as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 4 de Maio de 2008
Tão Mau Que é Bom - Memórias dos McCann

A nossa especialista em literatura Maddie é a Inês Fonseca Santos, longe de mim querer roubar-lhe esse pelouro. Mas ela está a trabalhar num novo sub-género, que são as adaptações Maddie. Já tem os rascunhos da Cabana do Pai McCann, que sustenta a teoria de que o apartamento do Oceans Club era demasiado vulnerável. E está a desenvolver as Maddies de Salomão, onde defende que não há só uma mas muitas Maddies, e transporta toda a história para o universo feérico das minas, longe do mau ambiente da praia da Luz. Mas não são só as Condutoras de Domingo a trabalhar em novas edições com a chancela Maddie. Depois de jornalistas, pseudo jornalistas, detectives e donas de casa terem escrito sobre o desaparecimento da criança, é a vez de Gonçalo Amaral, 1º responsável pelo caso, lançar um livro. Isto aumenta o nível de literacia e a riqueza nacional, mas deixa de fora aqueles que deviam ser os maiores beneficiários. O casal McCann. É que eles só têm os milhões de euros do fundo de solidariedade, não têm cá pensões ou subsídios de férias! Também merecem o seu quinhão. E por isso mesmo puseram mãos à obra e estão a escrever o seu próprio livro. Um livro de memórias. É só a mim ou também vos faz confusão que 2 pessoas que esqueceram os filhos em casa escrevam um livro de “memórias”? Ainda se fosse um livro de esquecimentos… Podiam falar de todas as vezes que esqueceram um dos filhos: no supermercado, no talho, no apartamento. Um cruzamento entre os livros da Anita e o Lost. Desconfio até que eles tinham mais de 3 filhos, e perderam alguns em férias anteriores. Um na Grécia, outro nas Maldivas, deve haver uma legião de pequenos McCann espalhada pelos 4 cantos do Mundo. O casal promete publicar a história da família e um relato detalhado da experiência que passaram. Vamos, portanto, ficar a saber tudo sobre a Avó McCann e o urso de peluche, os membros mais estimados do clã. E descobrir coisas fascinantes, como: o que comeram os pais de Maddie na noite do desaparecimento, ou de que marca era a cerveja. O porta voz do casal, Clarence Mitchell, disse que já há várias editoras interessadas e que o livro será escrito por um ghost writer. Trata-se de pura e simples precaução. Nenhum escritor queria correr o risco de desaparecer, às mãos dos McCann. É mais seguro ser um autor fantasma logo à partida. Só para não haver mais uma família destroçada. Quando o livro for lançado, vai ser mais uma vez facílimo encontrar a Maddie: ela vai estar em todos os escaparates e debaixo do braço de todos os funcionários públicos, que lêem nas paragens de autocarro e nas salas de espera. No meio disto tudo, vamos lá ver se não aparece a própria da Madeleine McCann, para provar os canapés no lançamento. Kate não vai aguentar a decepção, Gerry vai pensar na 2ª Ediçao – Maddie, o Regresso.



publicado por condutoras de domingo às 12:56
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Domingo, 6 de Abril de 2008
Condução Defensiva - Literatura Maddie
E agora algo completamente... idêntico! A literatura Maddie está de volta a este nosso carro! Como resistir-lhe quando as caixas de mail estão entupidas com informações sobre mais livros dedicados ao desaparecimento da menina McCann?! Desta feita, a obra chama-se A ESTRELA DE MADELEINE e foi escrita por Paulo Pereira Cristóvão, o antigo inspector da PJ de cuja pena saiu A ESTRELA DE JOANA. Parece que o que o levou a dedicar-se ao caso Maddie foi um desafio lançado pela editora do livro. (Pudera... Para quê continuar a disfarçar o facto de Maddie se ter tornado num negócio rentável?) Mas, segundo Paulo Cristóvão, houve outra razão: Portugal e a PJ foram «vítimas dos mais violentos ataques de que há memória sem que da (...) parte [dos] portugueses e instituições portuguesas tivesse havido defesa.» E, vai daí, qual justiceiro, publica A ESTRELA DE MADELEINE. Comovidas, nós e o nosso carro, portuguesas dentro de uma instituição portuguesa, agradecemos. Sobretudo porque o autor diz que escreveu este livro «com o coração», considerando-o «um grito luso contra aqueles que, entrando pela soleira da nossa porta dentro, não quiseram nem souberam respeitar-nos.» E como é que, então, nos damos ao respeito? Publicando livros atrás de livros sobre uma investigação ainda não terminada, com base, e passo a citar o autor, nos «poucos factos apurados pelos investigadores e nas contradições das testemunhas». Há quem lhe chame receita do sucesso. Não; afinal esta é a receita do respeito. E não leva mais nada, a não ser a promessa de desafiar os leitores a encontrarem a chave deste enigma. Ora, o único enigma que vislumbro aqui é como descobrir neste livro uma «nova visão, elucidativa e vital para a conclusão dos factos e apuramento da verdade». Mais parece alguém a querer substituir-se à própria PJ, afirmando ao mesmo tempo a sua credibilidade. Mas que sei eu disto? Nada. Afinal, Pereira Cristóvão esteve 5 meses a escrever este livro, cuja publicação não podia mais ser adiada (não vá Maddie aparecer algures e estragar tudo!). Fico apenas aliviada por perceber que A ESTRELA DE JOANA lhe custou 3 anos e meio de trabalho de escrita, ou seja, comparando com os 5 meses que lhe levou o livro sobre Maddie, percebe-se que Paulo Cristóvão anda a conseguir publicar em menos tempo. Dentro de semanas teremos certamente outro livro. Talvez A ESTRELA DE MARILUZ. E, claro, por sugestão de uma qualquer editora, teremos ainda a primeira colecção de literatura Maddie: a colecção «A Estrela de...». Só espero é que, entretanto, continuem a mediatizar casos de crianças desaparecidas ou esta colecção corre o risco de ter que se virar para os objectos perdidos. E assim teríamos que levar com mails a anunciar o imperdível A estrela das chaves de casa ou A estrela dos óculos escuros...


publicado por condutoras de domingo às 11:53
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Domingo, 23 de Março de 2008
Pedido de Desculpas
Esta semana, alguns tablóides ingleses publicaram pedidos de desculpas ao casal McCann por terem insinuado que eles eram responsáveis pelo desaparecimento de Maddie. Nós aqui nas Condutoras não podemos deixar de fazer o mesmo. Por isso, cá vai: desculpem sido tão incorrectas com vocês e por só vos termos apontado defeitos. De facto, nem só por uma vez nós fizemos a justiça de admitir que sim, para ingleses, vocês têm uns dentes óptimos.
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publicado por condutoras de domingo às 10:46
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Premonições e Moita Flores
Um dos acontecimentos que mais nos espantou – e aterrou! – esta semana, nem foi tanto pelo facto em si, mas por ter sido adivinhado e previsto há uns tempos aqui neste singelo espacinho da Antena 3. Se soubéssemos o que sabemos hoje, estávamos caladinhas e não nos púnhamos a fazer piadinhas com coisas sérias. É que elas depois acontecem. É isso mesmo. Há umas semanas, a propósito da greve dos argumentistas norte-americanos e da notícia de que o casal MCcann estaria a negociar a produção de um filme sobre o desaparecimento da pequena Maddie, construímos a tese de que, caso isso acontecesse, à falta de gente que escrevesse guiões em Hollywood, eles teriam de se virar para argumentistas de fora. “E vai que contratavam o Moita Flores?”, perguntávamos nós na altura. Sim, e vai que era ele a escrever o filme? O nosso medo na altura era que a Filomena Gonçalves acabasse a fazer de Kate MCcann, com uma daquelas perucas da Ferreirinha. Medo! Bom, não foram produtores de Hollywood mas foi uma “televisão estrangeira” a fazer a encomenda. E o facto é que Moita Flores está mesmo a escrever a história da pequena Maddie. Tal como nós previmos... e sem ajuda da madame Fonseca Santos. Isto faz-nos temer por muita coisa que já aqui dissemos. Vai que temos mesmo capacidades premonitórias? Nesse caso, vamos já aqui buscar qualquer coisa à notícia, a ver se funciona. Ora bem: diz o Diário de Notícias, por exemplo, que Moita Flores pretende fazer um “trabalho "bem feito e com seriedade", em nome do interesse público, com a história a ser contada num tom inspirado em David Linch e na sua obra Quem Matou Laura Palmer? Será que vamos ter o infernal retrato da pequena Maddie espalhado outra vez por todo o lado, só que rodeado de um saco plástico e salpicado de água? Se assim for, ao menos fechem os olhos à garota em photoshop. Só para não ser tão sinistro.
Mas, também se pode dar o caso de Moita Flores copiar de tal modo o estilo de David Lynch, e fazer uma coisa de tal modo misteriosa e envolta em penumbras que nunca ninguém a chegue a ver. É que o presidente da Câmara de Santarém – sim, é o que ele é também – diz que recebeu “um convite de uma televisão estrangeira”, que é o equivalente a dizer “ estou aí com uns projectos” ou “tenho aí uns contactos”. E toda a gente sabe o que isto quer dizer.
Nada!


publicado por condutoras de domingo às 11:50
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Maddie vs Mariluz - Round 2
Já tínhamos falado deste embate na semana passada, mas seguimos hoje para um novo round. De um lado do ringue, de olho esbugalhado em riste, Maddie. Do outro, com Gipsy Kings como som de fundo, Mari Luz. O duelo entre as duas catraias parece não ter fim à vista, mas estamos convencidas que os dados estão desde já viciados e que esta não será uma luta limpa e justa. Nós explicamos. Quando desapareceu a menina loira e angelical, começou-se por dizer que tinha sido levada num automóvel para ser traficada. Já da pequena cigana, diz-se que foi levada numa furgoneta para ser vendida ao circo.
Mas porque é que a Mari Luz, lá porque é de uma etnia que vende o DVD do “Cloverfield” a cinco euros, tem logo de estar envolvida num modesto rapto de série B envolvendo meios de transporte com um nome ridículo e actividades circenses? Enquanto isso, Maddie fica-se a rir na sua grande produção hollywoodesca, com direito a cameos do Papa e tudo. E Mari Luz que se amanhe, entre palhaços, contorcionistas e mulheres barbudas.
E quem está por trás disto? Não queremos soar repetitivas, mas a culpa é novamente do mordomo, perdão!, do casal McCann. Cegos de ciumeira por estarem a ver a opinião pública a trocar a sua Maddie, ainda por cima por uma miúda mais nova, passaram à acção. “Ah, desapareceu outra cachopa ainda mais fofa? Então nós vamos… vamos… vamos arranjar um retrato robot de um suspeito tão bom que ninguém se vai perguntar porque raio estivemos desde Maio para o arranjar”. E toca de inundar tudo com milhares de cartazes do malvadão que tem a Maddie, a ver se os corações desse mundo pendem novamente para o lado deles. E, ainda por cima, toda esta acção é feita com um perturbante requinte de malvadez: então não é que o suspeito parece mesmo um cigano? Que é como quem diz: “estes são todos da mesma laia, cá para mim foi a família da Mari Luz que lhe deu sumiço juntamente com um arroz de feijão malandrinho”. Os McCann não querem perder o estatuto de estrelas que tantos meses demoraram a conquistar. Estão prontos para a guerra e ai de quem se meta no seu caminho. Para já, recusaram qualquer ajuda ao casal Cortés. É que o drama de Maddie já se sabe que vai dar um filme blockbuster. Já a tragédia de Mari Luz, com sorte, talvez chegue a uma curta-metragem daquelas que passam na RTP 2 a horas em que só padeiros, seguranças e gente com insónias está acordada.


publicado por condutoras de domingo às 11:30
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Domingo, 4 de Novembro de 2007
Maddie, O Livro
Esta semana, também, ficámos a saber que já está nas bancas mais um livro pertinente – e oportuno – escrito por jornalistas de televisão. Este é sobre um tema que ninguém estava nada à espera: o caso Maddie MaCann.
O livro conta tudo sobre os 129 dias que o casal MaCann passou na praia da Luz, desde o desaparecimento da filha até ao momento em que foram constituídos arguidos. Mas, perguntamos nós, há ainda alguma coisa que não se saiba sobre o que eles fizeram? Alguma coisa que não tenha saído nos jornais... e no 24 horas? Que não estivesse em todas as televisões, de todo o mundo, a toda a hora, em todo o lugar? A não ser que este livro tenha um capítulo cheio de novidades sobre os 129 minutos que durou o jantar dos MaCann, esta obra arrisca-se um bocado a ser em estilo Clara Pinto Correia, ou seja, em método “copy-paste”.
Pode ser que a ideia seja fazer uma espécie de sebenta, com o resumo da matéria dada até agora, só com o essencial, como naquelas notas de estudo sobre os Maias e os Lusíadas. Assim sendo, já nos parece até serviço público. Em todo o caso, só esperamos que não se lembrem de adaptar o livro ao cinema. O Nicolau Breyner não encaixa em todos os papeis e a Margarida Vila-Nova, apesar de loira, já está um bocadinho crescidinha.



É verdade... depois de imagens de nudistas e da Ana Malhoa, este foi o terceiro golpe mais baixo do nosso blog: fotografia da pequena Maddie para aumentar os acessos! Confiamos que, com a quantidade de pessoas a googlar "find madeleine" algumas venham aqui parar!


publicado por condutoras de domingo às 11:49
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