as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 6 de Abril de 2008
Choque Frontal - Apito Final
Finalmente há animação na liga Bet and Win! No que diz respeito a golos marcados e sofridos, tudo na mesma. Mas no campeonato das notas de culpa e comissões disciplinares a coisa está renhida. Graças aos jogos com o Estrela e o Beira-Mar, em 2003, o Porto corre agora o risco de perder 6 pontos. Olha, grande coisa! Num ano em que leva 16 de avanço! Aliás, tendo em conta a demora da justiça, até podem tirar já 10 pontos que ficam de avanço para o futuro. Aposto que neste momento Pinto da Costa ficaria mais irritado se lhe tirassem 6 pontos do seu Cartão Fast Galp ou do recente Cartão das Farmácias. É que o Presidente portista está com certeza mais preocupado em trocar pontos por uma batedeira ou um frasco de mercúrio cromo. Fala-se até na hipótese dos dragões começarem a próxima época com pontos negativos. O que concretizará a promessa de Luís Filipe Vieira – Benfica na frente do campeonato. Ele nunca disse se era na última jornada ou nas duas primeiras! Se a ideia é mesmo castigar o Porto, deviam pensar noutras técnicas. Gostava de deixar algumas sugestões. Despedir o Jesualdo! Afinal, se basta um aperto de mão para ele ficar, deve bastar um ligeiro aceno para se ir embora, e vir para o seu lugar o Chalana. Ou outro qualquer que nunca tenha querido ser treinador, como o Paulo Bento! Outra penalização eficaz é arranjar um jogador ainda em funções, que tenha mais poder de decisão que o treinador e mais responsabilidade que o Presidente. Pode ser o Helton, que dentro do FCP é o que mais se parece com um Maestro. Resulta sempre! Qualquer coisa é mais eficaz do que subtrair uns pontinhos. Podem embalsamar o Emplastro e extinguir assim os directos televisivos do Dragão, podem silenciar o famoso corneteiro das Antas – e constatar como afinal aquele corridinho da Madeira era inspirador. E porque não criar regulamentos próprios para os portistas? Bruno Alves tem de praticar reiki 2h antes do jogo, Quaresma não pode usar bijutaria nem laca, Bosingwa não pode ultrapassar os 50 km/h dentro das localidades, Lucho tem de participar no Extreme Makeover e deixar de parecer um assassino em série, Raul Meireles tem de passar um mês intensivo com Miguel Veloso, a 7ups e Bollycaos… Vale tudo para tornar a liga mais competitiva: os portistas viajarem em carrinhas de caixa aberta, trocarem o típico hotel Altis pelo parque de Campismo de Monsanto ou trocarem as suas namoradas por mestrandas da Faculdade de Letras, que lhes recitem Proust em vez da TVMais. Quanto a Pinto da Costa, o maior castigo será ver todos os árbitros da Liga substituídos por diabéticos. Daqueles que não toleram mesmo chocolatinhos, nem fruta com muito açúcar.


publicado por condutoras de domingo às 11:56
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Domingo, 2 de Março de 2008
Apito Dourado
Muitas pessoas queixam-se que, agora, se inventam todas as datas e mais algumas só com o intuito de oferecer prendas, importando-se formatos internacionais que nada têm a ver com a tradição portuguesa – como o Halloween ou o Dia dos Namorados. Mas a verdade é que em Portugal foi criado mais um dia em que se podem oferecer prendas e que é, de facto, bastante típico do nosso país. Agora que pensamos bem, também se podia chamar Dia de S. Valentim, mas neste caso o Valentim é barbudo e usa roupão. Este novo dia de se receber prendas ocorre sempre que há um jogo de futebol do Gondomar Sport Clube. E se o Natal é das crianças, esta nova quadra é dos árbitros. O tribunal começou já a ouvir os senhores do apito implicados neste processo contra Valentim Loureiro. E há muita confusão naquelas cabecinhas, pouco habituadas a receber afecto e carinho. Aquilo é gente que vê um embrulho com um laçarote e um papel garrido, composto com um cartão, e nem percebe que estão a receber um presente, um mimo. Os árbitros desvalorizaram as lembranças que lhes foram oferecidas, afirmando que nem tinham aberto muitas delas. Ora isto é de uma falta de educação nunca antes vista. São pessoas que não merecem nem um desinspirado cheque-disco, quanto mais uma prenda a sério.

Entre as lembranças oferecidas, encontravam-se fios de ouro e calças de ganga. Estranhámos Valentim Loureiro não ter oferecido microondas ou frigoríficos, a sua imagem de marca. Filipe Pereira, um dos árbitros, disse ao tribunal que as caixinhas com os fios de ouro só foram abertas quando já estavam todos no carro, na viagem de regresso a casa. E lá está, nova prova de que um árbitro é uma pessoa que só está habituada a receber manguitos e calhaus na cabeça: Pereira estranhou a prenda e comentou logo que se calhar o ouro era falso. Pensando, talvez, que ninguém a amaria o suficiente para lhe dar uma prenda tão linda. Mas não. As únicas falsidades foram resultados falsos, cartões manhosos e penaltis inventados. O ouro, esse, era de primeira categoria. Quanto aos pares de calças de ganga, parece-nos um upgrade interessante em relação à prenda típica “pares de meias turcas”. Há apenas uma coisa que nos perturba: como é que Valentim Loureiro sabia os tamanhos de roupa dos árbitros? Passou longas horas mirando-lhes o corpanzil e anotando “hmmm, este deve ser um M”? É que todas as mulheres sabem que os homens não pescam nada de comprar roupa para oferecer: não acertam nos cortes nem nos tamanhos. Como é que Valentim ia saber se o modelo mais indicado seria um “cintura descaída” ou um “boca de sino”?

Mas o momento alto neste caso das prendas dos árbitros ocorreu na passada quarta-feira, quando foi mostrada em tribunal A prenda. The one. A que tudo começou. A ambicionada. O Santo Graal dos Subornos de Vão de Escada (escada daquelas que dão para o balneário, claro está). Sérgio Pereira mostrou ao colectivo de juízes um apito dourado que afirma ter recebido de prenda do Gondomar Sport Club. Pois é: o nome Operação Apito Dourado não é o resultado de um brainstorming de criativos na PJ. O apito dourado existe MESMO. Ou seja: descrição e subtileza não são o forte desta gente. Quer-nos parecer que se alguém for visto a apitar um jogo com um apito todo bling-blig irá ser alvo de suspeita, não? “Ah que giro, aquele árbitro usa uns cartões vermelhos debruados a diamantes”. Pensamos que daria menos nas vistas ter alguém a arbitrar um jogo com um robot de cozinha e um fondue eléctrico debaixo do braço.
 


publicado por condutoras de domingo às 11:35
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