as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 11 de Maio de 2008
Está a Falar de Quê? - Cláudio Ramos

Afinal, o que caracteriza um ser humano de excepção? O que faz um simples homem ou mulher ter o condão de mudar vidas com as suas palavras e filosofias? As Condutoras pensam ter encontrado as respostas: são os seres humanos que se distinguem por ser visionários e por pensar em soluções às quais o comum mortal não chegaria. Falamos de um Leonardo Da Vinci. De um Gandi. Ou mesmo de um Cláudio Ramos. Sim, o cronista social surpreendeu-nos com a sua capacidade de resolver num simples gesto um problema que atormenta há décadas o comum cidadão. Quando questionado pelo 24 Horas sobre como reage quando tem ao seu lado no avião alguém assustado que não pára de rezar, Cláudio Ramos mostrou um sangue frio invejável. E assim, num instante, resolveu a quimera por um mundo melhor, respondendo que “isso nunca me acontece, porque já mesmo por causa dessas coisas eu compro sempre o lugar ao lado do meu”. Assim mesmo: mais vale gastar o dobro do dinheiro, mas ter toda uma cadeira para nos afastar do povinho. Não é possível ter um fosso com crocodilos, por isso um espaço vago com uns sacos do free shop em cima tem de servir. Quanto muito, faz-se uma muralha com caixas de Toblerone. Pensamos que os próprios companheiros de voo de Cláudio Ramos devem ficar felizes com esta opção do cronista ser uma espécie de ilha rodeada de lugares vazios. É que num voo já nos basta aturar a comida feita de Lego e os headfones para os filmes de bordo que nunca funcionam em condições. Não é preciso ainda ter de ouvir cusquices como “a badocha do lugar 22G já foi à casa de banho 3 vezes” ou “o pindérico do 7ª está a roubar os pacotinhos de manteiga”.



publicado por condutoras de domingo às 11:27
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Domingo, 9 de Março de 2008
Condução Defensiva - Cláudio Ramos
Um romance policial sobre o universo cor-de-rosa português que mistura factos reais com outros ficcionados. São estes os ingredientes de mais um bolo, ou melhor, de mais um intragável pastelão do mundo editorial português, daqueles em que se dá uma trinca e se deseja estar sozinho para se poder cuspir tudo para a borda do prato. Não por falta de dedicação do mestre pasteleiro, neste caso, o cronista social Cláudio Ramos, que passou um ano de roda deste pastel, ao qual ele chama romance policial. Pior: pastel ao qual ele chama romance policial ao qual ele chamou Geneticamente fúteis. Há títulos que dizem tudo, há até gente que estuda o que os títulos podem dizer, e depois há estes outros títulos que se percebem quando quem os inventou fala sobre aquilo que titula. Confuso, não é? Pois é, porque foi assim que fiquei quando tentei descobrir o que é este Geneticamente Fúteis. De acordo com o autor, o livro ou, aqui entre nós, o pastel é uma coisa que «implicou muito trabalho, já que intercalar personagens não é fácil». Não é, de facto; vejam-se, por exemplo, os desenhos animados do canal Panda. Não têm muitas personagens, não senhor, para não confundir as criancinhas; mesmo o tão popular Noddy não deve ter mais do que uns 4, 5 amiguinhos. Já Cláudio Ramos conseguiu atingir a fasquia dos 6, pelo menos: em Geneticamente Fúteis, há um «temido cronista social» (quem será ele?!) e mais cinco mulheres do meio cor-de-rosa, rapariguinhas de revista unidas por um traço comum. Adivinhem... A futilidade! Exactamente! É Cláudio Ramos quem o diz: «Elas têm coisas em comum, como, por exemplo, a futilidade». Lá está. Está-lhes nos genes, que podem as pobrezitas fazer?! Mas, voltando ao trabalho que isto, a invenção de um “pastel” vendável, dá. Cláudio Ramos, às tantas, fala de um laboratório. Ora, recordando o título do seu livro, Geneticamente Fúteis, pensamos logo que o rapaz, entusiasmado com os dotes dos rapazitos (e «rapazitas» também, claro) do CSI, resolveu basear o seu policial numa investigação criminal. Afinal, não; afinal, eu é que tinha razão ao estabelecer paralelismos com a indústria pasteleira, pois o laboratório de Cláudio Ramos foi... uma esplanada no Chiado. «Passei horas», conta ele, «de bloco na mão a observar as atitudes das mulheres. Preferi assim do que ler literatura do género.» Pois está claro, disso não temos nós dúvidas. Até porque, caro Cláudio, a “literatura do género” ainda está por inventar; talvez nisso você, caro cronista cor-de-rosa, seja um pioneiro. Ficará para sempre na história da literatura light portuguesa como o homem que criou o romance de esplanada.


publicado por condutoras de domingo às 11:36
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