as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 4 de Novembro de 2007
Pan Pipes

A globalização tem coisas simpáticas mas também coisas terríveis. Às vezes até há umas manifestações com uns djambés e tudo. Mas nessas manifestações nunca vimos ninguém a insurgir-se contra aquela que é, sem dúvida, a maior calamidade trazida pela globalização: os grupos de peruanos que tocam pan pipe nas ruas.

Não interessa quantos quilómetros viajamos nem em que direcção. De Lisboa a Nova Iorque, de Macedo de Cavaleiros a Zurique, eles estão por todo o lado. Perseguem-nos com as suas gaitas feitas com canas, os seus amplificadores e os seus CDs para venda com versões pan pipe da música do Titanic.

Quer-nos parecer que o único ponto do globo onde não há esta praga é, exactamente, no Perú. E isto, porquê? Porque os seus habitantes andam todos em digressão internacional e só lá ficaram os turistas e um tipo com uma guitarra que toca o “Imagine” no metro.

O franshising destes peruanos é verdadeiramente colossal e assustador. É o equivalente a uma gigantesca cadeia de fast food, mas em versão pedintes. Até têm uma farda e tudo: aquelas penas enormes, que não devem dar jeito nenhum para quando no fim do dia de trabalho apanham o comboio de volta para o Cacém. E será que os funcionários deste império capitalista peruano não conseguem desligar do trabalho mesmo quando estão em pausa? Será que quando ligam para o 118 para pedir uma informação e os deixam a ouvir pan pipes enquanto esperam pela telefonista eles ficam a reparar: “olha, erraram uma nota neste Yesterday dos Beatles”?

Algumas pessoas mais desatentas podem pensar que as flautas de pan pipe são feitas de canas. Errado. São feitas de Casio. Sintetizadores Casio, para sermos mais exactas. Os senhores todos pintalgados que estão nas ruas a actuar limitam-se a ser performers que fazem playback de uma música pré-gravada aos berros num amplificador. No fundo, não há muita diferença para um show de travestis. Como se já não bastasse o sofrimento de os ter de gramar em plena via pública, ainda há quem compre os CDs que estes peruanos disponibilizam para os desfrutar no conforto do lar. Então… e ninguém faz nada? E ninguém percebe que sujeitar alguém em casa a ouvir um Wish You Were Here muito lindo é pura violência doméstica? Por muito menos mancharam a reputação ao Tallon.



publicado por condutoras de domingo às 12:46
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