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Condutoras de Domingo

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Elas em contramão, sempre a abrir, pelos acontecimentos da semana.

Condutoras de Domingo

25
Nov07

Duo Dinâmico

condutoras de domingo

Ao longo dos anos, muitas têm sido as duplas que nos têm marcado. Batman e Robin. Batatinha & Companhia. Leandro e Leonardo. E eis que chega agora a vez de um novo duo dinâmico dar mais cor à nossa existência: Rodrigo e Clara. Ele é um jornalista que também escreve uns livros (mas de sucesso mais modesto que o outro) e ela é aquela senhora simpática bate palmas a famílias em karaokes. Juntos entram no nosso lar todos os dias para um reformulado Jornal da Noite da SIC. O modelo, dizem, é inspirado nos noticiários anglo-saxónico. A nós parece-nos mais inspirado naqueles relatos mitológicos de confrontos entre titãs.

Ambos os apresentadores parecem estar em clara competição. Quem dispara mais depressa a última notícia sobre a Maddie? Quem se sai com a graçola mais espirituosa? Quem proporciona o menos forçado momento de cumplicidade entre pivots? Quem consegue resumir a crise israelo-árabe em dez segundos ou menos? Estamos menos a ver um noticiário e mais a ver uma espécie de Jogos Sem Fronteiras, repleto de provas para Rodrigo Guedes de Carvalho e Clara de Sousa ultrapassarem. Tamanha disputa só podia levar a pérolas linguísticas a condizer. E, nesse campeonato, o sarcasmo de Rodrigo é rei e senhor. Logo no primeiro dia deste novo formato, enquanto se levantava para ir ao videowall dar uma notícia sobre a Selecção Nacional, disparou: “Oh Clara, como o tema é futebol eu é que me tenho de levantar para dar a notícia, não é?!" Foi uma piadola. Nós sabemos. Ah ah ah. Ah. Pois mas foi também toda uma acha para essa fogueira chamada Guerra de Sexos. Ele tinha de se levantar porque o tema era futebol. Clara teria de abandonar a sua cadeira se a temática fosse puericultura, pensos higiénicos ou como tirar nódoas de chocolate de uma camisa de seda. Outro dia, outra voltinha. Depois de ter feito um resumo dos momentos mais polémicos da carreira de Hugo Chavez – que culminou com o famoso “porque no te calas?” – Rodrigo lançou um olhar matreiro à sua Clarinha e disse: “A ti não te mando calar. Pergunto-te antes: porque não hablamos com nuestra repórter?” E ainda dizem que a SIC não tem programas de humor em horário nobre!

25
Nov07

Choque Frontal - Assaltos

condutoras de domingo

Esta semana foi pródiga em crimes e em… brincadeiras de criança. E é disso que venho falar-vos. Então não é que duas funcionárias da Caixa Geral de Depósitos resolveram brincar aos polícias e ladrões? Provavelmente já fartas de aturar o responsável dos depósitos a fazer de marido, sempre que brincavam aos pais e às mães, trocaram de brincadeira. Quiseram ser reféns por um dia, mas esqueceram-se dum pormenor: eram precisos assaltantes! Conseguiram montar um mega cerco policial: uma centena de agentes da autoridade à volta da dependência bancária de Vila do Conde, durante mais de 3h. A tensão aumentava a cada minuto, até que as patrulhas invadiram o banco, ao melhor estilo de Hollywood e… encontraram o quê? As 2 senhoras trancadas na casa-de-banho. Só. Não sabemos se estavam a reproduzir uma cena do L Word ou a fazer mais uma homenagem a Manuel Subtil. O que é certo é que estavam apavoradas, e diziam ter sido trancadas por dois temíveis ladrões. Acontece que os criminosos já não estavam no banco há horas! As Condutoras de Domingo já estão mesmo a ver o que se passou: dois clientes dirigiram-se ao balcão para saber informações sobre cheques pré-datados, tendo um deles sacado do telemóvel. Ora, todos devem estar recordados que Portugal é percursor nessa arte do “assalto à mão armada” com telemóvel. E estas senhoras não eram excepção. Vai daí, atiraram-se para o chão, havendo mesmo relatos de pessoas que iam a entrar no banco e recuaram depois de as verem estendidas no solo. Compreende-se. Só mesmo um cliente habitual é que se arriscava a lá entrar. Por calcular que fosse dia de jogar às escondidas, ou torneio de Twister. Mesmo que ouvissem “mãos ao ar” pensariam que era aquela parte do “mão esquerda no círculo azul”.




O mais provável é que os criminosos fossem também adeptos dos jogos didácticos, já que não roubaram nada de nada. Provavelmente aquilo para eles foi uma simulação do monopólio. Só não quiseram passar pela casa da prisão. As mulheres voltaram entretanto ao trabalho, e estão a receber apoio psicológico, por sofrerem de stress pós-traumático. Minhas amigas, não vão mesmo parar com as brincadeiras, pois não? Agora é aos médicos, o que se seguirá? Cabra cega, ou barra do lenço com as senhas do atendimento? Uma responsável do INEM veio dizer que: "Não é um caso de risco de vida”. Porque será que há sempre estes desmancha-prazeres? Que coisa! Sou só eu que me irrito com estas atitudes? Não! Ana Pereira, uma das populares que assistiu a tudo, também se queixou: “Fizeram este aparato todo e a gente acabou por não ver nada. Tanta polícia não sei para quê!”. É caso para dizer: “rebenta a bolha!”.

25
Nov07

Os Pássaros

condutoras de domingo

Não é à toa que Hitchcock é considerado um génio. O homem esteve sempre um passo à frente e tentou há anos elucidar-nos: cuidado com os sacanas dos pássaros. Ninguém lhe deu a atenção devida e agora é o que se vê – um pássaro desengonçado está a pôr em risco a possível construção de um aeroporto em Alcochete. A criatura em questão tem nome digno de uma linha de merchandising, com direito a t-shirts, estojos e tatuagens temporárias. Decorem: MAÇARICO DE BICO DIREITO LIMOSA LIMOSA LIMOSA. Assim mesmo, com as repetições, tipo Butros Butros Gali. Parece que os maçaricos andam em bandos que chegam a ser de dezenas de milhar de exemplares e isso é coisa para albarroar um avião comercial. Mas porque raio é que se junta ali tanta passarada em Alcochete?, perguntam vocês. Para cuscar a Academia do Sporting e assobiar o Farnerud? Para ir aos saldos do outlet? A resposta é.... a passarada nem sequer passa por ali. Ou melhor, não se sabe se passa ou não. Pronto, é confuso mas nós explicamos. O maçarico de bico direito limosa limosa limosa é, como toda a gente sabe, uma ave migratória que passa o Inverno na África Ocidental, sendo avistada em Portugal apenas durante a sua migração pré-nupcial, na Primavera. Ou seja, de momento não estão cá. São como aqueles emigrantes que só cá vêm uma vez ao ano para as suas casas revestidas a azulejo e que passam dias sem fim a ouvir Tony Carreira, a comer frango assado na praia e a gritar com os putos que vão para a água a fazer a digestão. Logo, como o maçarico não está em Portugal os especialistas em pássaros não conseguem perceber se ele vai passar mesmo na zona do futuro aeroporto ou não. Mas pronto, pode acontecer. Assim como pode acontecer um meteorito destruir aquela zona toda, por exemplo. Há que ver todas as possibilidades. Perspicazes como sempre, as Condutoras de Domingo já têm solução à vista para este problema. Dizem os especialistas que os maçaricos de bico direito limosa limosa limosa procuram aquela zona por causa dos arrozais. Só temos, portanto, de lhes arranjar um ticket refeição para irem a um qualquer restaurante chinês da zona saciar a sua fome de arrozinho. Se isso não resultar, temos apenas três palavrinhas: campo de tiro. Então aquela zona de Alcochete não tem exactamente um campo de tiro? É substituir os pratos por maçaricos e a coisa resolve-se logo. A não ser, claro, que seja esse amante apaixonado da opção Ota que é José Sócrates quem está a espalhar passarada esquisita por esse Alcochete fora.

25
Nov07

Agarrado ao Pára-Choques - INEM

condutoras de domingo

As condutoras de domingo andam pela estrada e não podiam ficar indiferentes à notícia de que há milhares de alertas falsos para o 112. Podíamos até aproveitar para mostrar como somos altruístas e preocupadas com o bem comum. É mentira. Esta é a rubrica mais egoísta de sempre - simplesmente pensámos: “e se for uma de nós a ter uma urgência?”. Aliás, foi o INEM que lançou a pergunta: “E se precisasse de uma ambulância e esta estivesse ocupada numa chamada falsa?". Eu diria que ficava lixada, mas a verdade é que se precisasse duma ambulância o mais provável era estar com pouca vontade de insultar alguém. Mas a campanha lançada pelo INEM está a centrar o problema nas pessoas erradas. Não interessam aqui as vítimas de acidentes e enfartes. Num estado muito mais grave que elas estão as pessoas que se lembram de ligar para o 112 para dizer umas piadas. E são mais de 60 por dia! Acho que já podemos falar numa patologia, que pode até inscrever-se na associação “Raríssimas”. Os sintomas mais comuns são: ausência total de sentido de humor e crises de ansiedade. Os indivíduos que sofrem desta disfunção são de tal forma inseguros que acham que as únicas pessoas que poderão achar-lhes graça são… enfermeiros do serviço nacional de saúde. Isto não passa, afinal, de um pedido de ajuda desesperado. Estas pessoas tiveram passados complicados, precisam duma palavra amiga. Entre os principais traumas contam-se: não terem sido muito aplaudidos no Levanta-te e Ri de Viseu, não terem conseguido ver os Extras do DVD António Sala – 40 anos de carreira, ou terem esgotado todas as anedotas sobre “cúmulos” que conhecem. E o mais assustador é que a população que sofre desta perturbação mental não é composta por crianças em idade escolar. Não. A grande maioria são adultos! Ora isto leva-nos a crer que às 4 da tarde, quando fecham os serviços administrativos de todo o país, há uma multidão de trabalhadores escondidos atrás da secretária, a ligar para o 112. Nós temos a solução para este problema: a criação do 113, uma linha de apoio aos humoristas falhados. Nesta linha, enquanto as chamadas estão em espera, podem ouvir-se excertos dos Malucos do Riso e aderir ao serviço de SMS do Fernando Rocha. E, o melhor de tudo: não vão obrigar nenhuma ambulância a sair ao engano. As únicas viaturas que terão o poder de accionar são: carros que anunciam o grandioso circo de Natal ou a Tourada de Montemor, e roullotes de churros e farturas. Porque isto vai de encontro às preferências destes – e vem aí trocadilho rebuscado – “Criativos Emergentes”!

25
Nov07

SCP vs SLB

condutoras de domingo

Bruno Silva é a mais recente vítima da guerra das escolinhas do futebol. Nem o Sporting, nem o Benfica abdicam do rapaz e o caso até já deu direito a uma conferência de imprensa de Luís Filipe Vieira, em que este dizia que era bom que toda a gente pusesse os olhos neste exemplo para que coisas destas não voltassem a acontecer. É bom mesmo, porque da maneira como as coisas estão, qualquer dia, basta um bebézito dar um pontapé mais certeiro dentro da barriga da mãe para ter logo um olheiro do Sporting ou do Benfica a pedir para assinar contrato.




E se assim for, até vai ser bom para os clubes. Em vez de gastarem pipas de massas a comprar terrenos que depois são da câmara ou a construir academias apalaçadas na Margem Sul, limitam-se a passar as escolinhas para uma barriga de aluguer. A Remax deve ter algumas.

25
Nov07

O Que É Nacional É Bonzinho - Estrelinha

condutoras de domingo

Mesmo que a notícia que se segue pareça extraída de um folhetim do insólito, a verdade é que pertence a um mundo bem próximo de nós, ali para as bandas da asseada Avenida de Roma, onde pelas ruas se cruzam pessoas, animais, plantas, Zeus e Estrelinha. Não, não me refiro a Zeus, o deus grego supremo, nem a Estrelinha, a personagem da novela da TVI; refiro-me a Zeus, o leão da Rodésia do “jet-seter” João Pedro Campos Henriques, e a Estrelinha, a caniche-anã de um seu vizinho. Zeus e Estrelinha encontraram-se e, numa enorme caturreira, Zeus devorou Estrelinha. Peço, por favor, aos argumentistas deste país que parem de tirar notas para o guião da próxima telenovela e façam um minuto de silêncio em homenagem a Estrelinha, a falecida caniche-anã. (SILÊNCIO breve) Agora que o minuto se passou, a história já pode ser partilhada com todos os que, como eu, sentem o coração pequenino como o de um caniche-anão. Ao que parece, Campos Henriques saiu de casa com Zeus pela trela; Zeus, como seria de esperar, até pelo facto de ter nome de deus que domina tempestades e trovões, rompeu a trela. Estava sem açaime e lançou-se em possante corrida rumo a um alvo do tamanho da sua pata. Era Estrelinha, a caniche-anã, que deve ter sentido uma emoção orgásmica ao ser abocanhada por Zeus. Valha-nos isso, a hipótese de ter morrido feliz. Já Campos Henriques nada fez; citando o dono do caniche, «não mexeu uma palha”. Justificou-se com uma doença cardíaca. Mas eu desconfio, e pensei tanto no assunto que até tenho uma tese para apresentar. Campos Henriques organiza festas, tem uma empresa de catering. Ao ver Zeus de Estrelinha na boca, deve ter percebido que ali estava, diante dele, uma original solução para a festa da semana - acepipes de caniche-anão! Nada de perninhas de rã ou peixe cru. Caniche-anão servido em baixelas do século XVIII. Por isso, faz todo o sentido que Zeus esteja registado como um labrador. São, de facto, cães parecidos, ideais para a caça. O que é que interessa se um se atira a patos mortos no meio de um monte alentejano e o outro se atira a caniches vivos numa praceta da Avenida de Roma?! Nada, e assim se percebe por que razão Campos Henriques não pediu desculpa à família de luto, a mesma que, enquanto se indignava e ia à polícia, se apressou a substituir Estrelinha por Pantufa, outra caniche-anã. A conselho da pediatra da filha pequena dos donos da falecida. Olhem que esta... Nem um médico revela respeito pelos mortos. Restamos nós. Descansa em paz, saudosa Estrelinha.

25
Nov07

Música Violenta

condutoras de domingo

A lógica podia dizer-nos que onde há um adolescente problemático há uns papás a precisar de levar umas palmadas. Mas a lógica já não é o que era. Agora e avaliar pelas últimas notícias, onde há um adolescente problemático há, isso sim, uma maldita telefonia a emitir música que influencia negativamente aquela pobre alma. O até então jovem aplicado, esperançoso e de polo da Sacoor - com um ratinho nas costas e tudo – dá pois origem a uma alma torturada, violenta e que traja de negro. Sempre que algum adolescente entra pela escola a dentro a distribuir balázios como o Paulo Portas distribui beijocas em feiras é a mesma história: “ah, é porque ouvia Marilyn Manson e Rammstein e essas coisas do demo e daí até à violência é um pequeno passo”.

Bom, a nós quer-nos parecer que entre um tema destas bandas e uma rajada suicida vai, não um pequeno passo, mas sim uma daquelas longas maratonas de triatlo que até a Vanessa Fernandes ia ter dificuldades em atravessar.O que está, isso sim, ali mesmo ao lado de um automático click de violência e caos são as músicas não das bandas de death metal ou lá o que é, mas sim... do Tiago Bettencourt ou do André Sardet. Isso sim, é que tolda o espírito dos jovens. O Bettencourt porque a cantar àquela velocidade deixa uma pessoa sem respiração – o que causa tonturas e sabe-se lá mais o quê. E o André Sardet porque tem um efeito de Incrível Hulk até no mais pachorrento Eduardo Sá. É pegar nos CDs dele e usar a esquina aguçada da caixa para começar a vazar olhos. Dantes quando um adolescente se portava mal, a culpa era das companhias. Agora, como eles não passam o tempo toda da net e não se consegue pôr culpas em nicknames e avatares, canaliza-se tudo para a música. Está certo.

23
Nov07

25 de Novembro

condutoras de domingo
No próximo domingo as Condutoras vão dar boleia a Eduardo Madeira. E ele traz um presente de Natal antecipado: o livro que acaba de lançar, juntamente com José Pedro Gomes - "Os Jeitosos Continuam à Solta". Vamos falar sobre isso e sobre muito mais, na habitual viagem de duas horas pela actualidade. Até domingo, às 11h!


18
Nov07

Sinais de Luzes - 18 Novembro

condutoras de domingo
Máximos
Para a ordem dos médicos que, depois de tanta coisa, veio dizer que não vai alterar o artigo 47º do código deontológico, que considera a prática de aborto uma falha grave. Estes senhores andam a brincar connosco! Quer dizer, houve quase 1 dezena de portugueses que saíram de casa para votar, perdendo um belo dia de praia. E houve outros que se esforçaram ainda mais! Tanto tempo de vida desperdiçou Bagão Félix, a preparar o discurso em que disse que o feto tinha capacidade de receber um testamento! Tantos minutos de sono perdeu Marcelo Rebelo de Sousa, a contar as visualizações do seu vídeo no YouTube… Isto já para não falar na malta do SOS Vida! As pessoas não calculam o trabalho que deu fazer aqueles folhetos com fetos deformados. Foram horas e horas de photoshop. Mais uma data de criativos empenhados para escrever coisas como: “nos hospitais de Taiwan até se compram bebés mortos a 50 dólares para churrasco!”. Olha… na volta foi isso! Uma empregada qualquer da SOS Vida, nas arrumações de Outono, deu com os panfletos e vai de distribui-los nos hospitais. Quando os médicos perceberam como ficavam feios os pequenos fetos pensaram “ah, se é assim então não queremos!” Quem fez bem foi o Alberto João Jardim, que disse logo que não há abortos na Madeira e pronto. Ele é a excepção que confirma a regra.


Médios
Para José Rodrigues dos Santos, uma vez mais! Diz a imprensa que “Zé já sabe que vai ser despedido”. Zé? Não sabemos a que se deve este tratamento, provavelmente ao desrespeito habitual que as pessoas têm pelos miseráveis. Parece que já o estamos a ver, distribuindo jornais gratuitos num semáforo qualquer. E a tentar fazer aquele truque de piscar o olho depois do “até amanhã”, enquanto as pessoas lhe fecham o vidro na cara. Vai ser triste. Claro que vai ser um honroso distribuidor do “Meia Hora”, visto que o seu maior problema é o tempo. Achavam que ia ser despedido por ter acusado a administração da RTP de interferências ilegítimas? Claro que não, o que importa isso? São opiniões! E todos sabemos que nunca ninguém liga ao que dizem os “orelhas de abano” da turma. O que importa aqui é que Rodrigues dos Santos não descontava as horas de almoço. É verdade. O senhor que chegou pontualmente às oito a nossa casa, durante tanto tempo, afinal não cumpria horários! Dizem os colegas que é hábito não passar o cartão à hora de almoço ou quando se “sai para comprar pastilhas no exterior”. Tendo em conta o cadastro de Rodrigues dos Santos, concluímos que ele é o cliente nº 1 da Tridente Portugal. Diz-se até que o controlo de entradas na portaria da RTP poderá servir de prova em tribunal. As condutoras podem assegurar, com conhecimento de causa, que isso não vai dar bom resultado. O mais certo é virmos a descobrir que José Rodrigues dos Santos esteve registado todos estes anos como Cármen Amorim, e tinha no seu cartão a fotografia de Vera Roquete.

Mínimos
Para Maria das Dores. A única socialite portuguesa a conseguir fazer o que todas sonham: matar o marido e herdar o dinheiro. Pelo meio teve o pequeno percalço de ser presa, mas isso pode acontecer a qualquer uma! Sobretudo se prometer 150 mil aos criminosos e depois lhes der só 3 mil. E se, para disfarçar a coisa, oferecer um relógio de luxo ao motorista. Uma coisa assim discreta. O que ainda ninguém reparou é que Maria das Dores está a ser acusada pelo crime errado! Ela não é culpada da morte do marido, mas sim responsável máxima do nascimento do filho, essa espécie de atentado contra a Humanidade chamado David Motta. O que no dia do funeral do padrasto foi com a ela pôr botox. O que bateu à porta de Castelo Branco morto de fome, tendo passado um fim-de-semana a comer leite condensado. O que foi expulso do programa Contacto e desceu assim ao ponto mais baixo da escala humana: o “abaixo de Cláudio Ramos”. O mesmo David Motta que assina o escarrador – isto não soa muito bem, mas é mesmo o nome do seu blog. E para verem como os textos são interessantes, consideramos que a parte mais gira é… a dos links. É que por entre sites de jóias e da Aston Martin, encontramos o link para a Direcção Geral dos Serviços Prisionais. No fundo, é como ter uma fotografia da mãe na cabeceira.
18
Nov07

Cantinho da Adopção

condutoras de domingo

Hoje damos início ao cantinho de solidariedade das Condutoras de Domingo. Fomos inspiradas pela leitura algumas folhas coloridas cheias de palavras bonitas. Não, não foi um folheto das testemunhas de Jeová – mas sim desse pasquim essencial que é o 24 Horas. Durante meses vimos com ternura a rubrica dedicada aos animais abandonados. Cães com remelas, gatos com orelhas roídas, hamsters a recuperar de dependência de drogas duras… E aquilo chegou-nos ao coração. Por isso, vamos a partir de hoje tentar encontrar um lar para algumas criaturas fofas e indefesas que precisam de ser adoptadas. Esta semana rogamo-vos que abram o vosso coração e a porta da vossa casa a uma criatura imberbe, aloirada, vagamente pitosga e que é gozada por todos em seu redor: Manuel Monteiro. É que o homem já não tem paz nem no partido que ele próprio fundou, com o seu sangue, suor, lágrimas e um novo hino da Dina (onde, para nossa grande tristeza, não se falam de kiwis). Queixa-se o Manuel que o seu Partido Nova Democracia está a ser invadido por militantes de extrema-direita. Foi fácil topá-los: é só ver quem ia para as reuniões com Doc Martens em vez de sapatos de vela. Por isso, já sabem: Manuel Monteiro precisa da vossa atenção. O homem até já se contenta com pouco, mas salvem-no antes que ele acabe com uma barbicha em cartazes no Marquês sem saber como raio foi lá parar.

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Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.

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Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.

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