as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 13 de Abril de 2008
Jogo Ilegal
A mais recente descoberta da ASAE, em termos de coisas ilegais que os portugueses adoram fazer, foram as máquinas de brindes. Sim, esses terríveis antros de perdição. Segundo a ASAE, o facto de pormos uma moeda e recebermos em troca um cãozinho de peluche ou um chocolate, fazem daquela actividade um jogo de fortuna. Bem, de fortuna não diria, porque as máquinas só aceitam moedas de cinquenta cêntimos. E não há notícia de ninguém que tenha gasto todo o ordenado a jogar. Quanto muito há miúdos que gastaram a semanada. Mas, se formos por aí, temos de considerar as batatas fritas Matutano e os Bollycaos jogos de azar, porque nunca se sabe quando vai sair o cromo ou o tazo de que se está à espera. E os cromos da Panini, então, já nem são de azar, são jogos de desgraça porque há milhões e milhões de euros enterrados em cromos repetidos. Consta que rende mais que o casino de Lisboa. No que toca a ilícitos mais adultos, as Condutoras de Domingo sugerem que a ASAE suspenda um jogo muito praticado nas grandes cidades. É o jogo da EMEL. Pomos todas as moedas que temos no parquímetro e nunca sabemos no que aquilo vai dar. Se vai ser multa, bloqueamento ou reboque. Ou se estamos com muita sorte e nada nos acontece. Se for esse o caso, o melhor é irmos logo jogar no Euromilhões e no Totoloto. Jogos seguros, que não são como essas máquinas de brindes, ou aquelas com uma pinça para alcançar peluches.


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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
ASAE contra ASAE
Há uns anos apareceu um Oscarizado filme chamado “Kramer Contra Kramer”. Pois esta semana ficámos a par de informações que dariam uma longa-metragem de seu nome “ASAE Vs ASAE”. Isto porque a ASAE está a faltar ao respeito a ela própria. Anda armada em bipolar, oscilando duas personalidades diferentes que não se conjugam e ameaçam andar à batatada. Como se fossem duas gémeas daquelas das novelas da TVI, uma boazinha e outra má como as cobras. O Jornal de Notícias publicou que a sede da Direcção Regional do Norte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, no Porto, não cumpre algumas das regras que aquela mesma entidade obriga tudo o que é estabelecimento e vendedor de Bolas de Berlim a cumprir. Parece um daqueles progenitores que proíbem uma coisa ao filho na base do tabefe e que depois vai ele próprio fazê-lo.”Ah, não podes estragar o apetite para o jantar”, e depois toca de se irem alambazar com gomas azuis e chantilly daquele em spray. A dita sede não faz a coisa por menos e tem um impressionante rol de infracções: falta-lhe o dístico vermelho de proibido fumar, tem um aviso escrito apenas em português (quando tem também de incluir o francês e o inglês), não tem o horário de funcionamento afixado, não tem extintor nem sinalética, não tem protecção nas lâmpadas fluorescentes e tem um balde do lixo sem tampa. Ora estamos portanto perante um caso em que a ASAE… pode fechar a própria ASAE. Nós sabíamos que era uma questão de tempo até este dia chegar: com a quantidade de sítios que já fecharam começavam de facto a escassear alternativas. Mas há que relembrar que a própria ASAE não se rege pelos mesmo princípios do que nós, comuns mortais que não “amukinamos” devidamente todo o nosso espaço circundante. Basta relembrar o célebre caso do “cigarrinho no Casino”, que demonstra bem que a ASAE é tão competente que até se oferece como excepção para confirmar a regra.

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publicado por condutoras de domingo às 11:05
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Choque Frontal - ASAE
As Condutoras de Domingo continuam a seguir atentamente todas as actividades da ASAE. Isto é muito melhor do que ter um clube de futebol, que só joga ao sábado, seguir uma série que só dá à 4ª ou estar inscrito na Associação Recreativa, que só tem excursões uma vez por mês. Pena já não termos idade para ter posters no quarto, senão era mais que certo que todos os actores, modelos e cantores, seriam substituídos por António Nunes. O director da ASAE. O homem que, na sua deslocação ao parlamento, fez a imprensa largar o aprumado Sócrates para o fotografar a ele. O homem que disse, em plena assembleia “Sou português, com todos os defeitos e virtudes, cometo erros”. No seguimento de ter sido o primeiro a quebrar a regra que ele próprio inventou. O que é fascinante. António Nunes, ficou exausto com tanta pergunta da bancada do PP. Um partido, que aliás, devia ser fiscalizado pela ASAE, por não ter o mínimo exigível de militantes. Depois de o acusarem de não ter autoridade moral, disse o seguinte: “se um inspector-geral tem de ser um eremita acérrimo, esqueçam!”. Se calhar o problema é mesmo esse: uma vida social demasiado intensa, que lhe rouba tempo para alguns detalhes. Como por exemplo, descobrir que os extintores da sede da ASAE estavam todos fora de prazo. Também, é natural que não tenha dado por isso: o homem quando não está em soirées no casino, está a correr o país de lés a lés, género digressão. Só que em vez de dar concertos, faz apreensões. António Nunes deu também motivos muito válidos para os seus agentes terem tido formação com a SWAT e actuarem encapuçados. Em 1º lugar, porque têm de lidar com contrafacção, um assunto muito delicado, e em 2º lugar porque não podem correr o risco de serem reconhecidos localmente. Faz sentido. Imaginemos, para já (porque vale mesmo a pena ter esta imagem), um agente da ASAE a irromper por um café, estilo ninja, para apreender pastéis de nata em miniatura, que estavam ilegalmente a ser vendidos como “natinhas”. Apreensão feita, com alguns truques de matraca e muito sangue derramado pelo meio, o agente encapuçado vai à sua vida. Tudo muito bem. Se ele por acaso não estivesse de cara tapada, nem imaginam as represálias que podia sofrer na vizinhança. Que este pessoal da indústria alimentar não brinca em serviço! Quem deve estar com vontade de fazer a folha a António Nunes é o leiloeiro da Festa das Chouriças, em Querença. Teve de se equipar de bata branca, luvas de látex e touca. Só para pegar numa chouriça e perguntar quem dá mais! O homem dizia que parecia um padeiro. Aqui para nós, parecia um trabalhador numa central nuclear, de tão apetrechado que estava.


publicado por condutoras de domingo às 11:40
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