vai libertar do volante e diminuir o índice de mortalidade nas estradas nacionais. Com os Copos, o livro, tem a capacidade de nos manter dentro de casa, de nos deixar naquele estado dormente que nos cola o rabo ao sofá e uma pálpebra à outra. O truque é simples: basta fazermos exactamente o mesmo que a maior parte das pessoas faz antes de morrer e matar nas estradas portuguesas – beber. Com os Copos fala de tudo o que é bom: Cosmopolitans, whiskeys com Castello, Cubas Libres, Daiquiris, vinhos brancos, Manhattans, sangrias, caipirinhas e, ouçam bem, shots. Quem aproveitou bem os 15, 16 e 17 anos sabe do que estou a falar e devia prestar homenagem a Miguel Esteves Cardoso. Ele é o homem que redime os shots depois de todas as bebedeiras, depois de todos os vómitos; ele é o homem que, sem pudor, escreve sobre a “dignidade providencial dos shots”; ele é o homem capaz de perceber que um shot tem mais efeitos práticos na nossa vida do que a ciência, a filosofia ou a religião. Esteves Cardoso serve-nos de bandeja os melhores motivos para regressarmos aos shots. Há quanto tempo não vos passava pela cabeça um B-52? Ah, pois é: um B-52 é o produto mais perfeito daquilo a que Esteves Cardoso chama as “artes misturológicas”. Por isso, em nome de todos estes “cocktails minimais”, façam o esforço.
Deixamos em baixo a receita. Bebam uns quantos B-52’s e lancem-se, com os corações em chamas, para a estrada mais próxima. Só não se esqueçam de que o objectivo é chegar à livraria. De preferência, uma com supermercado perto para  não perderem tempo e abastecerem a despensa de shakers e bebidas espirituosas.

Ingredientes:
Absinto - 1 dose
Licor de Café -1 dose
Licor de Whisky - 1 dose

Preparação:
Num copo de shot, coloque, em partes iguais e por esta ordem, licor de whisky, licor de café e absinto. Por cima, uma palhinha. No momento de servir, pegue fogo com um isqueiro. Beba enquanto arde, com uma palhinha e, de preferência, rapidamente para que não derreta.
18
Nov07

Notícia Mais Insignificante da Semana

condutoras de domingo

Soraia Chaves que é modelo e diz que é actriz; que é uma estrela SIC; que já foi a mulher mais desejada de um prédio em que Diogo Morgado era o seu vizinho gay; que disse numa entrevista que não era o seu corpo que levava as pessoas a verem os filmes onde entra, mas sim o seu enorme talento; que já foi uma call-girl de luxo que engatou o Nicolau Breyner; que já dividiu a cama com Merche Romero e com um rapaz com cara de parvo; que fuma cigarrinhos de enrolar em festivais; que já seduziu um padre; que ficou com o peito à mostra na última Gala dos Globos de Ouro; que deixa qualquer homem português a babar-se mesmo que só pergunte as horas e que até já assediou uma das condutoras na casa de banho do Lux… Soraia, ela própria, foi notícia porque agora... é feia. No novo filme do Leonel Vieira, “A arte de roubar”, na pele de “Prima”, Soraia Chaves vai deixar de ser uma bomba sexual para ser o equivalente a uma bombinha de mau cheiro do Carnaval. E isto, porque, como a própria afirmou: “a sua personagem não quer ser confundida com as alternadeiras do bar.” Não é a primeira vez que uma actriz jeitosa faz um filme em que fica mais feia. Nicole Kidman usou um nariz postiço em “As Horas”, e Charlize Theron engordou e andou com os dentes estragados em “Monstro”. E como é que Soraia conseguiu a sua incrível transformação? Simplesmente, não usando maquilhagem.
Na nossa opinião, fazer um filme com uma Soraia Chaves feia não é lá a coisa mais esperta para se ganhar pipas de massa na bilheteira. A não ser que o padre, desta vez, seja uma freira... toda nua... e que saiba rezar muito bem.

 

18
Nov07

O que é Nacional é Bonzinho - José Alberto Carvalho

condutoras de domingo
É verdade e há que dizê-lo sem floreados: José Alberto Carvalho foi, por um dia, pivot sem gravata. De agora em diante, a ideia é essa - banir a gravata do espaço informativo português. Gradualmente, claro, para a gravata não ficar traumatizada. Parece que o objectivo passa por testar a reacção das pessoas. Eu pergunto: como é que as pessoas reagiriam se, assim de repente, só para testar telespectadores sérios, com expectativas fundadas numa tradição milenar, o Noddy arrancasse do pescoço o lenço amarelo com pintas encarnadas? Aos olhos das crianças, tornar-se-ia Noddy um rapaz cool e, no entanto, obediente? E José Alberto Carvalho? Transformou-se ele num homem trendy e, todavia, líder de audiências noticiosas? Independentemente dos comunicados da RTP, dos posts e dos artigos escritos sobre esta delicada temática, a falência do efeito da gravata nos telejornais das sociedades contemporâneas, há, subjacente a isto, uma questão que proponho que seja discutida no próximo Prós e Contras.
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É que,  por detrás do pivot desengravatado, existe um pobre pivot confuso, um homem sensível a quem “custou um bocadinho tirá-la, porque foi um acto consciente”(tirá-la, à gravata). Esta é a verdade, caros ouvintes, o pivot da RTP confundiu o seu espaço noticioso com o Bom Dia Portugal Fim-de-Semana. É que, há cerca de um mês, foi anunciado que o programa matinal do canal 1 passava a ser diário e, ao Sábado e ao Domingo, o “pivot masculino apresentar-se-ia sem gravata”. Ora, José Alberto Carvalho não resistiu, fraquejou: ele livrou-se da gravata em horário nobre. A gravata, mais do que os espectadores, está em choque. E o jornalista justifica-se, dizendo que a maior parte das pessoas a essa hora não deve estar a vê-lo de gravata. Isto é que é optimismo! E crença no progresso e na boa vida! Cerca de 99% das pessoas que eu conheço, às 8 da noite, ainda está presa no local de trabalho entre o computador e o nó da gravata. Mas, tudo bem, eu até aprecio a justificação e proponho que passe a regra. Assim os pivots do Bom Dia Portugal podem surgir nos nossos ecrãs de pijama, pantufas e botija de água quente a tiracolo. Isto, sim, levaria a que olhássemos mais para a substância do que para a aparência, como se deseja na RTP 1. E não creio que o bom gosto deixasse de imperar, tal como receia José Alberto Carvalho. Por nós, “o único símbolo de seriedade” no traje dos pivots bem que podia ser substituído por um peitinho bem depilado ou, em casos especiais de bíceps e tríceps definidos, por uma t-shirt branca de manga à cava.
 

18
Nov07

Destravados - Mickey Rourke

condutoras de domingo
Esta semana temos um Destravado que mais parece um animal que atropelámos vezes e vezes sem conta e deixámos bem espatifado com os pneus. Falamos de Mickey Rourke, o homem que nos anos 80 protagonizou o “9 Semanas E Meia” e deixou todo um mulherio planetário com vontade de usar ovos e cerejas de conserva para fazer outras coisas que não bolo inglês ou pirâmides de chocolate.
Mas o passar dos anos não foi gracioso para Mickey Rourke, que hoje em dia tem uma carantonha que faz Betty Grafestein parecer uma criança das Chiquititas. Aliás, as parecenças entre ambos são de tal ordem que por certo que José Castelo Branco os iria confundir e acabar por levar o Rourke para casa e tentar obrigá-lo a… ser seu motorista, claro.

E é exactamente por conduzir que o actor norte-americano se meteu em alhadas esta semana. Mickey cometeu o crime da moda entre os famosos: foi apanhado a conduzir bêbado. Reprovamos, mas também bocejamos. Que crime tão batido, tão fraquinho. Para quando um actor a roubar uma Caixa Multibanco, um cantor a desbloquear Sport TV em powerboxes pirateadas ou uma teen-socilalite a falsificar cartões de pontos do Modelo na sua cave?

Mas apesar disso, acusamos um simpático 1.4 na escala de destravadice a Mickey Rourke. Não por ter sido preso por álcool no sangue, mas sim por ter aquela carantonha que nos lembra sempre que uma face com excesso de botox é uma face que parece que ficou presa numa Bimby.
18
Nov07

Clonagem

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Esta semana ficámos a saber que a clonagem chegou ao mundo dos primatas, e já não é uma ficção. Conseguiram, de facto, clonar macaquinhos. E se já estão nos macacos, em breve, chegarão aos humanos. Não deve ser muito difícil, é só aplicar as mesmas técnicas. Afinal, entre os humanos também há espécies parecidas com os macacos, ou seja, com pouca inteligência mas muito fofinhas. Modelos fotográficos e jogadores de futebol... e esses, se forem realmente giraços, nunca é demais clonar.

18
Nov07

Está a Falar de Quê? - Castelo Branco

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José Castelo Branco voltou a dar notícias! Confessamos que não tínhamos saudades nenhumas deste cavalheiro. Castelo Branco é como aquela “tia da província” que todos temos, e insiste em aparecer pelo Natal, sem ter sido convidada. Com umas pequenas diferenças: Castelo Branco não assume que vem da aldeia, e usa muito mais bijutaria do que qualquer mulher das nossas famílias. A última proeza deste nosso Michael Jackson português será operar o seu cão. É verdade: agora que ele e Lady Betty não têm nenhum órgão externo que reste para operar, lembraram-se do cão de raça Terra Nova para ir à faca. Vai ser o décimo membro da família a fazer um lifting: depois de Zé, Betty, o mordomo, o motorista, o cozinheiro, o jardineiro… chegou a vez do pobre Óscar. E ele que pensava que os dias de tortura tinham acabado, depois de ter sobrevivido à Quinta das Celebridades, onde teve de viver sob ameaça de animais de grande porte, como Alexandre Frota, e muitas cabeças de gado, como Cinha Jardim e Ana Afonso. Mas agora não vale de nada ladrar: o seu dono quer que ele “levante a pálpebra” e nada o poderá deter. Castelo Branco é assim: um homem, quer dizer… uma… bem, um híbrido de fortes determinações. Desde sempre. Como no dia em que disse aos pais que ia ser artista e integrar o elenco da “Noiva Cadáver”. Eles não levaram a coisa a sério, e agora é o que se vê: passeia Betty Grafstein pelo país, numa espécie de extended version de “Um Fim-de-Semana com o Morto”.
A Presidente da Liga Português dos Direitos dos Animais, aquela velhinha que se comove diariamente com a secção “adopte-me” do 24 horas, diz que “as intervenções estéticas só servem para alimentar a vaidade do dono e massacrar os animais”. E acrescenta: “essas cirurgias, tal como obrigá-los a andar de totós agarrados ao pêlo, são violências”. Não há nada mais falso do que isto: primeiro, toda a gente sabe que Castelo Branco é tudo menos vaidoso. Só costuma sair de casa de maillot e ceroulas por preguiça. Além disso, é óbvio que ele nunca poria “totós” num cão com o pedigree de Óscar. Quanto muito, uma bandelete, para combinar com a famosa coleira Dior! Nas palavras do próprio: “noblesse oblige”.

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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