as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 20 de Abril de 2008
Tão Mau Que é Bom - Blackout

Eu detesto ficar com as más notícias. Não tenho jeito para isto. Mas tem de ser. Por isso… aqui vai. Calou-se esta semana uma das vozes maiores da nação. Não, não morreu nenhum poeta ilustre. Simone de Oliveira não emudeceu de vez. A área do comentário político continua de boa saúde, apesar da fuga de Coelho, ainda há Marcelo Rebelo de Sousa, Lobo Xavier e Fátima Campos Ferreira. A quem ninguém pediu opinião, mas que insiste em dá-la. A voz que se calou também não era uma voz de comando. Sócrates continua a dizer, aqui e ali, frases soltas, nos vários idiomas que domina. Cavaco Silva continua a dizer pequenas mentiras sobre a Madeira, Alberto João continua a dizer grandes verdades sobre o bando de loucos que enchem o parlamento... O blackout desta vez atingiu outras áreas de actividade. Não foi no futebol. Chalana continua a falar, para infelicidade de toda a nação benfiquista, Paulo Bento continua a prestar declarações, para a felicidade de todos os que gostam de ouvir música espanhola, e Pinto da Costa não se cala. Com a quantidade de vezes que lembrou a justiça divina, até já o estamos a imaginar num palanque da Igreja Maná, de braços erguidos para o céu, gritando que Reinaldo Teles é o seu pastor. O blackout chegou, isso sim, ao mundo da moda. Ou ao universo dos namoros em geral e casos amorosos em particular. Chegou pela boca de Diana Chaves. É verdade. Ela não fala mais. Acabou-se. Como é que vai ser daqui para a frente? Não sei e temo imaginar. Como pode o país progredir sem as sábias palavras de Diana? Quem vai ocupar os espaços de debate na televisão, de crónicas no jornal, de opinião na rádio? Quem vai liderar as manifestações cívicas, quem vai representar os cidadãos insatisfeitos, quem vai ser o grande pensador nacional do século XXI? Depois de José Gil, esperávamos que Diana publicasse “Portugal hoje, o medo de exibir”. Abre-se assim uma crise social sem precedentes. E as consequências estão já ao virar da esquina. Vamos assistir a catástrofes como: Diana na inauguração da Multiópticas do Barreiro sem dizer uma palavra, Diana calada nos catálogos da Seaside, Diana em silêncio na estreia de mais um filme de adolescentes, Diana sem prestar declarações na festa da espuma, Diana no Carrefour a recusar-se a dizer à senhora da caixa se tem Cartão Família, Diana tentando explicar por gestos que quer uma bica, Diana sem insultar os homens das obras que querem fazer-lhe um vestidinho de cuspo… Vai ser duro. Para todos. Ver Diana Chaves, essa estrela maior da ficção nacional, brilhar num género mal tratado por cá: o cinema mudo.

 



publicado por condutoras de domingo às 11:20
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