as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 18 de Maio de 2008
Alberto João

Hoje em dia, os jornalistas são como os bombeiros: são chamados a tudo. Desta vez foi Alberto João Jardim que os chamou mas, curiosamente, não fez declarações incendiárias. Acabou apenas com o suspense – se é que verdadeiramente o havia - em torno de uma possível candidatura à liderança do PSD. O presidente do PSD-Madeira já antes tinha admitido que não tinha «tropas» no continente para avançar. E numa linguagem militar que continua a dominar o seu discurso, afirmou agora que não vai entrar neste combate político porque «há passos que só se dão pela certa, e muito menos se dão quando o terreno está armadilhado». A declaração, claro está, não é de um louco, mas de um veterano de guerra. Alguém que sabe atirar granadas de mão e proteger-se do estouro. Por isso veio também manifestar o seu apoio a Pedro Santana Lopes, habituado como ninguém a levar morteirada.



publicado por condutoras de domingo às 11:40
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Domingo, 20 de Abril de 2008
O que é Nacional é Bonzinho - Alberto João
Não houve sessão solene, mas um dia vai haver estátua. E bem à medida de Alberto João Jardim. É uma divertida fábula de encantar, uma espécie de conto tradicional. Só que, em vez de nos pôr a dormir, excita-nos mais do que um shot de café. É que o protagonista é Alberto João e, como é sabido, sempre que o senhor fala, a intensidade sonora de qualquer história aumenta a tal ponto que é impossível não nos sentirmos galvanizados. Galvanizados, enjoados, com ataques de riso, enfim, é conforme as sensibilidades. Tudo começou na homenagem feita a Jardim na Assembleia Legislativa da Madeira, onde um destemido deputado do PND avançou com um projecto de resolução. O título é bestial: «Construção de uma estátua do Dr. Alberto João Jardim». Mas a justificação é melhor, divina mesmo: Alberto João é uma «figura incontornável da nossa história pelas obras públicas que tem realizado por toda a ilha». Mais: é um «ilustre e intrépido guia e mentor do Madeirense Novo [e] merece uma mais significativa homenagem, que lhe é devida em plenitude do seu Governo». E quando o deputado disse «significativa homenagem» queria dizer «uma estátua em bronze ou outro metal nobre»; com «cerca de 50 metros»; com «uma escada interior que permita aos visitantes subir até à cabeça da obra de arte, de onde poderão observar a baía e a mui nobre cidade do Funchal, através dos olhos do seu amado líder». Para além disso, a estátua imaginada pelo brilhante deputado deve ter, na base, umas «rodas em aço, como nos antigos moinhos de Porto Santo, ligadas por correias transmissoras a um mecanismo propulsor interno, que permita que a estátua acompanhe o movimento do sol, como fazem os girassóis», mecanismo este que deve ser «alimentado pelas ondas do mar», tal como o «forte silvo que a estátua, na altura do zénite do astro-rei, deve emitir, simbolizando para as gerações vindouras os imortais dotes oratórios de Jardim». Eu não sei como é que vocês se sentem, mas eu e minha pobre imaginação sentem-se esmagadas. Eu que imaginava um pequeno busto colocado algures numa coluna numa praceta madeirense fui pisada por este gigante que querem colocar «no cimo do antigo Forte de S. José». Já estou a imaginar Alberto João acolhendo os visitantes da sua bela ilha com um grito de guerra lançado lá das alturas: «bando de loucos, seu bando de loucos!». Ao qual se seguirá, claro, o tal forte silvo. Será nesse momento que a Madeira conseguirá a autonomia; ficará, qual ilha do Lost, isolada algures no meio do oceano. A estátua funcionará como aquelas estranhas ondas magnéticas capazes de banir os indesejáveis daquele pequeno paraíso. Quem não gostar terá de arranjar um plano maqueavélico. Nós damos uma dica: que tal arranjarem maneira de espalhar o boato de que afinal as armas de destruição maciça estão na Madeira? Isso justificaria uma invasão com direito a derrube de estátua, muito na linha simbólica de encerramento das ditaduras. Seria ou não seria um digno fim de história?


publicado por condutoras de domingo às 11:10
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Domingo, 23 de Março de 2008
Hoje Deviam Fazer Anos - Alberto João
Hoje devia fazer anos Alberto João Jardim. Aproveitava o balanço desta semana, em que comemorou os 30 anos de governação, e fazia já uma monumental festa de aniversário. Com direito a desfile pelas ruas, bandeiras gigantes com a sua cara e hinos de devoção. E pronto, um bolo de anos, para ser como os comuns mortais. Alberto João está feliz e orgulhoso, como qualquer aniversariante deve estar. Diz que transformou a Madeira, que antes era uma sociedade hierarquizada, feudalizada, e agora é uma sociedade moderna, sem preconceitos, europeizada. E toda a gente sabe que nunca se contraria o menino dos anos! O presidente madeirense acha também que nunca existiu défice democrático na ilha. Afirmou mesmo: “é uma coisa que não me preocupa minimamente, que até me faz rir. Se forem ali à rua e falarem de défice democrático, toda a gente se começa a rir”. Isto é que é confiança, e a certeza dum povo bem ensaiado. Nem Mao Tse Tung tinha tanta certeza de que os chineses iam marchar sempre certinhos e coordenados. É bonito de se ver, esta harmonia entre governador e governados. De certeza que ninguém vai faltar à festa de Alberto João. Nem mesmo os seus coleguinhas da primária, que nos tempos de escola lhe chamavam “Barão Quebra Costas”. O mais provável é que apareçam todos de andarilho e canadianas, mas o que conta é a intenção, e toda a gente sabe que com uma bengala no ar é mais fácil rebentar a pinhata. Esperamos que se divirtam muito, mais ainda do que no Carnaval, quando Alberto João se vestiu de Rei Sol. Muitos Parabéns!


publicado por condutoras de domingo às 11:12
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
O que é Nacional é Bonzinho - Padrinho
“Temos de ser uma máfia no bom sentido, e ajudar-nos sempre uns aos outros”. Estas são as palavras mágicas. Foram ditas por Alberto João Jardim o ano passado, num comício da JSD, e receberam agora a justa homenagem em cartazes gigantes, com o título “O Padrinho” e uma imagem sugestiva de Alberto João. Foram feitos não pelos Gato Fedorento, mas por um grupo semelhante. Os militantes da Nova Democracia. Consta que também são só quatro e adoram uma boa chalaça. Só que são ainda mais destemidos que os comediantes. É que ousaram meter-se com uma malta muito mais perigosa que os skin heads. Escolherem um que também é, à sua maneira, cabeça rapada, mas menos encorpado. E em vez de ser de extrema-direita é da direita ocidental, o que, como toda a gente sabe, é muito pior! Mas, queremos avisar desde já os amigos insulares de Manuel Monteiro: se pensavam que agora a RTP vos ia dar um programa em horário nobre, tirem daí o sentido. É que o cartaz não teve o efeito pretendido. Temos de louvar o aspecto gráfico, está óptimo. É claramente o cartaz mais bem sucedido da Nova Democracia. Talvez por ter abandonado o fundo branco e uma pombinha a voar e ter ido para os tons mais escuros. Mas, esquecendo a questão estética, falhou redondamente. É que normalmente estas coisas servem para irritar os visados. Para receber em troca uns belos insultos, ameaças à integridade, ou uma resposta em carta aberta, pelo menos. Pois o máximo que conseguiram despertar em Alberto João Jardim foi regozijo. Sim, o Presidente do Governo Regional diz que teve um dia em cheio e pleno de alegrias. Adorou ver-se favorecido na fotografia: sem papada, bem vestido, e apelidado de padrinho. Ainda assim, fez um reparo: “não tenho muitos afilhados, cortei com isso quando fui para presidente”. E o cortar aqui não é usado em vão. Alberto João decidiu deixar de apadrinhar crianças na mesma altura em que começou a cortar dedos a quem traía a sua confiança. E foi também nessa época que começou a exigir que os deputados madeirenses lhe beijassem o anel que usa no polegar, antes de iniciar as sessões da Assembleia Regional. Alberto João é nitidamente o género de pessoa que vê manifestantes na rua, a gritarem palavras de ordem contra si, e acha encantador. O que é preciso é que as pessoas cantem, dancem, e estejam felizes. Assim como assim, um motim feito por madeirenses assemelha-se muito ao Carnaval. Um conselho aos amigos do PND: se a ideia é enervar o Vito Corleone da Madeira, arranjem uma fatiota mais espampanante que o clássico “Rei Sol” e ofusquem-no no desfile da próxima semana! Isso sim, é coisa para Alberto João fazer uma vendetta sangrenta.



publicado por condutoras de domingo às 11:16
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