as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
Vasco Baptista Marques

No próximo domingo voltamos à estrada, e desta vez o convidado é Vasco Baptista Marques, crítico de cinema do jornal Expresso. Vamos falar de filmes, claro, e não só. Vamos também passar em revista os principais acontecimentos da semana - como sempre. Das 11:00h às 13:00h na Antena 3.

 

 



publicado por condutoras de domingo às 19:44
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Domingo, 25 de Maio de 2008
Sinais de Luzes - 25 de Maio

Mínimos

Para Cristiano Ronaldo, que falhou escandalosamente um penalty na final da Liga dos Campeões. O falhanço não nos preocupou… O que denunciou Ronaldo foi aquele choro convulsivo, deitado no chão, no centro do terreno. Toda a gente sabe que quando o craque chora, há más notícias para Portugal. No final do Euro2004, contra a Grécia, Ronaldo também parecia um miúdo a quem roubaram qualquer coisa. Não a chucha, mas um Mercedes SLK ou assim… Este novo momento de birra na final da Champions foi a derradeira prova: o jogador perdeu o dom! Logo agora, que ia ser útil ao seu país, Ronaldo deixou de ter jeito. E se no Manchester United ainda pode agradecer a ajuda aos seus colegas, que o salvaram de boa, na Selecção Nacional o panorama é bem diferente. A começar pela baliza. Não há ninguém para defender penalties. É que Ricardo também perdeu ele próprio o dom há muito tempo. Desde que emigrou para Espanha e começou a ouvir o tema “Resistiré” para lhe dar força. Do velho Ricardo sobra apenas a voz. Depois, restam dois pequenos guarda-redes: Quim e Rui Patrício. O primeiro é famoso por não comer cozido à portuguesa, temendo o controlo anti-doping, o segundo, não é famoso de todo, e demonstrou ter ainda mais dificuldades de expressão do que o próprio Ronaldo. Posto isto, é bom que o “super puto” comece a pensar numa nova profissão: tendo em conta a sua frota automóvel e a quantidade de gel que usa no cabelo, o comércio de novos e usados pode ser um caminho. Ou então a manutenção de piscinas, para a qual já demonstrou algum talento… Claro que a publicidade é sempre uma carreira em aberto para Cristiano Ronaldo, mas agora que deixou de ser o génio da bola e que é preciso contratar um duplo para os anúncios do BES, talvez o melhor seja seguir o exemplo de Scolari. Fazer um spot em que pergunta: “e se eu decidisse dedicar-me à vinicultura? Quem me apoiaria?”.

 

 

Médios

Para o Big Mário. Que foi considerado esta semana “Recluso de Platina”. Pelo simples facto de nos ter dado a conhecer esta escala de prémios das prisões, já merecia estar aqui nos nossos sinais de luzes. A escala começa em lata, passa por metais mais nobres e termina em platina. Quer dizer que Maria das Dores tem lá na sua cela um bonito troféu em ferro forjado, com toda a certeza. Mas voltemos ao ex-concorrente do Big Brother, actual recluso de Custóias. Ao que parece, Mário Ribeiro tem um comportamento exemplar, que foi considerado pelo Conselho Técnico da Prisão como de “Platina”. Grande coisa! Mário está no seu habitat natural: fechado a sete chaves, e com a vida controlada 24 Horas por dia. Isto não é mais do que um reality show, com a vantagem de em vez de ouvir a Teresa Guilherme a choramingar, se poder falar sobre bola com o Guarda Prisional. Aliás, nós acreditamos que Mário fingiu todos os crimes de que foi acusado: sequestro, roubo, fogo posto, falsificação de matrículas… Foram apenas manobras de diversão para conseguir que o fechassem entre quatro paredes outra vez. Tudo porque não foi aceite na Quinta das Celebridades. Condenado a seis anos e dez meses, Mário ficou radiante. De tal forma que se sagrou campeão inter-prisional em quase todas as modalidades, e até aprendeu a escrever, porque participa no jornal da prisão. Mas o Tribunal de Execução de Penas está prestes a deitar este trabalho todo por água abaixo. Como? Deixando Big Mário sair em liberdade condicional. Uma vez cá fora, é óbvio que Mário Ribeiro vai simular um outro crime, desta feita um homicídio, no mínimo… para garantir uma estadia longa na prisão. Cá fora, Mário fica muito desorientado e tem medo, muito medo. Não quer acabar como Zé Maria, a fazer cozinhados no programa da Fátima Lopes.

 

 

Máximos

Para Augustus, que finalmente usou o Direito de Resposta no 24 Horas por um motivo válido. Ao que parece, a jornalista Alexandra Ho tinha colocado o vestido da esposa de Augustus entre os 10 piores dos Globos de Ouro. O estilista deu-se ao trabalho de explicar detalhadamente porque é que o vestido não merecia ocupar a infame lista. E disse assim: “a minha mulher usava um vestido em chiffon natural Tye-Die (tipo de tingimento que faz com que as cores fiquem degradée), e por baixo um forro em renda clássica de Chantilly branca”. Diz ainda que “uma das fortes tendências da alta costura desta estação chama-se lencerie e caracteriza-se pela sobreposição de aplicações”. Tudo isto para explicar que a mulher não usava um vestido laranja sobre outro tecido de padrão carregado, como a jornalista escreveu. Augustus acusa Alexandra Ho de não ter assistido aos desfiles de alta-costura em Paris ou Roma, nem às semanas de moda de Milão e Nova York. Reclama ainda pelo facto de Orsi Féher surgir entre as 10 mais, com um vestido “simples e elegante como se quer”, ao lado de Sofia Aparício, que fez furor pela “originalidade e excentricidade”. Augustus quer perceber qual é o critério, afinal. O estilista não deve ser leitor assíduo do 24 Horas… se não existe critério editorial, porque é que havia de existir na análise de moda? Augustus deixa um conselho final a Alexandra Ho. Três palavras apenas, carregadas de sabedoria: Cresce e Aparece! Termina assim com enorme requinte uma página histórica da imprensa nacional. O dia em que um ofendido pela crítica de moda do 24 Horas se defendeu. Lançando até uma pergunta que deve dar que pensar a todos nós – “Será que é preciso ter menos de 35 anos para a D. Alexandra Ho considerar que a pessoa está bem vestida?”. Fica a interrogação no ar.

 

 

 



publicado por condutoras de domingo às 13:00
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Estação de Serviço - Gasolina

Já é um clássico, esta nossa paragem na estação de serviço, mas hoje – em sinal de protesto e de falência técnica, não vou comprar nada na loja. Porque só temos mesmo dinheiro para a gasolina. Anda para aí tudo alarmado com a subida dos preços: pais de família a prepararem-se para levar os filhos à escola às cavalitas, taxistas prestes a iniciarem-se no negócio dos riquexós chineses, peregrinos de Fátima a editarem livros com os seus truques, para ensinar os portugueses a ir de férias a pé… Enfim, já há muita gente pronta a depositar gasolina nos cofres do banco, e a fazer previsões apocalípticas. Eu não vejo problema de maior… Andar a pé sempre fez bem, e o ambiente até agradece. Só há uma coisa que me preocupa mesmo no meio disto. São os pontos. Se deixarmos de pôr gasolina vamos ter cada vez menos pontos acumulados no nosso Cartão Fast Galp ou BP PremierPlus. E isso sim – é capaz de comprometer o progresso duma nação. Por exemplo, com 700 pontos apenas arranjava-se na BP um termo para café, e com 600 um saco térmico Maranello, que bem que vão dar jeito quando sair de casa às 6 da manhã, para ir a pé até ao Marquês de Pombal. Na Galp, com 2300 pontos temos direito a um kit aventura, que inclui lanterna, bússola, binóculos e capa para a chuva. Que podem ser preciosos quando nos perdermos naqueles matagais que há junto às auto-estradas, e precisarmos de acordar o McGyver que há em nós. Espera-se que tenhamos tido inteligência suficiente para trocar também 400 pontos BP por um canivete suíço. Para o que der e vier. Investimentos mais altos, mas que valem a pena, são os trolleys e necessaire por 5000 pontos, e a cama insuflável ConfortRest, por 10600. Vão dar jeito quando decidirmos dormir no emprego, para poupar em deslocações. Ninguém me leva a sério mas eu acho que esta problemática dos pontos vai deixar mesmo muitos portugueses a morrer à fome. Quando se virem privados de Frigideiras Tefal, por 2400 pontos na BP, ou do grelhador Monix, com bandeja recolhe gorduras, a 8800 pontos na Galp. Isto para já nem falar nas parcerias – autênticos pactos sociais que serviam de Banco Alimentar a muito boa gente. Com 200 pontos a valer uns profiteroles na Pizza Hut, e 125 pontos a darem desconto de 50 cêntimos nos supermercados Modelo. Perante isto, o melhor é usar os últimos pontos que detemos e trocá-los por Carrinhos Hotweels – modelos sortidos por 300 pontos, ou para quem prefere os topo de gama, carrinhos Tiny Tuff, que trazem formas de encaixe, tipo Lego. Para os mais sonhadores, talvez o melhor mesmo seja empenhar 400 pontos numa campânula de Princesa Disney, que traz acessório porta-chaves. Podemos sempre pôr lá a chave do nosso velho carro, suspirar de saudade e desejar que volte o tempo das princesas e andemos todos em faustosas carroças, com os nossos vestidos de cauda. Sim, homens e tudo. Já não há o problema das saias e os saltos altos não darem jeito para conduzir.



publicado por condutoras de domingo às 12:50
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O Que é Nacional é Bonzinho - Segurança

Há pessoas que não conseguem dizer as verdades nuas e cruas, com medo de magoar alguém. Andam ali à roda até conseguirem transformar um defeito numa quase qualidade. “Ai, tu não és gorda, tens curvas”, “tu não és casmurro, só decidido”, “tu não te vestes como um babuíno míope, tens só um estilo muito próprio”, “o Nuno Gomes não é aselha a marcar golos, tem só muito azar”.
Foi sob esta perspectiva que encarámos a notícia de que Portugal é um dos 10 países mais pacíficos do mundo, segundo o último relatório do Índice Mundial da Paz. No índice, que avalia o pacifismo de 140 países e o seu nível de tranquilidade, este cantinho à beira mar plantado aparece no sétimo lugar, a seguir à Irlanda e antecedendo a Finlândia. Para muita gente, isto pareceu bom. Para as Condutoras, foi óbvio: estão a chamar-nos panhonhas. Na escola, os miúdos “pacíficos” eram aqueles que acabavam todos os intervalos dentro do balde de restos da cantina, com a mochila atirada para o telhado do pavilhão. Basicamente, o que este relatório faz é dizer a todo um planeta: “podem vir colar pastilhas elásticas no cabelo destes, que eles não se vão virar a vocês”. Neste momento, somos um alvo fácil de “paísjacking”: as outras nações sabem que podem entrar por aqui a dentro ao calduço, que nós até nos colocamos mais a jeito. Afinal, somos uns paz de alma.
 



publicado por condutoras de domingo às 12:22
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Agarrado ao Pára-Choques - Amigos da Sesta

Nós, condutoras de Domingo, apreciamos alguma calma e costumamos entrar no carro muito antes de a viagem começar. Porém, há por aí gente que nos bate aos pontos em preparações: os amigos da sesta. Ainda estamos nós a despedir-nos de Maio e já a Associação dos Amigos da Sesta anda a preparar a 2ªConferência Nacional da Sesta, a realizar... Adivinhem. Junho? Não! Isso é já agora! Tal como Julho e Agosto. É em Setembro, bem lá para o finalzinho! E já está anunciado. Eu acho bem, não vá um amigo da sesta mais distraído deixar-se embalar o Verão todo e depois faltar à conferência com o pretexto de que nada sabia. Não, senhor, na irmandade da sesta não há espaço para improvisos. Ora, eu, que ainda não me associei a esta causa, ando preocupada com o facto de não ter tempo para dormir a sesta. Ela bem bate à portinhola do meu cérebro todos os dias a seguir ao almoço; tenta, tenta, chama o João Pestana, mas nada consegue contra esse flagelo dos tempos modernos que dá pelo nome de “volume de trabalho”. E isto é extremamente aborrecido por me colocar a mim e às outras condutoras de Domingo num mundo à parte, infeliz, onde os acidentes de trabalho se perpetuam em cadeia e os ritmos biológicos correm no sentido inverso ao dos ponteiros dos relógios; um mundo frágil pela nossa vulnerabilidade física, psíquica e mental; um mundo escuro como uma olheira com mais de 10 anos. No fundo, somos umas marginais. Porque a sesta é recomendável para todos e nós não nos incluímos nesse todo. Reparem. Não nos incluímos no grupo dos nostálgicos, que encaram a sesta como a via de acesso ao tempo perdido da infância, numa inversão do seu propósito primordial: naquela altura, faziam birra para não dormir, agora fazem birra para dormir. Também estamos completamente afastadas do grupo do Jet Set. É que não há nada mais in do que uma boa sesta, tendo em conta que grande parte dos amigos da sesta é gente conhecida, das artes, do espectáculo, de boas famílias e, claro, de bons horários. Aliás, este ano tenho para mim que a silly season será marcada não por festas, mas por sestas a realizar nos locais mais badalados da tarde algarvia: dos sofás do T-Club aos areais da praia do Ancão, é ver o Jet Set deitadinho sobre almofadas repletas de baba, ouvindo o som das ondas e dos roncos. Nem o grupo dos noctívagos nos acolhe, esses grandes adoradores de sestas, por termos caído nas teias da tirana luz do dia. E o grupo do pessoal das artes nem se fala. Nós ainda não vimos a curta-metragem «A Sesta», de Olga Roriz, e não há amigo da sesta que, desde a sua estreia, não a veja em repeat numa gravação pirata. Finalmente, na classe política, surpreendam-se, mas não há lugar para nós. Parece-me óbvio que eles andam a dormir há anos e nós, como dá para ver, nem aos Domingos ficamos quietas. E é com grande tristeza que me vejo forçada a anunciar tão atempadamente que não vamos aparecer em Alcanena a 27 de Setembro. Faltaremos à megaconferência da sesta, na qual se discutirá, por exemplo, a «sesta no trabalho». Por isso, que fique bem claro que é também com muita inveja dos participantes que comunico esta nossa ausência.



publicado por condutoras de domingo às 12:16
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Vende-se

Há países que sofrem terrivelmente com catástrofes naturais. Outros, como nós, sofrem com catástrofes fiscais. O difícil é saber qual destas calamidades pode causar um maior número de desalojados. Face à dívida de 236 euros de um contribuinte, a Direcção Geral dos Impostos penhorou e colocou à venda dois imóveis, cujo valor patrimonial ascende aos 38 mil euros. Não é a desproporção entre o valor da dívida e o valor do bem penhorado que nos chamou a atenção, mas o facto de o Fisco optar pela solução que qualquer labrego em matéria de economia, saberia descartar, com estas palavras sábias: “Isto está mau pra vender”. Por outro lado, este desgoverno da máquina fiscal pode comprometer seriamente as manifestações de apoio à selecção nacional. É que em vez das bandeiras e cachecóis com as cores nacionais, as varandas das casas portuguesas podem passar a exibir uma só placa com a inscrição «Imobiliária ERA vende».



publicado por condutoras de domingo às 12:13
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Tão Mau Que é Bom - Saco Azul

Vieram a lume novos factos sobre o caso do Saco Azul de Fátima Felgueiras. Parece que finalmente estamos perto da verdade. Almeida Lopes, na condição de Juiz Conselheiro Jubilado, e de primo de Fátima Felgueiras, afirmou em tribunal que o processo “saco azul” resulta de uma vingança passional, porque os denunciantes – Joaquim Freitas e Horácio Costa, estavam apaixonados pela autarca. E mais: queriam manter relações sexuais com ela. Faz sentido: em vez de cometerem eles os crimes, como assédio no local de trabalho ou até violação, inventaram um crime para a acusar. Ao longo de duas horas, Almeida Lopes, relatou uma conversa que teve com Joaquim Freitas, numas férias em Mindelo. Segundo o magistrado, nessa altura “Joaquim Freitas abriu-se todo” – o que não é propriamente linguagem de juiz, mas é de primo. Ao que parece Joaquim Freitas disse que estava profundamente apaixonado por Fátima e pretendia ter relações íntimas com ela. E uma pessoa que diz isto é porque está de facto perdida de amores. “Sempre me cheirou que havia ali questões sentimentais, de sexualidade”, disse Almeida Lopes. Mais uma vez, falou o primo e não o juiz. E daí talvez não, porque ele invocou a sua condição de “especialista e seguidor de Freud”. Pelos vistos é também seguidor de Deus, já que contou como ajudava a autarca. Dizia-lhe: “cala, reza e sofre”. Que bela ajuda. Perante esta perspectiva também eu fugiria para o Brasil. Tendo em conta esta fulgurante carreira como sex symbol, o mais certo é que Fátima Felgueiras tenha ido para o Brasil a convite de um pretendente, lindo e famoso, que queria viver com ela e ser feliz para sempre numa cabana em Fortaleza. A arguida acabou por voltar a Portugal, provavelmente por ter recebido milhares de mensagens de fãs, exigindo o regresso. Infelizmente o juiz do seu processo não faz parte da legião de fãs, até porque não a deixou abordar até ao fim a “questão passional”. Fátima teve apenas tempo de contar que foi procurada pelo pai de Joaquim Freitas, que lhe pediu desculpa pelo comportamento do filho apaixonado, e de acusar o mesmo Joaquim de, nessa época, afogar mágoas de amor em tascas e cafés de Felgueiras. Acusação gravíssima que o colectivo de juízes não quis aprofundar. É o sistema de justiça que temos. A única certeza que fica no meio disto é que este caso devia ter deixado há muito de se chamar “Saco Azul” e passado a “Saco Rosa”.



publicado por condutoras de domingo às 12:12
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Destravados - Cuspidor

Devíamos começar o nosso Destravado de hoje com um momento de silêncio – mas a gasolina está cara e não podemos desperdiçar nenhum segundo desta nossa condução domingueira. Mas, mesmo assim, estamos comovidas: é a primeira vez que celebramos um Destravado que já não está entre nós. Não foi um trágico acidente de viação que o levou – mas sim um desfecho triste de uma manhã passada a praticar desporto. Um desporto perigoso e, infelizmente, pouco reconhecido: a prática da cuspidela olímpica. Pois é, ficamos todos contentinhos só porque a Vanessa Fernandes corre, nada, anda de bicicleta, salta e faz mais coisas do que as meninas dos anúncios a pensos higiénicos. Mas esquecemos os cuspidores. É triste. Um homem suíço de 29 anos estava a praticar cuspidelas com alguns amigos, depois de uma noite de copos. O objectivo era ver quem é que conseguia cuspir mais longe, desde a varanda do quarto de hotel onde estavam. O atleta respirou fundo, preparou a sua melhor saliva vintage, afastou-se para tomar balanço…. e caiu da varanda, de uma altura de 7 metros, tendo morrido umas horas depois no Hospital.
Hoje, nem lhe vamos medir a Destravadice. Vamos só prestar uma sentida homenagem. Aos cuspidores de todo o mundo – já sabem: se cuspirem, não bebam.
 



publicado por condutoras de domingo às 12:10
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O Drama, o Horror

Quem não se lembra do aviso de Artur Albarran antes de cada episódio do programa Imagens Reais? "O drama, o horror, a tragédia..." estão de volta à televisão. Depois de anos afastado dos ecrãs, o jornalista volta à Sic com “O Mundo é Pequeno” para animar os Sábados à noite. Animar não é a melhor palavra visto que será um programa de casos insólitos e reais, como conflitos sociais ou perseguições policiais. O primeiro episódio deste novo programa podia ser baseado na própria vida do Sr. Albarran. Querem melhor do que branqueamento de capitais, burla, bigamia e violência doméstica? Mas as Condutoras acham que Portugal não precisa de mais drama, mais horror e mais tragédia. Já basta o regresso da Manuela Moura Guedes aos telejornais! E se o objectivo era recuperar o Artur Albarran podiam ter pensado num programa do estilo “Acorrentados”. Candidatos não iriam faltar e até seria positivo para o País! É que anda por aí muito boa gente que se estivesse acorrentada não faria tanta asneira…



publicado por condutoras de domingo às 12:03
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Horóscopo - Sexo

Esta semana, nada houve de mais preocupante para os astros do que o sexo. Não o sexo no mundo dos planetas, que esses, com Vénus e Marte, lá se vão safando. Os astros andam em cuidado com o sexo, ele mesmo, o próprio, o do “coiso e tal”. O sexo anda literalmente em maus lençóis, isto é, nos lençóis dos portugueses, povo que, assim sem mais, começou a preferir fazê-lo do que a assistir a desafios de futebol. O momento é difícil, caríssimo sexo, sobretudo no campo profissional. Sentir-se-á usado e abusado, envolvido em ondas de suor e gemidos nunca antes ouvidos em território nacional. Nem mesmo num estádio de futebol, onde a intensidade “decibélica” é batida aos pontos por aquela que se atinge dentro das quatro paredes de um casal português. Por isso, como nunca antes se viu tamanha escravização do sexo, sentirá um cansaço esmagador que o arrastará pelos caminhos do desespero e o levará às lágrimas. Mas apenas a si porque os portugueses que o usam a seu bel-prazer, esses, nem uma lágrima verterão. Serão apenas gargalhadas e estremeções orgásmicos utilizados para secar as lágrimas que lhes cairam nos bons tempos em que preferiam assistir a jogos de futebol. Tudo isto, caro sexo, deixá-lo-á ainda mais irrequieto e desconfiado, sentindo-se defraudado pelos seus ex-melhores amigos, este povo português aparentemente acostumado a rapidinhas durante os intervalos da bola ou da novela. Seja forte, aguente o estoiranço, dê um passeio e compre uma boa base que disfarce essas olheiras. E, para recuperar a esperança de um dia vir a ter o sossego que um bom tuga lhe proporcionava, lembre-se de que os portugueses não gostam de preservativos nem de testes à sida, o que significa que tanto o babyboom como o deathboom que se aproximam vão permitir-lhe gozar férias num convento em terras de “nuestros hermanos abstinentes”, esses milhões de espanhóis que honram a expressão desporto-rei e sabem que ela não se aplica a si. Se isto demorar, os astros recomendam-lhe, como conselho final, que tente acabar com os artigos das revistas femininas que o identificam como um eficaz queima-calorias. Combine um jantar com cientistas de renome, passe-lhes umas notas por baixo da mesa e arranje maneira de eles avançarem com a notícia de que olhar fixamente para a televisão ao longo dos 90 minutos de uma partida de futebol estimula a zona óptica, local onde se acumula a maior parte das calorias do corpo humano e a partir do qual se libertam endorfinas. Isso, sim, faz bem à saúde, sobretudo se aliado a uma contracção alternada das nádegas, que se levantam suavemente sempre que o espectador do desafio de futebol tenta alcançar de um lado o comando e do outro a garrafita da mini.



publicado por condutoras de domingo às 12:01
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LA MSS

Depois do rude golpe que o fumo de um cigarro desferiu sobre o jogging nacional, é a vez de o ciclismo provar que também não está propriamente “para as curvas”. No âmbito de uma investigação sobre doping, uma volta da PJ às residências e às instalações da equipa profissional de ciclismo LA-MSS descobriu substâncias e material comprometedor. E que reacções se registaram neste caso? O habitual... ou seja, no nosso país, quando um escândalo rebenta na comunicação social, os seus principais intervenientes encarnam três reacções-padrão. Há o tipo que «lamenta profundamente o sucedido»; depois vem aquele que arredonda a boca de espanto para dizer que «desconhece em absoluto quaisquer indícios de práticas ilícitas». E, finalmente, há o tipo que está impedido de actuar porque o caso escapa à sua esfera de acção. Só quem não consegue decorar bem este texto é que diz, no final de uma declaração, que ainda vai deixar de fumar. No caso da equipa de corredores da Póvoa do Varzim, soube-se que, perante a suspeita de práticas dopantes, os patrocinadores denunciaram os contratos. Mas nem isso deve ser preocupante já que a LA-MSS aguarda, com expectativa, pelo “efeito Kate Moss”, que se traduz numa ascensão espectacular na carreira, depois de se ser apanhado a consumir substâncias proibidas.



publicado por condutoras de domingo às 11:50
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Apagões

Esta semana os apagões estiveram na moda! Durante o concerto de Adriana Calcanhoto no Coliseu dos Recreios ocorreu uma falha na rede eléctrica e o local ficou às escuras durante 20 minutos. Na Albânia, uma perseguição de um gato a um rato, digna dos clássicos desenhos animados “Tom e Jerry”, resultou na electrocussão dos dois animais e num apagão que deixou a capital da Albânia sem luz durante três dias. Quase parece que cada País tem os seus animais próprios responsáveis por apagões. Na Albânia são gatos e ratos. Em Portugal são cegonhas, lembram-se? E por falar em Portugal, na semana que passou a Ministra da Educação esteve apagada. O Futebol Clube do Porto apagou do seu historial a vitória da Taça de Portugal. E o Maniche foi apagado da Selecção Nacional. No estrangeiro houve mais um caso notório de apagão. A Amy Winehouse apagou várias vezes ao dia durante todos os dias da semana. Não se sabe o verdadeiro motivo mas quase de certeza que não envolve animais… E por último, o mais importante de todos os apagões da semana: foi despoletado numa viagem entre Lisboa e Caracas, e acabou por ser o último cigarro que Sócrates apagou!
 



publicado por condutoras de domingo às 11:50
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Matemática

«Elementar, meu caro Stor»! Este bem poderia ser o comentário dos muitos alunos do 4º e 6º anos de escolaridade que esta semana realizaram prova de aferição de Matemática. Não estamos, propriamente, a falar de “sherlocks” da disciplina, capazes de relacionar dados que conduzam à resolução dos problemas. Falamos, sim, de uma prova de aferição que a Sociedade Portuguesa de Matemática classificou como sendo de uma «simplicidade infantil». Haverá, decerto, algum excesso de zelo nesta apreciação! É verdade que a prova tinha um número considerável de questões elementares. É verdade, também, que algumas delas nem testavam, propriamente, competências matemáticas. E é sabido que os alunos podiam levar calculadora. Ora, em bom rigor, não há como aferir que a prova era fácil! E custa ver que a Sociedade Portuguesa de Matemática tenha preferido censurar o Ministério da Educação, em vez de sublinhar o seu esforço para convergir com a média europeia, poupando os alunos a essa tarefa tão penosa quanto desnecessária: raciocinar! Controvérsias à parte, daqui para a frente, o verdadeiro desafio das provas de aferição deve ser o de descobrir as questões matemáticas que verdadeiramente apaixonam os alunos de hoje. Por exemplo: «Sabendo que o João já faltou 55 vezes à aula de Matemática, quantas faltas poderá dar para não reprovar?». Resposta, segundo o novo estatuto do aluno: «as que quiser».



publicado por condutoras de domingo às 11:40
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Indiana Jones

Casaco de cabedal, chapéu poeirento e chicote na mão. Quase apostávamos que atendendo a este último pormenor, alguém fixou, por momentos, a imagem de Vítor Hugo Cardinalli. Mas o perfil que pretendemos evocar com esta descrição é, naturalmente, o do mais charmoso arqueólogo do mundo, agora de regresso. A quarta aventura de Indiana Jones - O Reino da Caveira de Cristal - estreou esta semana para alegria dos fãs que esperaram quase vinte anos desde «A última Cruzada», para voltar a ver o seu herói. Naturalmente, há quem pergunte se Indiana Jones, nascido nos anos 80 e convertido em ídolo de uma geração, tem ainda a mesma capacidade de entusiasmar plateias de todas as idades. Os portugueses, pelo menos, encontram motivos de sobra para idolatrar esta personagem. Os funcionários públicos, por exemplo, revêem-se em Harrison Ford, na medida em que este é mais um sexagenário a quem ainda não deram a reforma. Os jovens portugueses interessam-se por este herói porque acreditam que o Doctor Jones, mesmo sendo “cota” e professor, ainda consegue dar luta dentro de uma sala de aula. E ninguém duvida do apego dos militantes do PSD ao universo da arqueologia, já que também o partido gosta de desenterrar velharias.

 



publicado por condutoras de domingo às 11:30
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De Encontro ao Pára-Brisas - Refeitórios

O ministério da educação anda preocupado com o que os alunos comem na escola. Sim, já não vale a pena preocuparem-se com o resto. Livros de ponto e manuais escolares são já assunto fora de discussão, vamos agora concentrar-nos nos menus. Há cada vez mais alunos obesos, e cada vez mais entendidos do ministério a querer travar esta tendência. Mas a roda dos alimentos já não convence ninguém, toda a gente sabe os únicos círculos alimentares que interessam aos miúdos são os maltesers e os tazos que saem nas batatas fritas. Portugal devia seguir o exemplo doutros países europeus. Por exemplo, em Inglaterra, a qualidade da comida servida nas escolas entrou nos programas eleitorais dos candidatos a primeiro-ministro, e foram proibidos chocolates e refrigerantes com gás. Ainda bem que Sócrates não se lembrou de fazer isto por cá. O mais certo era, poucas semanas depois, ser apanhado a saborear um kinder bueno e a beber uma 7up, no pátio da sua escola secundária. Alegando que não sabia que a lei se aplicava a comida com nomes estrangeiros. Na Finlândia é costume os jornais publicarem a ementa que vai ser servida nas escolas, para os pais estarem a par da sua composição. Havia de ser giro cá. A mesma ementa, no 24 Horas surgiria como “Escândalo! Miúdos comem bacalhau com batatas na segunda e red fish na quarta-feira”, enquanto que o Público daria certamente mais destaque ao acompanhamento “Tubérculo é rei e senhor na corrente ementa”, diriam eles. Mas a medida que eu mais gostava de ver aplicada cá é a da Noruega. Os alunos levam comida de casa, geralmente sandwiches, o intervalo para almoço dura meia-hora e os estudantes não saem da sala de aula. Isto para além de não ser bom para a nutrição de ninguém – porque o mais certo era os miúdos levarem de casa umas sandes de cozido à portuguesa, também ia aumentar em muito o risco corrido pelos professores. É que estar com eles dentro duma sala a tentar dar aula já é perigoso. Imaginem dentro duma sala de refeições. A luta de comida seria o mais pequeno dos perigos. Aposto que se iam multiplicar no YouTube vídeos com miúdas histéricas gritando “dá-me a minha sande de torresmos já!”, enquanto outros coleguinhas batiam com pernas de frango e bifanas na professora. Enquanto estas medidas não são tomadas, as cantinas das escolas continuam mais parecidas com casas mortuárias. Não estou a insinuar que estejam lá congeladas coisas fora de prazo. Simplesmente são verdadeiros templos de silêncio e contemplação. Porque os alunos conhecem melhor a empregada do McDonalds do que a D. Neuza do refeitório. E vão ficar decerto felizes de saber que o McDonalds planeia lançar em breve o McTuga, ou seja, hamburguers de acordo com o gosto lusitano. Depois das famosas sopas, tememos que surja agora um McJaquinzinhoNuggets ou um Big Mac Bacalhau. A ver vamos…



publicado por condutoras de domingo às 11:25
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Choque Frontal - Feira do Livro

Se o digníssimo ouvinte é fã de cenas de porrada, pode passar uma tarde a ver wrestling na televião. Ou ir ao cinema ver o filme novo de Jackie Chan e Jet Li, onde os dois asiáticos transformam piruetas-tipo-ginasta-russa em pancadaria. Ou, então, podem optar por ver porrada naquele que parece ser este ano o seu cenário ideal este ano: a Feira do Livro. Mas, para isso, avisamos já: é preciso gostar de lutas um bocadinho mais ao estilo do Jardim Infantil, com amuos, beicinhos e tiradas como “a bola é minha e eu agora levo-a para casa e mais ninguém pode brincar”. Quem diz bola, diz livro do Paulo Coelho em promoção.
Este fim-de-semana a Feira finalmente inaugurou, com a bênção da estátua sugestiva de Cutileiro. Mas a abertura esteve quase para não acontecer - tudo por causa do braço de ferro entre Leya e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Calma, a Leya não é nenhuma camionista que faz uma perninha num bar de strip: é o nome de uma editora. Ou melhor, de uma super editora. Paes do Amaral resolveu brincar ao Monopólio e desatou a comprar à maluca algumas das principais casas livreiras do país, como a D. Quixote, a Asa, a Oficina do Livro e muitas outras. Resta apenas saber se, neste Monopólio, lhe calhou aquele célebre cartão de “ganhou o segundo prémio num concurso de beleza, pode ficar com mais 174 editoras e afundar o mercado”.
Um colosso como a Leya não quis estar junto com a ralé da Feira do Livro e exigiu um espaço próprio, com actividades próprias e (o choque! O horror!) barraquinhas próprias. E isso é muito ingrato: aquelas tendas de contraplacado SÃO a Feira! As pessoas só lá vão para verem se este ano são verde-alface com bicho da madeira ou rosa-choque com peçonha. Isso é muito mais fascinante do que saber que o Grande Dicionário Dos Hamsters Alpinos está a dois euros.
A discussão sobre a Feira durou semanas, até que a Câmara de Lisboa fez o que qualquer pai que vê o Dr. Phil faria: ameaçou cortar a mesada a toda a gente. Por artes mágicas, lá ficaram amigos e já nos podemos todos passear na Feira, entre Proust e travestis do Parque Eduardo VII. E a Leya vai ter mesmo barraquinhas diferentes – resta saber se não vão ser tão espalhafatosas que toda a gente as vai confundir com as roulottes dos churros.
 



publicado por condutoras de domingo às 11:20
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