as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
As Cheias, a Maria Elisa e a Dona Augusta

Esta semana, muitos portugueses pensaram que estava na hora de pegar em casais de animais e nalguns pedaços de contraplacado e construir uma Arca de Noé. As chuvas caíram torrencialmente, provocando caos e destruição como há muito não se via no nosso país. Ao longo da passada segunda-feira foram mesmo especuladas culpas pela situação de catástrofe, com Ministro do Ambiente e autarquias a trocarem bocas e indirectas. Mas nós sabemos de quem foi a verdadeira culpa: de Maria Elisa.
A jornalista passou parte considerável do serão anterior a recordar as cheias de 67. E o que é que acontece depois? Cai um vendaval durante a noite e sucedem as piores cheias desde 67. Maria Elisa irritou os deuses da meteorologia e foi o que se viu. Até temos medo de ver o tema do programa que vai fazer esta noite.  A situação foi obviamente alarmante, mas não faltou quem seguisse a máxima dos Monty Python de “always look on the bright side of life”. Que é como quem diz: houve quem tenha conseguido aproveitar as partes boas da situação. Foi o caso de uma senhora que apareceu no noticiário da SIC: água pelos joelhos, sacos de plástico do Minipreço por todo o lado e um sorriso nos lábios. Tudo porque tinha aproveitado caos das enchentes para agarrar tudo o que passava por si a boiar. “Já tenho um gel duche e uma camisola”, dizia orgulhosa. Quando questionada pelo jornalista sobre o porquê de estar a voltar a essa prática milenar e digna das Cruzadas que é a pilhagem, a senhora respondeu em jeito guinchado e queixinhas: “vi os outros a fazer e fiz também”. O que é ficar-se com a casa tipo Aquaparque quando se pode ter um Badedas à borla? Há que ter prioridades, que as mistelas para lavar o corpo estão pela hora da morte. Outro fenómeno interessante foi o do apelo ao chamado “jornalismo do cidadão”. Bastava um telemóvel com câmara fotográfica para se poder ser um honroso candidato a um Pulitzer. Os canais de televisão exaltaram a importância do cidadão comum, por um dia essencial aos serviços informativos por chegar onde os outros apenas almejam. Esperamos apenas que esta vaga de “jornalismo do cidadão” não se fique por aqui e que tenhamos em breve a Dona Augusta de Monte Abrãao a apresentar o Jornal da Noite. Talvez não fique tão bem de decote como a Clara de Sousa, mas não se pode ter tudo.


publicado por condutoras de domingo às 11:20
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