as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Está a Falar de Quê? - Tertúlia Cor-de-Rosa

Helena Matos e Rui Tavares pararam esta semana com aquela coluna no Público, em que jogavam ping pong. Acabou-se. Já não há mais comentários daqueles, em que metade da página era a desancar o adversário. O fim dessa rubrica foi uma grande perda, não só para o mundo do ténis de mesa, mas para toda a sociedade portuguesa. Que está mais pobre. Está órfã de um bom arrufo e comentário desdenhoso, sobre as principais figuras da nação. Mas o concorrente Diário de Notícias resolveu logo o problema, e foi ouvir quem realmente interessa: a malta da tertúlia cor-de-rosa.

 

Se é para ouvir coisas sensatas sobre o estado da nação, só há 6 pessoas com quem podemos contar. Por acaso até há 8, se juntarmos Nuno Eiró e Valentina Torres, mas este naipe já é bem bom! Bate aos pontos qualquer Pulido Valente. Vamos ver o que os tertulianos têm a dizer sobre as figuras de proa do país. E desta vez não estamos a referir-nos ao Angélico nem à Diana Chaves. É mesmo gente que nunca entrou nos Morangos com Açúcar! Aposto que os comentadores tiveram ajuda. Para identificar malta como a Maria João Pires, que já não aparece nas revistas faz tempo! Maya não lança cartas à esquerda, de Jerónimo de Sousa e Louça diz: “não comento”, enquanto que considera Luís Filipe Menezes o futuro e Portas um amigo. Já Saramago, é um saloio. João Malheiro foi para as figuras de estilo. Metáfora para Siza Vieira: “é o Eusébio da arquitectura”, hipérbole para Manoel de Oliveira, “o campeão da intensidade” e parvoíce para Eunice Muñoz, de quem diz “arrebatante”. Paula Rêgo mereceu só um “top” e Saramago, como é melhor, “top do top”. Raquel Loureiro resolveu imitar o colega e dizer que Eunice Muñoz é “top dos tops”. Mas foi apanhada a copiar e teve de se safar doutra maneira. Jogou pelo seguro. Correu tudo a adjectivos! Oliveira é fabuloso, Siza Vieira curiosamente também. Saramago é best-seller, Jerónimo é povo. Freitas do Amaral é caricato e Cutileiro amazing! Paula Rêgo, essa, é exímia. Realmente quando vejo aqueles quadros de mulheres a esvaírem-se em sangue o que me ocorre é exímio! Chegada a Sócrates, Raquel confessa finalmente: “não tenho palavras”. Pois, já tínhamos reparado! Ana Maria Lucas é prática e brinda tudo o que é político com um “não votei nele”, a não ser Jerónimo. Daqui se conclui que ela só foi às urnas 2 vezes na vida. Castelo Branco diz que Camané é um querido, que não conhece Menezes e que Louçã é um homem de massas. Provavelmente encontrou-o a jantar no Casanostra. Quem salva isto é Cláudio Ramos! O homem, a pessoa, que diz neste mesmo jornal “eu sou realmente talentoso, a fazer televisão. Qualquer género cabe em mim”. Nós diríamos que só um género cabe, mas deixa lá! Curiosa é a unidade de medida usada por Cláudio. Não há bom e mau, há apenas “melhor”. Cavaco está melhor, Sócrates “já esteve melhor” e “o irmão de Camané vai melhor que ele”. Superlativo é para Manoel de Oliveira, de quem diz “O máximo”. Cláudio não distingue Menezes e Portas muito bem. Talvez seja uma questão de género, lá está. Ficamos a saber que além de talentoso, é dado às artes: leu um livro de Saramago e não chegou ao fim, gostava de ter um quadro da Paula Rêgo e do Cutileiro só relembra a estatueta do Parque Eduardo VII. Aqui não pergunto está a falar de quê mas antes: Porque será?

 

 

 



publicado por condutoras de domingo às 11:21
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
Está a Falar de Quê? - Salma Hayek
 
Esta notícia podia competir na secção das menos interessantes da semana, mas a verdade é que não pode porque há muita gente interessada nos seios protuberantes de Salma Hayek. Parece que, tal como foi noticiado em vários jornais, as “mamocas de Salma Hayek são milagre”. Muitos homens já tinham chegado a esta conclusão; só não sabiam que abençoados trilhos teve que percorrer Salma para os seus globos mamários atingirem as cósmicas proporções que ostentam. Diz a actriz mexicana que o seu peito foi “uma dádiva de Deus”. Isto, assim sem mais, deixou-me consternada. Quando eu era pequena e andava na catequese, ensinaram-me a não pedir nada para gozo pessoal. Eu deixei de pedir “Barriguitas” e viagens à Disneylândia; e até deixei de pedir que o Pedrinho se apaixonasse por mim para me oferecer Bombocas. Eu não pedia dádivas a Deus porque Deus, segundo me diziam, tinha mais em que pensar do que nos meus desejos egoístas. Pelos vistos, era mentira, e dá-me ideia que, à pala do que Ele divinamente ofereceu à Salma Hayek, já a rapariga se divertiu à grande. Segundo Salma, tudo aconteceu quando visitou uma igreja no México e, após isso, os seus seios começaram a crescer. E conta: «Rezámos por um milagre que queria muito que acontecesse. Coloquei as mãos em água benta e disse “Por favor, dê-me um pouco de busto.” Ele deu-me. Poucos meses depois eles começaram a crescer muito.» Ora, há aqui mais dois aspectos que me incomodam. Podem ser mesquinhos porque, agora, diante de uma dádiva que assumiu a forma de dois enormes seios, não interessa nada questionar o passado. Mas, ainda assim, insisto: em primeiro lugar, que idade teria Salma quando isto aconteceu? Se ela tinha uns 12, 13 anos, lamento destruir as boas relações da actriz com Deus, mas o fenómeno não foi divino, foi da Natureza. Em segundo lugar, e partindo do pressuposto de que Salma já seria rapariga de corpo feito quando pediu “um pouco de busto”, quer-me parecer que Deus pecou por excesso. Como é um senhor idoso, pode ter-se entusiasmado com a natureza deste pedido feito por um grupo de devotas com água benta à mistura, mas há aqui um claro desequílibrio que Deus devia repensar à luz da justiça social. Este episódio soa-me a uma espécie de enriquecimento sem causa. Sim, porque à conta disto já Salma poupou uns milhares em implantes de silicone.


publicado por condutoras de domingo às 12:00
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Está a Falar de Quê? - Castelo Branco
Hoje vou convidar os ouvintes para um jogo de tabuleiro, uma espécie de “Cluedo Musical”. A ideia é adivinharem quem é o novíssimo artista da música ligeira de que vou falar. Estejam com atenção às pistas.



Há uma canção de Ney Matogrosso que se chama «Mal Necessário». Soa assim: «Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher». Este ano surgiu uma versão cantada por ALGUÉM que também não sabe se é homem, bicho ou mulher. Ou melhor ALGUÉM que é homem, bicho e mulher, tudo ao mesmo tempo. Ora oiçam e vejam se conseguem adivinhar já quem é este ALGUÉM. Não adivinham? Então, eu dou mais uma pista: Piorou, não foi? Ou talvez este berrinho escatológico tenha contribuído para a descoberta do cantor mistério. Não? Então, pronto, OK, eu vou revelar; mas, antes disso, acrescento apenas que esta última canção soa bem é assim: «try to set the night on fire; the time to...» Nunca Jim Morrison pensou um dia fazer parelha com Ney Matogrosso numa escolha improvável de temas recriados por... José Castelo Branco! Quem mais? Castelo Branco vai ter um disco produzido por Luís Jardim, que encontra nesta criatura que é homem, bicho e mulher “todas as qualidades de uma pop star”. O próprio Castelo Branco corrobora esta opinião! É assim que fala um homem, bicho e mulher com o pensamento arrumado. Ora bem, a maior qualidade dele, disso e dela (lembram-se: homem, bicho e mulher?) é a voz. Uma voz, sem dúvida, perturbadora que revela um sofrimento atroz aliado a uma energia desconcertante. Estou a falar de quem o ouve, claro. Nós, sim, ficamos em sofrimento, com um súbito ataque energético que nos quer libertar desta versão do «Light my fire», capaz de pôr o Jim Morrison a agradecer a Deus por ter morrido aos 27. Mas Castelo Branco, para além da voz, fala do “resto”, um “resto” que faz dele um animal de palco. Está certo, eu concordo. E apelo a todos que visitem o nosso blog para verem a performance de Castelo Branco e perceberem que ele é de facto um animal de palco - um GAFANHOTO de palco! O “resto” existe mesmo, está todo concentrado naqueles movimentos etéreos daquelas finíssimas pernas. Um mal desnecessário, mas que já tem seguidores e produtores que defendem que “em Portugal temos vergonha de aceitar os excêntricos”. Nada disso. Nós gostamos de excêntricos. Gostamos do Jim Morrison e até do Ney Matogrosso. Não suportamos é que façam pouco da nossa sensibilidade auditiva.


publicado por condutoras de domingo às 11:54
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