as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
escreva-nos para
condutoras@programas.rdp.pt
podcast
Ouça os programas aqui
percursos recentes

Condutoras de Domingo

Ricardo Aibéo

No Auto-Rádio a 29 de Jun...

Sinais de Luzes - 29 de J...

Deviam Fazer Anos

Estação de Serviço - Pisc...

Heelarious

Choque Frontal - Vale e A...

Horóscopo - Gordos

Está a Falar de Quê? - Ma...

Tão Mau Que é Bom - Luís ...

De Encontro ao Pára-Brisa...

Touros

O Que é Nacional é Bonzin...

viagens antigas

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Domingo, 30 de Março de 2008
No Auto-Rádio a 30 de Março

Este domingo ouvimos na nossa viagem:

 

Better Than Ezra - Juicy
 
Colbie Caillat - Bubbly
 
MAU - Cum, Sexy cum
 
Hot Chip - Ready for the Floor
 
Woman In panic - She Plays Guitar
 
Portishead - Sour Times
 
Editors - An End has a Start
 
Micro Audio Waves - Sexy (2 Night)



publicado por condutoras de domingo às 23:28
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sinais de Luzes - 30 de Março
Mínimos
Para Hillary Clinton, que tem demonstrado algumas dificuldades de interpretação. A semana passada recordou a sua chegada à Bósnia, em 1996, da seguinte forma: "Lembro-me de aterrarmos sob o fogo de atiradores furtivos. Era suposto haver uma espécie de cerimónia de boas-vindas no aeroporto, mas em vez disso limitámo-nos a correr com as nossas cabeças baixas até aos veículos para chegar à nossa base." A antiga primeira-dama, e actual candidata à Presidência, esqueceu-se apenas dum pormenor. É que em 96 já havia televisões, e tempos de satélite e assim. E o seu desembarque na Bósnia está registado. Também ignorou outro minúsculo detalhe, que é a existência dum site, pouco importante, chamado YouTube, onde vão parar todas as imagens deste mundo e do outro. Assim, o mundo pôde ver essa chegada tão dramática e recheada de perigos.


Atiradores furtivos, não se vê nenhum. O máximo que pode ter acontecido é que Hillary tenha confundido uma menina de oito anos que lhe leu um poema, com um guerrilheiro armado. É que a poesia infantil das Balcãs pode soar muito ofensiva, caso não saibam! Quanto a Hillary ter corrido com a cabeça baixa até ao veículo, também não há qualquer registo. Mas isso se calhar foi só depois das câmaras se desligarem, quando se lembrou que era de bom-tom praticar jogging em visitas de Estado. É bem possível. A candidata já veio dizer que se exprimiu mal, e que afinal só lhe disseram para levar os coletes à prova de bala quando saísse do avião. Isto equivale a dizer que sobrevivemos a um desastre de avião noutro dia, e fomos resgatados no Oceano por um helicóptero. Na verdade, a hospedeira limitou-se a explicar-nos como se usa o colete salva-vidas mas isso é um pormenor sem importância para a nossa história!

Médios
Para um novo movimento estudantil. Muito rebarbativo, como só a malta que anda no Secundário sabe ser. E estes estudantes reclamam contra quê? As propinas? O preço das fotocópias? A má qualidade dos croissants do bar? A falta de uma opção macrobiótica na cantina? A antipatia das funcionárias? A chuva que cai dentro das salas? O peso que carregam nas mochilas? Aquela mania enervante dos professores lhes confiscarem telemóveis e depois não quererem apanhar umas valentes bofetadas? Nada disso. Estes alunos, de várias escolas do país, uniram-se para criar a Plataforma Directores Não. Que serve, tal como o nome indica, para banir a figura autoritária do Director das escolas. É uma ideia tocante e sensibilizadora, vem é... vinte e nove anos atrasada! É que os Pink Floyd já tinham criado uma estrutura semelhante em 1979. E ao menos esses ainda fizeram uns acordes e umas letras, para além de abaixo-assinados e blogs. Diziam assim: “We dont need no education. We dont need no thought control.”


O slogan destes miúdos portugueses é bem mais fraco: Chefes e directores, não queremos NÃO Senhor! Agora, de repente, a causa de todos os males em recintos escolares não é dos alunos problemáticos, não é dos gangs que cercam a escola, não é dos professores incompetentes. É apenas e só dos directores. Essa gente com a mania que é preciso alguém que mande. Que ideia mais salazarista e antiquada! Em tempos em que tanto se fala dos modelos de gestão das escolas públicas, deixamos aqui a nossa sugestão. O modelo de auto-gestão. É assim uma espécie de anarquia, com o lema “deixa andar e logo se vê”. Afinal de contas, é isso que os alunos vão encontrar no mercado de trabalho, portanto não há melhor preparação para o futuro.

Máximos
Para a noite do Porto, que está novamente a ferro e fogo. O que pode parecer estranho, tendo em conta que Bruno Pidá continua preso e que os outros já morreram quase todos. Mas agora o caos está instalado num outro tipo de noite. Mais alternativa. O que também pode soar esquisito, visto que Carolina Salgado já deixou o alterne para se dedicar à carreira de colunável. Mas também não é o negócio dos bordéis que anda nas bocas do mundo. É o dos bailes. Agora em vez de gangs rivais que se envolvem em rixas, temos organizações de bailes rivais que entraram numa espiral louca de auto-promoção. E repare-se nos nomes: Baile da Primavera versus Baile da Rosa. Que volte Pidá e a sua virilidade, por favor! O problema é que os bailes estão marcados para o mesmo dia, à mesma hora. Está aberta a guerra entre Rui Terra e Daniel Martins – lá está… que nomes corriqueiros, faz falta um Berto Maluco. Nesta luta titânica também vale tudo. Não recorrem tanto aos tiros e engenhos explosivos, mas a armas igualmente temíveis, como as falsas confirmações de convidados, as homenagens e as acções de solidariedade. O Baile da Primavera vai ajudar a Liga das Crianças do Hospital Maria Pia. O Baile da Rosa contra-ataca com a APAV e junta-lhe o nome de Maria Cavaco Silva, um trunfo fortíssimo. Mas o Baile da Primavera não desarma: tem Manuel Luís Goucha e Marisa Cruz do seu lado. Isto é coisa para deixar o adversário desnorteado. Mas a malta da Rosa não é de se render facilmente, e vai homenagear os irmãos Rosado, mais conhecidos por Anjos. Isto é o equivalente a uma arma de destruição maciça, sobretudo se eles cantarem as músicas do Resistirei. Tendo em conta que os bailes são só no próximo sábado, ainda vão haver com certeza muitas movimentações das tropas. Esperemos que, algures nas trincheiras deste conflito, alguém pare para pensar no seguinte: estamos no Século XXI. Os bailes de debutantes ou de início de estação não se usam desde os tempos do Eça de Queirós.
 
 


publicado por condutoras de domingo às 20:17
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Hoje Deviam Fazer Anos
Hoje devia fazer anos o Dalai Lama. O senhor aguentou estes anos todos semi-isolado nas montanhas mas, toda a gente sabe que, com a idade, a necessidade de atenção vai crescendo. Mas, Dalai… convenhamos que há maneiras e maneiras! Já todos nós o conhecemos, por causa daqueles testes de personalidade que se trocam por mail há décadas. E por causa dos sábios ensinamentos. Ah, e claro, por causa da música. Aquela música dos Santa Maria chamada "Dalai Lama". Quando temos a vocalista dos Santa Maria a dizer: “Tu és meu guarda, meu anjo do bem” já nos podemos sentir realizados. Já é notabilidade que chegue. Não é preciso incomodar as pessoas desta maneira. Pôr a Dona Condoleezza Rice ao barulho e tudo, obrigá-la a perder tempo a apelar ao diálogo com a China… Atrapalhar os Jogos Olímpicos, e aquela cerimónia tão bonita com a tocha, na Grécia… Não era preciso! Se a ideia é aproveitar as Olimpíadas de Pequim para chamar a atenção é escusado derramar mais sangue entre os tibetanos. Basta que Dalai Lama se inscreva numa das modalidades. Salto de Plataforma de 10 metros, por exemplo. Temos a certeza que ainda consegue fazer os mínimos. É melhor é tirar aquelas vestes, que são capazes de atrapalhar o mergulho. Resta-nos desejar bons treinos e feliz aniversário! 


publicado por condutoras de domingo às 11:40
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Excentricidades
Qual a primeira coisa em que se pensa quando se ganha a lotaria? Fazer uma viagem de volta ao mundo, comprar um barco, nunca mais trabalhar, comprar um Ferrari, ir à lua, são várias das hipóteses que toda a gente põe, certo? Errado! Luke Pittard, um britânico que ganhou 1,6 milhões de euros na Lotaria Nacional do Reino Unido, voltou para o seu emprego num McDonalds, por ter saudades. Ao princípio as condutoras pensaram que esta notícia era uma peta mas o dia 1 de Abril ainda não chegou… Saudades? Mas saudades de quê? Do cheiro a fritos, dos salários baixos, da exploração, da matança de gado em excesso, da comida cheia de químicos? Este tipo até pode ter ficado rico mas é pobre de espírito…Se queria tanto voltar a trabalhar podia ter comprado um MacDonalds em vez de voltar a servir num Macdonalds. Dá Deus gás a quem tem fogões de lenha! Mas o que as condutoras acham deveras injusto nesta situação é que além de lhe ter saído a lotaria ele ainda arranja emprego...Se ele fosse português a sorte não seria tanta!Mas as condutoras compreendem o Luke e a sua vontade de continuar a trabalhar mesmo tendo um bom pezinho de meia. Se saísse a lotaria às condutoras, nós também não nos estamos a ver a ter uma vida ociosa e concerteza que continuaríamos a trabalhar…A trabalhar e muito para o bronze num Resort no Hawai e a beber martinis!


publicado por condutoras de domingo às 11:39
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Estação de Serviço - Nike Brother
Hoje a paragem na estação de serviço será breve. Porque o lema aqui é “pegar ou largar”. Nós achávamos que estava tudo dito no domínio do calçado, depois de termos ouvido os slogans da Seaside na rádio, e de termos visto Diana Chaves e Rodrigo Menezes pegando de modo sensual, quase lascivo, em sandálias e sabrinas. Achávamos isso até conhecermos o site www.nikebrother.com. E é mesmo de um irmão da conhecida marca de ténis que se trata. Mas é um daqueles filhos bastardos que os pais escondem anos a fio. Digamos que está para a Nike como a Ana Ribeiro está para a Alexandra Lencastre… Este bazar electrónico é o corolário lógico de milhares de feiras e armazéns de contrafacção. Depois de séculos a comprar ténis “Ardidas” e “Naike” (com ai) em tendas e barracas sem quaisquer condições, podemos finalmente fazê-lo sem sair de casa! E por preços ainda mais acessíveis que os praticados pela família do Quaresma. Outra grande vantagem é que as marcas vêm realmente bem escritas. Podemos comprar uns sapatinhos com o logótipo D&G que não diga “Doce Cabana” e uns ténis Lacoste que tenham realmente um crocodilo bordado e não uma anaconda. Mas tantos benefícios tinham de trazer algum “senão”. Pois tinham. Os preços são convidativos de facto… Cerca de 37 euros por calçado topo de gama… Mas… A encomenda mínima são doze pares. Iguais. Por isso, das duas uma: ou conhecemos uma equipa de andebol juvenil que calce toda o mesmo número, ou gostamos tanto mas tanto daquele modelo que não vamos usar outros ténis nos próximos 12 anos. Outra curiosidade desta loja é que se quisermos falar com o gerente, não o mandamos chamar. Adicionamo-lo no Messenger. O mail é um nada suspeito zzs62668@hotmail.com. Nós temos um certo nível de exigência nos nossos contactos por isso não adicionámos estes senhores. Mas felizmente há quem não tenha. A malta do 24Horas por exemplo, que chegou à fala com o patrão da Nike Brother. Ele garantiu que os sapatos não são contrafacção. Claro que não. Vendem-se mais baratos que um pão de kilo por mera boa vontade. Este empresário chinês só quer que a população ocidental esteja bem calçada. E vestida! Que também se vendem casacos Coogi Hoody, fatos de treino Juicy Suit e camisolas Evisu. E perguntam vocês: essas marcas são conhecidas? Que eu saiba, não. Mas para terem candonga é porque são boas. Nunca ninguém viu falsificações de camisas C&A ou meias da H&M.


publicado por condutoras de domingo às 11:38
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Condução Defensiva - O Enigma
Já aqui uma vez anunciei um novo e muito recente género literário, a literatura Maddie. Tal como previsto, a literatura Maddie teve o seu período de vacas gordas e depois esmoreceu. Até porque se estava a tornar repetitiva, tendo em conta que não havia a possibilidade de renovar a narrativa nem as personagens, a acção, o enredo. Mas, como em Portugal há muitas cabeças inventivas, surgiu entretanto um sub-género dentro da literatura Maddie. Chama-se literatura Maddie ficcionada e, tal como o nome indica, cria uma ficção a partir da história real que todos conhecemos. A distinção entre o género maior e o sub-género tem gerado uma intensa discussão no meio académico, pois é tão difícil perceber onde começa um e acaba o outro como é complicado entender onde termina a realidade e se inicia a ficção neste caso concreto. Consta que uns teóricos chegaram a levar uns valentes estalos à conta disto... Seja como for, o que é certo é que agora se publicam romances, cujos autores não negam que se inspiraram no desaparecimento de Maddie. Alguns tentam, como é o caso de Francisco Duarte de Carvalho, responsável pelo recente O Enigma da Praia da Luz. Diz ele que o livro é uma ficção baseada em factos reais e que, no entanto, não está a criar nada de novo. Isto causa alguma perplexidade porque a ficção pressupõe isso mesmo: a criação de algo que se deseja novo. E o que é que este livro conta?

Ouçam bem: uma história sobre UMA MENINA DESAPARECIDA. Onde? No Algarve, na PRAIA DA LUZ. E mais? Há DÚVIDAS QUANTO AO DESAPARECIMENTO E À INVESTIGAÇÃO POLICIAL. Só? Não! Há ainda JORNALISTAS metidos ao barulho. Então o que é este livro traz de novo? Passo a citar o autor: «Não posso adiantar muito sobre o enredo, mas revelo já que, no final, há uma criança que aparece.» Fabuloso! A única coisa que nos poderia levar a ler o livro é a estratégia adoptada pelo próprio autor para espicaçar a curiosidade dos leitores. Se isto não é esperto, caramba! Não se bastou com ele com a invenção de um sub-género literário!... Enfim, com esta revelação, espero que os ouvintes que costumam viajar connosco aos domingos de manhã estejam gratos por mais uma leitura que lhes poupámos. Não é preciso lerem este livro. A história é praticamente igual à de Maddie, só que no fim a criança aparece. É isto. Valha-nos o facto de o autor deste romance dizer que está de consciência tranquila. Haja alguém!  


publicado por condutoras de domingo às 11:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

O Que é Nacional é Bonzinho - Selecção
Não interessa nada se somos favoritos no Euro 2008 ou não, se o Deco joga ou não, se o Eduardo é convocado ou não… Numa altura em que há mais manchetes sobre os penteados do Quaresma e os brincos de diamante do Ronaldo, o que realmente interessa são os novos equipamentos da selecção. Desde logo, salta-nos à vista uma enorme injustiça… O Miguel Veloso ficou de fora porque decidiu ser modelo, o Nani, o Ricardo e o Bruno Alves são convocados precisamente para irem desfilar. Tudo bem que o fatinho não é dourado, mas é vermelhão, num misto de Fáfá de Belém e Woman in Red. E ainda por cima, logo aqueles 3! Um lesionou-se de forma invisível no Manchester – provavelmente uma lesão ao nível do mindinho da mão esquerda. O guarda-redes está abalado pela recente lesão, e parece ter a voz mais fina que nunca. Já não soa a Simba, o Rei Leão quando fala, mas sim a Timon, o amigo do Pumba. O portista também anda preocupadíssimo com lesões. Mas com as que causou em adversários. Hão de reparar que passou a apresentação toda a olhar para trás, não viesse alguém vingar-se. Tirando estas parecenças com os velhos dos marretas, estes três exemplares são também do mais feio que se arranja no balneário nacional. Nem percebemos como Scolari não chamou também Maniche e Petit. É que o conceito da apresentação parecia ser: “equipamentos tão bons que até assentam bem em gente feia”. E uma manobra de marketing destas, cá para mim, até justificava a naturalização do Drulovic.

Mas o que interessa aqui é o equipamento. Que passou de verde rubro a rubro-rubro. Alberto Barone, representante da Nike, diz que são “mais dinâmicos, mais justos ao corpo, e apresentam mais dificuldades aos adversários que pretendam agarrar os atletas de Portugal”. Se a lógica era esta mais valia terem fabricado fatos de natação. Assim como assim eles já têm a depilação feita… Outra vantagem é terem tecnologia dri-fit, que facilita o escoamento do suor. É um gesto simpático, mas a avaliar pelas últimas exibições da selecção, não vai ser necessário! Era bem mais útil se em vez de meias até ao joelho tivessem meias de descanso. Sobre o equipamento, Nani diz: “é bonito, é espectacular”. Esgotando assim dois dos três adjectivos aprendeu em Portugal. Sabe dizer também subjectivo, mas só usa em ocasiões especiais. O jogador disse “já sou leve, agora pareço uma pena”. Ainda bem, assim vai provar a insustentável leveza de ser… suplente. É que os ódios de estimação de Scolari variam tanto com as suas convocatórias. Agora já gosta de modelos, mas soubemos que odeia acrobatas. Os mortais de Nani vão ter de ser feitos na piscina. Se sobrar tempo para isso… 


publicado por condutoras de domingo às 11:33
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Queirós e Scolari

Carlos Queirós e Scolari voltaram a pegar-se. O adjunto do Manchester criticou a falta de um bom ponta de lança na equipa das quinas e Filipão não gostou. Depois do jogo com a Grécia, nós ficámos a achar que o nosso problema não era não ter ponta de lança: era mesmo ter uma equipa que não tem ponta por onde se pegue.



publicado por condutoras de domingo às 11:32
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Destravados - Ian Usher
Os Humanos fizeram sucesso a cantar "Muda de vida, se não te sentes satisfeito, lá lá lá". Parece um clichet daqueles de música para nos levantar o espírito quando estamos com neura – ou, pior, de best seller tipo "O Segredo", que é basicamente um livro que pega numa série de conselhos e provérbios das nossas avózinhas e lhes dá um look cool e Oprah-aproved. Mas houve um homem no Reino Unido que levou mesmo a sério esta história de Mudar de Vida . E para isso, nada melhor do que ver-se livre da sua vida actual... vendendo-a. Ian Usher assegura que não está armado em vendedor de automóveis pronto a meter o barrete: a sua vida é perfeita. Ele é que não a quer porque está a recuperar de um divórcio penoso. Quem se atrever a fazer a maior licitação pode ficar não só com a sua bruta casa, carro, mota e jet ski, mas também com o seu emprego e grupo de amigos. Ian quer ver-se livre de tudo o que lhe relembre os anos de feliz matrimónio com a agora ex-mulher e pelo caminho ainda faz uns trocos – que isto da vida de solteiro sai cara, com todas as refeições congeladas que é preciso comprar e todos os canais marotos que é preciso pagar para descodificar.  O objectivo deste inglês é pegar no dinheiro reunido na venda da sua vida – que está disponível para licitação no Ebay até Junho – e usá-lo para apanhar o primeiro avião que passar. Esperamos que não tenha o azar de ser um avião para Portugal. Não nos parece um sítio propício para começar uma nova vida que se quer fresca e esperançosa. Levava logo com manifestações, ficava deprimido, tentava arranjar um emprego para poder comprar a sua vida de volta e acabava a trabalhar com fiscal da EMEL e a levar com pedras da calçada no sobrolho. Uma maçada. No teste da Destravadice, Ian Usher marca 1.1. Mas esta é uma história que vamos querer sujeitar a novo balãozinho quando a vida for vendida. Com sorte, talvez seja Joe Berardo a comprá-la.


publicado por condutoras de domingo às 11:29
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Horóscopo - Mística Benfiquista
Esta semana, os astros andam com a maior dor de cabeça de todos os tempos. Sentem-se esgotados, estoirados, frustrados por nada conseguirem vislumbrar de bom no futuro da mística benfiquista. No entanto, com muito boa vontade, vão tentar aconselhá-la para que não esmoreça; mesmo sabendo que esta é uma tarefa trabalhosa, tendo em conta que, há uns meses, a mística benfiquista passou a ser apenas uma revista com artigos duvidosos e fotos de cheerleaders a quem a expressão «papoilas saltitantes» nada diz. Em suma, a mística está reduzida a pouco mais do que umas resmitas de papel. Cara mística, não permita que apostem tudo em si. Essa é apenas uma estratégia para iludir os adeptos do seu clube, na qual invariavelmente o seu santo nome é usado em vão. Dê-se ao respeito e recorra aos seus poderes mágicos para castigar os preguiçosos que se arrastam pelos relvados, os pseudo-habilidosos que não sabem centrar, os que sonharam em pequenos ser jogadores de futebol quando o único desporto que deviam praticar era o jogo da malha. Você é uma senhora respeitável e respeitada por muitos capazes de compreender o seu verdadeiro significado; você conhece o poder do amor e sabe como utilizá-lo. Em última análise, seduza os seus representantes, faça-os sentir o poder dos sentimentos que tanto lhe atribuem, demonstre-lhes que, por baixo do amor à camisola, há corações reais a bater. E outros tantos a rebentar com síncopes cardíacas. Ou, pelo menos, envie-lhes cartas de amor ridículas, daquelas com combinações amorosas e lindos desenhos em forma de esboços de planos de ataque. E não se esqueça de acrescentar notas de rodapé elucidativas, daquelas que explicam que só ganham jogos de futebol as equipas que marcam golos. Ou as que não têm o Luís Filipe como lateral. Se nada disto resultar, os astros recomendam que aposte nas memórias. Passe os próximos meses à lareira ou, se preferir, num spa, com o álbum de retratos e das boas recordações ao colo, deixando-se suavemente adormecer até à próxima época.

 


publicado por condutoras de domingo às 11:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Choque Frontal - Casamentos
Já bastava, para dar conta de qualquer vontade de casar, a ideia romântica de ter de gramar para o resto da vida com tipos que passam de giros e entroncados, a peludos, barrigudos e preguiçoso, em apenas duas semanas de casado. Mas, eis que as Finanças arranjam mais um motivo para desencorajar os apaixonados: a partir de agora, as cerimónias vão ser fiscalizadas e ai de quem não tiver factura. Desde o bolo da noiva àqueles sabonetes de glicerina com um pau de baunilha em cima a fazer chique para dar aos convidados, das echarpes em seda selvagem das tias ao velhote que conduz a charrete, tudo tem de ser declarado ao Fisco pelos noivos. Se não o fizerem, o melhor é não voltarem da Lua de Mel, pois arriscam-se a não ter dinheiro para a multa e, assim como assim, é mais divertido ser-se procurado pela polícia em Porto Galinhas ou Maceió, que o diga a Fátima Felgueiras. Isto é, na verdade, todo um desbravar de novos caminhos para o romantismo. Em vez de se procurar um rapaz que seja sincero, trabalhador e que “nos faça rir”, só temos que nos preocupar com um que não tenha os impostos em atraso. E na hora do pedido de casamento, em vez de um anel de diamantes – que para justificar nas finanças como despesas, sei lá, de saúde, deve ser o arco dos trabalhos – contentamo-nos com um arquivador colorido para guardar os recibos da casa por anos. Giro! Isto para já não falar do que acontece à própria da cerimónia. Imagino já os convidados a terem de pedir factura por cada caldo de galinha e bifinhos ao champignon que enfardarem. Ou ter a ter de passar recibo por cada nota que enfiarem na pernoca da noiva na altura do leilão da liga. A parte boa é que se calhar, quando chegar àquela coisa do “beija, beija, beija!”, se calhar aparece o fiscal a dizer “meus senhores, essa prática não é dedutível portanto, vamos lá a acabar com isso. Ou, então, não. Lembro-me agora que a parvoíce não paga imposto. E não há de facto coisa mais parva do que estar a comer tranches de maruca com camarão e a ver tias gordas a dar beijocas em tios bigududos. Enfim, o manancial é infindável e adivinham-se já práticas tão jeitosas como as dos empreiteiros que nos fazem obras em casa e nos perguntam se queremos recibo. Nos casamentos, vai ser igual, com os organizadores a fazer o mesmo, mas em mais bicha: “quer com factura? se quer com factura é mais caro, por cauda do IVA!”. Uma coisa, no entanto, não se pode negar: fica claro que o casamento é um negócio. Em vez das alianças, os noivos só tem que apresentar a factura. É mais justo!



publicado por condutoras de domingo às 11:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Betty Clinton ou Hillary Feia
America Ferrara, mais conhecida como “Betty feia”, apoia a Senadora Hillary Clinton nas primárias que antecedem as presidenciais nos EUA. America Ferrara é actualmente a personalidade latina mais influente do mundo, ultrapassando nomes como Shakira e Ricky Martin. O que as condutoras não conseguem perceber é o que Betty Feia e Hillary Clinton possam ter em comum. Vejamos! Betty Feia só dá beijinhos enquanto que Hillary segue as pisadas do marido mandando bocas sexuais subtis como dizer que “quer que Baracka Obama fique atrás dela”. Hillary Clinton não perde uma oportunidade de usar grandes decotes mostrando os seus atributos enquanto que Betty Feia usa ponchos e camisas abotoadas até ao queixo. Hillary Clinton é advogada e Betty Feia é jornalista. Hillary é descendente de ingleses e Betty de mexicanos.  Mas depois de as condutoras terem dado voltas e mais voltas concluímos o óbvio: o que Betty Feia e Hillary Clinton têm em comum é o fraco gosto para se vestirem!


publicado por condutoras de domingo às 11:22
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Tão Mau Que é Bom - A Saudade
Nós sabemos que a realidade portuguesa é bem diferente dos filmes. Mesmo dos portugueses! Sabemos que o senhor prior lá da paróquia nunca andaria enrolado com a Soraia Chaves – quanto mais não seja porque não a conhece. Sabemos que os gangs da Zona J não usam alcunhas mariquinhas como “Pantera”. Sabemos que o Nicolau Breyner não é corrupto nem fuma charuto. Sabemos que uma “Viagem ao Princípio do Mundo” demora um bocadinho menos que três horas e meia. Mesmo a pé. Enfim, estamos preparados para esse tremendo contraste entre o mundo real e a ficção. Mas tudo o que é demais deita por fora. Não custava nada dar um bocadinho de acção aos casos policiais da nossa praça. Vamos ao exemplo mais comum: o foragido. Nos filmes (ou em novelas da TVI chamadas “A Outra”) são pessoas que fazem operações plásticas, falsificam documentos e mudam de nome. Malta que se refugia em tocas escuras, estilo Saddam Hussein, e que só sai à rua com gabardina até aos pés e óculos escuros, tipo Inspector Gadget. E como é óbvio essas saídas arrojadas só têm lugar quando há assuntos urgentes para resolver. Como ir ao hospital retirar uma bala alojada no peito ou ir ao funeral do padrinho. A coisa muda de figura quando falamos da vida nacional. Esta semana um recluso evadido em 2006 da prisão de Coimbra foi apanhado. No jornal surge como Alfredo – nome fictício. Por aqui se vê a falta de categoria de tudo isto. Se fosse um fugitivo de Alcatraz chamava-se pelo menos Clint Eastwood. Como é ali do Estabelecimento Prisional de Coimbra, chama-se Alfredo. Adiante. Depois de quase 2 anos de fuga bem sucedida, este homem, condenado a 12 anos de prisão por burla e contrafacção, foi apanhado pela polícia. E perguntam vocês: onde se deu a detenção? Numa das movimentadas linhas do metro de Nova York? No Rio de Janeiro, junto à residência de Fátima Felgueiras? Numa sucursal dum banco na Suiça, a tomar conta do offshore? Nada disso. Foi num sítio também ele cheio de glamour: Pocariça, a poucos kilómetros de Cantanhede. E porque é que o Alfredo se deslocou até lá? Provavelmente para receber uma mala cheia de dinheiro, ou uma nova máquina para imprimir notas falsas. Ou, pronto, um kilo de haxixe que fosse. Pois. Não. Ele fez um longo caminho até lá porque era… Domingo de Páscoa e quis visitar a família. Quando se viu cercado, não ofereceu qualquer resistência e a polícia não teve que recorrer à força. É natural. Ele provavelmente já tinha o que queria: um Kinder Gran Surpresa, daqueles que trazem peluches e tudo. E como a operação foi pacífica se calhar ainda deu tempo para levar umas amêndoas de licor para os amiguinhos da prisão. 


publicado por condutoras de domingo às 11:21
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

De Encontro ao Pára-Brisas - Multas
Todos nós aspiramos à riqueza. Seja preenchendo religiosamente o boletim do Euromilhões e rogando pragas à nossa mãe por não termos nascido no dia que nos faria ter eleito determinado número certeiro como o “da sorte”; seja tentando ter um emprego que nos garanta dinheiro a rodos na conta bancária com direito àqueles cartões de crédito dourados e tudo. E há profissões que associamos à riqueza. Algumas são mais difíceis de atingir – como ser rei de um país cheio de petróleo ou dono de um império de hipermercados ou criador de unicórnios. Mas outras parecem-nos quase possíveis. Como ser advogado, por exemplo. Ser advogado só pode dar dinheiro a rodos. Caso contrário, porque raio é que nove em cada dez pais querem que os filhos vão para Direito? Por isso, foi com alguma consternação que vimos esta semana um mito cair por terra. Afinal, ser advogado não é a vida de fotografias na Caras ao lado de tapeçarias com faisões que vemos por aí. Aliás, um advogado pode ganhar ainda menos do que o miúdo com acne e caspa que frita batatas no McDonalds´s e mete bonecos do Shrek no Happy Meal. Um grupo de trinta e dois advogados vai trabalhar na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para tentar evitar a prescrição de multas de trânsito. E o que é que cada advogado resolve por resolver estes casos? A estonteante quantia de um euro e sessenta e sete cêntimos por multa. Ora um euro e sessenta e sete cêntimos vale menos do que aqueles 25 paus que nos davam para comprar rebuçados quando éramos miúdas. Dá para uma bica e um 24 Horas e pouco mais. Para poderem comer um mísero mini-prato ao almoço, têm de resolver pelo menos três multas – e isto se não tiverem aspirações a coroar esse mini-prato com um pudim flan como sobremesa. É de uma pobreza franciscana que até mete dó. De tal maneira que as Condutoras deixam o apelo: por favor, automobilistas deste país, causem mais multas de trânsito. Se todos contribuirmos, estes advogados vão ter uma vida mais feliz.
 


publicado por condutoras de domingo às 11:19
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Maria das Dores

Esta semana foi pedida em tribunal a pena máxima para Maria das Dores, a socialite que claramente nunca leu uma Agatha Christie para tirar ideias sobre como cometer um crime em condições. O que nos preocupa é que se Maria das Dores ficar presa pode voltar a ter ideias. E, lembramos, a última vez que ela teve uma ideia foi: “e se eu pedisse a um taxista para dar uma marretada no meu marido?”. Não estamos perante uma daquelas pessoas que ganham os queijinhos todos no Trivial Pursuit – esta senhora deve um pouco à inteligência. Pelo que já estamos a imaginar o seu raciocínio para tentar fugir da cadeia: “e se eu pedisse à Tina Marreca da cela ao lado para me escavar um buraco com uma colher de sobremesa do pudim flan? Nunca ninguém iria saber”.



publicado por condutoras de domingo às 11:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

De Encontro ao Pára-Brisas - O Plágio
E eu que andava convencida de que o plágio era uma prática mais frequente no meio literário e mais apreciada em casa de Clara Pinto Correia?! Estava enganada! O plágio, como qualquer hábito pouco escrupuloso e muito preguiçoso, é coisa para ter tanta procura como um Big Mac e para se espalhar por todas as áreas criativas como um cancro maligno em organismo humano. Se acham que não, então fiquem sabendo que o fabuloso fashion designer Marc Jacobs, director criativo da não menos fabulosa casa Louis Vuitton, plagiou a estampa de um lenço. Senhoras e senhores, é o escândalo! E quem o causou não foi necessariamente o autor do plágio, pobre desse que sai sempre ileso, mas sim um indignado sueco de 55 anos que vive em Arvika, ou seja, num local de que nunca ouvimos falar. O homem, o seu bigode, os seus óculos e a sua camisola com borboto à vista (vão ao nosso blogue comprovar o que digo!) têm tudo menos ar de quem sabe o que anda Marc Jacobs a criar. Mas o que é certo é que estava o designer americano todo satisfeito a vender lencinhos de seda a 150 dólares quando, no outro extremo da moda ocidental, se ouviu uma voz sueca, gritando a plenos pulmões que os direitos da estampa eram dele. Göran Olofsson olhou para a criação de Jacobs e vieram-lhe à memória as cores de um lenço que o pai dele, o senhor Gösta, tinha criado em 1950. Ora aí está uma boa lição para Marc Jacobs. Lá porque o pessoal da moda passe a vida de canudinho em punho e ganza na mão, vivendo por estações, caminhando por tendências e tendo uma noção de passado e memória muito pouco elástica, não significa que um sueco da província se esqueça do que a família andou a fazer há mais de meio século. Não, não! O homem lembrava-se e bem. E mais: guardava, ainda intacto e sem buraco de traça, o lencinho criado pelo pai. E, com ele estendido, decidiu comunicar ao mundo que este é um claro caso de plágio. Convenhamos que a manobra de Marc Jacobs não foi nada inteligente. Então o homem, que é americano, vai plagiar uma estampa típica de uma região sueca?! Então o homem, que é urbano da cabeça aos pés, vai copiar motivos pitorescos e campestres, com igrejas, flores e ursos?! Então o homem vai imitar um souvenir de Linsell?! O único cuidado que o designer teve foi mesmo substituir o nome da vila pelo dele e, claro, dar um acabamento mais sofisticado à coisa. E, pronto, até agora, ao que parece, não disse mais nada. Fica o sueco a aguardar o pagamento dos direitos e satisfeito por poder finalmente anunciar  que o pai foi um homem à frente do seu tempo. Já Marc Jacobs poderá ser encontrado, de agora em diante, numa banca da feira de Carcavelos, gritando a boa voz «Olha o lencinho autêntico!».



publicado por condutoras de domingo às 11:16
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

pesquisar neste blog
 
links
subscrever feeds
tags

todas as tags

Julho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
29
30
31


blogs SAPO