as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 16 de Março de 2008
Tão Mau Que é Bom - Vila Faia
Quando dona Simone de Oliveira, do alto dos seus 50 anos de carreira - e da sua mise de rolos estilo Coliseu – parou para chamar nomes ao director de programas da RTP, por causa do horário de transmissão da nova novela da casa, deveria ter parado também para tentar compreender que não é fácil arranjar espaço na grelha para um programa de ficção científica. Sim, porque é de ficção científica que trata Vila Faia. Se não, que de outra forma se explica o facto de a prostituta protagonista ter cartão Medis e ir a uma clínica de betinhos? Não é fácil para um director escolher uma hora para este tipo de novelas fantasistas, pelo que os fins de tarde de fim-de-semana até parecem uma boa opção: é geralmente aquela hora que dão os filmes com meteoritos em rota de colisão com a terra, dinossauros que voltam ao planeta, homens alados que salvam crianças... e outras coisas que não existem, como prostitutas com cartão Medis. Os guionistas da série dizem que tiveram uma grande trabalheira a actualizar a novela, pois o país mudou muito em 26 anos e há coisas na Vila Faia de então que não fazem sentido nenhum hoje em dia. E nem sequer estavam a falar das saias amarelas com folhos da Manuela Marle... ou da própria Manuela Marle. Aparentemente, o que lhes deve ter feito mais confusão foi esse conceito, totalmente anos 80, de prostitutas de rua, exploradas e mal pagas, sem direito a IRS, quanto mais a segurança social e assistência médica. Vai daí, pegaram na personagem Mariette e tanta foi a gana de actualização... que só pararam no futuro. Um futuro onde as meretrizes e mulheres de má vida não têm clientes mas são elas próprias clientes, de serviços chiques. Cá para mim, depois de termos descoberto que a prostituta protagonista – adoro dizer isto: prostituta protagonista - frequenta clínicas médicas em que uma consulta custa mais do que um fim-de-semana inteiro a aviar marinheiros acabados de atracar, vamos perceber, nos próximos episódios, que ela trabalha num escritório modernaço, faz body pumpin no Holmes Place, tem PPR e conta poupança habitação, decorou a casa com Feng Shui e adoooora os livros do Miguel Sousa Tavares! Isso é que totalmente actual! O que não é, certamente, é o nosso tempo presente. Porque se fosse, a Inês Castel-Branco falava brasileiro, tinha nome de fruta e vivia uma affair com um Godunha árbitro... ou, então, simplesmente, trocava os “vês” pelos “bês”, namorava um dirigente desportivo e transformava-se numa pop star. Mas, para histórias de putas que viram princesas já chega o Pretty in Pink e a Júlia Roberts, tudo o resto depois disso... soa a falso.


publicado por condutoras de domingo às 11:10
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