as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Lei do Tabaco
Por falar em cigarrinhos: os defensores do tabaco continuam determinados em arranjar uma boa “excepção” para que se possa fumar em lugares fechados. Esta semana, a Associação de Bares e Discotecas da Zona Histórica do Porto saiu-se com esta interessante e curiosa ideia: transformar os bares e discotecas em associações culturais e recreativas sem fins lucrativos. Toda a gente se apressou em repudiar esta ideia mas, francamente, achamos que foi uma atitude precipitada. Se pensarmos melhor, esta aproximação das discotecas aos clubes recreativos até é capaz de ser bem boa. Se for uma associação sem fins lucrativos, significa que não podem fazer dinheiro, logo não pode haver caixa, logo os copos são à borla. E isso é bom para todos. A noite transforma-se numa enorme happy hour. É certo que sendo um clube recreativo, em vez de um DJ, vamos passar a ter de gramar com bandas de versões foleiras, com nomes como “Quartzo 2000” ou “Conjunto Bruno e Valter”. Mas também se a bebida for de graça ninguém vai estar sóbrio o suficiente para se importar com isso. De qualquer maneira, não deveria ser isto que a Associação de Bares e Discotecas do Porto teria em mente quando pensou nesta proposta que, lembramos, tem como único objectivo contornar a lei do tabaco. Mas, ser era de facto, para aproximar a vida nocturna do imaginário mais popular e típico, então, não era preciso ir para as associações recreativas. As feiras, também, são muito boas e também metem bailaricos. E se pensarmos bem, tem muito mais a ver com a noite do Porto. É uma questão de pôr os carrinhos de choque a andar mais depressa e de substituir as espingardas das barracas de tirinhos por metralhadoras a sério. Ainda assim, não nos parece que seja por aqui que vão conseguir a tão desejada permissão para fumar. Já tentaram o estatuto de casinos, agora as discotecas querem ser associações recreativas. As Condutoras têm uma ideia muito melhor: peçam o estatuto de cinzeiro. É capaz de resultar melhor.

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publicado por condutoras de domingo às 11:10
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Domingo, 13 de Janeiro de 2008
Choque Frontal - Lei do Tabaco
No Dia de Reis foi notícia o facto de dezenas de crianças poderem fumar, em Mirandela. Ao que parece é uma tradição de Vale de Salgueiro. Rosa de Jesus, habitante da aldeia, afirmou que “só têm permissão durante dois dias, porque a tradição não pode morrer”. Já o seu neto de 6 anos pode morrer de certeza, já que fumou mais de um maço numa tarde. Mas isso é lá com eles. Não percebo esta notícia: afinal de contas as crianças que vi no telejornal estavam todas a fumar ao ar livre! Sim, algumas delas tinham 3 anos, e dedos mais curtos que os filtros, mas não estavam a infringir a lei do tabaco. Pelo menos a alínea que interessa. É que já ninguém quer saber se os fumadores têm mais de 16 anos, se o tabaco está caro ou se pode patrocinar equipas de fórmula 1.

Agora importa é onde se fuma. Sobretudo desde que o digníssimo director da ASAE, António Nunes, foi apanhado. Mais uma notícia que não entendi bem... O que me pareceu mais grave foi ele passar o reveillon num sítio onde as bailarinas são importadas e deviam ser fiscalizadas pela ASAE, e onde todos os convivas tinham cartolas pretas com uma faixa prateada. Isso sim, é escandaloso. Mas toda a gente se preocupou foi com o tabaco. Em noite de fim de ano não me parece grave dar umas passas (que belo trocadilho para encerrar as festas!). A coisa piorou foi com a justificação: afinal pode-se fumar! De repente, a Lei do Jogo suplanta todas as outras. Se isto é assim, o mais certo é que um croupier do casino possa cometer homicídios. Por outro lado, isto explica que Júlio César continue a cometer atentados no Salão Preto e Prata, como o “Fruta Cores” sem que nada lhe aconteça. Prevejo que ao longo do ano comecem a abrir casinos em barda, de norte a sul do país. Basta que tenham uma mini roleta, ou um alvo com dardos que seja. Nalguns até vão servir-se refeições, tirar-se imperiais e bicas. Basta ter um baralho de cartas sempre pronto atrás do balcão, para justificar o alvará e mostrar à ASAE. Até porque é óbvio que o director não vai querer recordar o triste episódio. É que ele sabe, melhor que ninguém, que só há excepção nos Casinos porque foi lá que o apanharam em flagrante. Se tivesse sido num hospital, era ver as enfermarias agora envoltas numa nuvem de fumo. Graças à Lei da Saúde, claro! Se o homem tivesse sido apanhado num estádio de futebol, apelava-se à Lei dos Recintos Desportivos, para gáudio de Rui Costa. Sabemos que os empresários da noite lançaram já o convite a António Nunes. Querem que passe de 2008 para 2009 nas suas instalações, para que possa fumar-se lá dentro. Isto graças à Lei da Música. Ou se for na noite portuense, graças à Lei da Bala, que eles já estão habituados.



publicado por condutoras de domingo às 12:30
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