as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Sinais de Luzes - 27 de Janeiro
Mínimos
Para Bill Clinton. Que adormeceu durante uma cerimónia evocativa de Martin Luther King. É caso para dizer: “he had a dream!”. Literalmente. Bill deixou a mulher a fazer campanha na Carolina do Sul, que ela é que tem idade e saúde para essas coisas, e tirou uns dias para descansar. E que sítio melhor pode alguém escolher, para passar pelas brasas, do que uma Igreja Baptista? À partida nenhum. Salvo 2 excepções: ser-se ex-presidente dos EUA e estar exactamente atrás do púlpito dos discursos. É que dá um bocadinho nas vistas… Muito se falou há uns tempos do miúdo que bocejou enquanto ouvia um discurso de George Bush… E esse nem sequer chegou a adormecer, coitado. Além disso tinha duas atenuantes: 1º, a conversa do Presidente era bem mais monocórdica que a do filho de Luther King (que passou o tempo aos berros), 2º: o miúdo estava em fase de crescimento. Aquela em que se dorme 14h por dia sem problema. Agora Bill…? Um homem tão activo? Conhecido pela sua vitalidade e vigoroso sopro no saxofone? (Não há qualquer tipo de insinuação de mau gosto nesta frase!). Ele dormiu mesmo profundamente, com direito a cabeçadas no ar e tudo. Só faltou babar-se para cima do executivo do lado.

              

Esta é a prova derradeira de que Hilary vai perder as eleições. Porquê? Porque a partir desta semana Bill é, oficialmente, o “Mário Soares lá deles”, dos americanos. Isto implica que a sua esposa seja uma Maria de Belém, ao melhor estilo América do Norte: pode arriscar mais nos tons dos vestidos, mas viverá condenada às obras de caridade e aos leilões na mesma. Ela que se prepare não só para a derrota eleitoral, mas também para ver o seu marido adormecer em tudo o que é cerimónia pública, arranhar um “Salut comment ça va?” macarrónico a qualquer momento, e passear em cima duma tartaruga gigante nas próximas férias de Verão. Ah, e claro, neste processo de Soarização, Hilary vai ter de dar a Bill Clinton uns suplementos. Para ver se engorda um bocadinho. Por nós, tudo bem, desde que não façam nascer mais nenhum João Soares. O mundo não está preparado para dois.

Médios
Para o leite! Que vai subir mais de 10 cêntimos por litro já em Fevereiro. Engraçado que quando fazemos contas ao litro normalmente falamos em gasolina. Agora a inflação chegou ao reino dos lacticínios, o que promete deixar muitas famílias não à beira dum ataque de nervos, mas duma crise de descalcificação. E não é preciso esperar pelo mês que vem para ver os primeiros efeitos desta crise. Basta ir a um qualquer supermercado para ver as prateleiras do leite completamente vazias. Um distribuidor, em declarações à imprensa, disse que vivemos um compasso de espera. Quem distribui prefere aguardar uma semana sem repor stocks para poder ganhar mais 10 cêntimos por pacote. Já estamos mesmo a ver. Da próxima vez que formos ao Continente dão-nos uma senha de racionamento à entrada, como em tempo de guerra. E se tivermos direito a um daqueles pacotes de Nesquick com palhinha já é muito bom. Essa é toda a lactose que entrará no nosso organismo durante esta semana. Mas a verdadeira festa vai começar depois. Com um aumento previsto de 37% por pacote, no 1º trimestre deste ano, podia até criar-se uma bolsa do leite. E isto não é mais uma alternativa ecológica aos sacos de plástico nos hipers, é mesmo uma Bolsa de Valores. Em vez de Euronext podia chamar-se Lactogal. E assim acompanhávamos as oscilações nos jornais. Víamos se as acções da Gresso e da Agros estão em queda, como está o índice Mimosa ou qual a cotação da garrafa de UCAL. Se, por exemplo, tivermos em casa um pacote de Matinal Meio Gordo a desvalorizar 4% podemos sempre tentar uma transacção, com poucas comissões. Trocar por um pacote de UHT Parmalat, que sempre tem capitais estrangeiros.


Máximos
Para quem se deu ao trabalho de vandalizar a lápide de Salazar. Não valia a pena. Nós sabemos que os vencedores de concursos televisivos despertam sempre grande curiosidade, mas é mais fácil abordarem um mais recente. Ainda há um mês um senhor ganhou um cheque chorudo, por ter provado que sabia mais que um miúdo de 10 anos – coisa rara entre os portugueses. Mais valia incomodá-lo a ele do que ao ex-ditador, ou ex-salvador da pátria, conforme os gostos! Porque ele só consegue materializar-se diante de nós quando invocado por Maria Elisa. Fora isso, recusa-se. É escusado insistir. O Presidente da Câmara de Santa Comba Dão, onde fica o cemitério, acha que isto foi uma manifestação de cariz político. Faz algum sentido. As últimas manifestações políticas em Portugal, como o louco aumento de 5 cêntimos nas reformas ou a construção do aeroporto em Alcochete, deram-se todas pela calada. A altas horas da noite e rezando para que ninguém dê por nada. Tem tudo a ver com este cenário do cemitério de Santa Comba Dão. O Presidente da Câmara afirma mesmo que “foi puro vandalismo, alguém que agiu mesmo com maldade, de propósito, porque trouxe um paralelo da rua, que foi encontrado no chão do cemitério”. Ora aqui está um argumento de peso. Nunca mais nos tribunais se ouvirá a dúvida “teve ou não intenção de matar a vítima?”. Porque bastará perguntar: “levou um paralelo da rua?”. Se levou, é porque foi mesmo um crime cruel. Se levou só umas armas de fogo ou um machado, o mais provável é que tenha sido sem querer.



publicado por condutoras de domingo às 14:44
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Condução Defensiva - Maria Filomena Mónica
Há assim uns livros que insisto em ignorar. Faço-o por apreciar ter saúde e por saber que não adianta revoltar-me por existir quem os edite e compre. No entanto, quando pessoas competentes denunciam a publicação de um livro, a obra torna-se irresistível. Num só sentido, claro: é de certeza tão má que há por ali comédia garantida. Isto aconteceu com Cesário – Um génio ignorado, de MªFilomena Mónica. Eu bem que dei de caras com o livro e dele fugi a sete pés, mas o que sobre ele escreveu Eugénio Lisboa fez com que cedesse à tentação de um verdadeiro pecado mortal: perder tempo a ler uma péssima biografia. É que Eugénio Lisboa, ao contrário de Filomena Mónica, não gasta papel à toa e muito menos se sente na obrigação de denunciar uma vergonha literária se os motivos não forem graves. E o que se passa nas páginas de Cesário – Um génio ignorado é tão grave que justifica que se fale da «indesejada e trôpega incompetência» de Mónica. A expressão é precisamente de Eugénio Lisboa, uma pessoa rara que não hesita em pôr o dedo na ferida, mesmo nos casos em que as aparências mediáticas as ocultam. Como é óbvio, Filomena Mónica acha que não tem feridas, até porque, na opinião que tem dela mesma, é linda e inteligente. Pois, eu, sempre que reparo nela, descubro uma gigantesca escara intelectual colonizada pelos piores germes, os da arrogância e da ignorância. Tranquiliza-me apenas o facto de ela própria o assumir neste livro (não percebendo que o faz, claro). Mónica admite ter escolhido biografar um poeta sem, no entanto, gostar de poesia. Ao que parece só conhecia a «Balada da Neve» e uns versos d’Os Lusíadas. Para ultrapassar isto e conseguir penetrar nos mistérios da poesia, comprou uma enciclopédia de nome sonante e, já com ela debaixo do braço, percebeu que dominar tão delicada matéria seria coisa para levar uns anos. Ora, ela não estava para isso, até porque assim o livro nunca mais sairia, um excelente plano B, sem dúvida, e também a prova de que o que lhe falta em inteligência e sensibilidade literárias sobra-lhe em esperteza saloia. E lá foi ela, loira e divina, enchendo páginas com paráfrases dos poemas do pobre Cesário, uma espécie de copy-paste de terceira categoria tão delirante e hilariante quanto deprimente. Tudo isto porque, qual Madre Teresa das Letras, sentiu o apelo divino - ela foi a escolhida para dar a conhecer aos seus contemporâneos Cesário, o poeta a quem Pessoa chamou Mestre, o poeta que determinou o rumo da poesia portuguesa do século XX. Ah, pois é, Mena Mónica descobriu a pólvora poética! E, com os livros que vender, vai conseguir estilhaçar o verdadeiro sentido da obra de Cesário. Ora digam lá se a ignorância não é mesmo uma benção nesta nossa terra das “oportunidades aos oportunistas”?!


publicado por condutoras de domingo às 14:43
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Estação de Serviço
Hoje viemos às caves da estação de serviço. Não viemos à adega senão não havia condições para seguir viagem. Preferimos descobrir as maravilhas do vinagre. Está prometida uma grande azia, mas… É o preço a pagar por um desporto radical: “Experiência Sem Risco 90 Dias”. O anúncio avisa que estamos “protegidos pela garantia do editor”. Isto dá-nos imensa segurança e faz-nos encomendar já O Livro do Vinagre. Da autoria de Emily Thacker, essa “prestigiada autora de obras sobre saúde natural”. Confiança não lhe falta. Diz assim: “trata-se, certamente, do livro mais completo desde a descoberta do vinagre há 10000 anos”. Eu não sei, mas arriscava-me a dizer que a Bíblia é um bocadinho mais completa. É certo que não tem nenhum versículo que nos ensine “308 maneiras naturais de enriquecer a sua vida pessoal e a sua casa com vinagre.” E aí, perde logo. Aquela história do amar o próximo e tal… O que é isso quando podemos aprender a tratar tosses, constipações, picadas de insectos, hemorróidas e pé de atleta? É verdade: vinagre e já está. Jesus Cristo fez muitas coisas de louvar, é certo. Mas nunca nos deu nada para limpar o chão, roupa escura e com cores, objectos de latão e cobres. Pela 1ª vez vamos ter a oportunidade de usar o mesmo produto para evitar problemas circulatórios e afagar o soalho. E ao pé disto um milagre tipo “levanta-te e anda” perde algum impacto. Até porque o vinagre alivia cãibras nas pernas durante a noite, o que é quase a mesma coisa. Eu nunca gostei de leite (daí se explica a minha portentosa altura), o que me coloca um problema todas as manhãs. Colocava! Porque agora tenho a solução. Para quê iogurtes? A partir de hoje o meu pequeno-almoço será: uma grande caneca de molho vinagrete. É que o leite só tem cálcio, o vinagre tem “mais de 93 componentes diferentes para ajudar a combater os males que o afligem”. É uma coisa destas que eu quero. Uma coisa que eu beba e me diga como vou pagar a prestação do carro, se os meus filhos vão nascer saudáveis, ou se vou ser penhorada pelas finanças. A Ana Bola tem de deixar aqueles anúncios falaciosos em que diz que só está apresentável por beber muito leite. Tem de fazer um onde coma 2 frascos de Pickles. É que o vinagre oferece imensas perspectivas de futuro. Diz a autora: “vai ficar encantado por engarrafar os seus próprios vinagres, pode até acabar por vender as suas criações em lojas de prendas”. É por isso que o vinagre cura qualquer aflição: garante-nos saúde, trabalho e dinheiro. É melhor que o Pacto de Estabilidade. Diz o anúncio que quando lermos o livro vamos dizer “Há alguma coisa para a qual o vinagre não seja bom?”. Eu ainda não li mas respondo já: claro que não!


publicado por condutoras de domingo às 14:41
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Quem Deve Substituir Rui Santos no Tempo Extra?
No famoso “Tempo Extra”, Rui Santos lançou mais uma das suas acutilantes questões. Daquelas que nos fazem repensar a nossa existência. Desta vez foi: “Quem deve substituir Soares Franco no Sporting?”. Depois, o costume: gráficos 3d, citações de filósofos alemães, enfim, mais do mesmo. E quando parecia que estava a cumprir tão bem o seu papel, eis que se dá mais um revés na carreira de Rui Santos, que tem agora a cabeça a prémio. Ou melhor: a farta cabeleira a prémio! Os sportinguistas lançaram no seu site oficial a pergunta: “Quem deve substituir Rui Santos no Tempo Extra?”. Amor, com amor se paga. E como as Condutoras não resistem a um bom romance, querem também dar a sua achega! Aqui ficam as sugestões para novo guru da bola: Marcelo Rebelo de Sousa, já que foi ele que inventou aquela coisa das sugestões de livros, e até o livro dos Bombeiros de Sesimbra é mais interessante que “As 308 tácticas do futebol”. A Maya, que já mostrou os seus dotes de comentadora desportiva e pelo meio sempre acrescentava informação útil, sobre as namoradas dos jogadores. O Carlos Capote, que sempre fazia uma feijoada de chocos, e está habituado a lidar com aqueles contadores de tempo da cozinha. Ou, seguindo a mesma lógica, o Mário Crespo, que tem a escola do 60 Minutos e sempre sabe mais sobre o Heidegger do que Rui Santos.
Ou então, podemos ir directos ao assunto e chamar uma dona de casa acabada de sair dos cabeleireiros Zulma, com uma daquelas mises baixinhas. Basta que ela cruze os braços e espere pelas perguntas do pivot, que faz o mesmo efeito que o Rui Santos. Se quisermos um apontamento de cor, basta que a dona de casa se chame Maria José Valério.


publicado por condutoras de domingo às 11:52
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O Irmão do Sócrates
O novo responsável pelo gabinete de comunicação e imagem do Instituto da Droga e Toxicodependência foi, esta semana, violentamente atacado, tanto nos jornais, como na blogosfera, por ter aceite tal emprego. Mas porquê? Porque é que terá sido? Bom, assim de repente, a primeira razão que encontrámos foi o facto de este senhor se chamar António Pinto de Sousa. Mas, então, quem é este Tony para merecer assim tanto chapadão verbal? Será filho do Jardim Gonçalves? Cunhado do Jorge Sampaio? Primo do Salvador da Operação Triunfo? Parece que não. António Pinto de Sousa é o irmão do nosso Primeiro-ministro José Sócrates.
Assim, percebe-se o alarido: só pode tratar-se de mais um caso de “uma cunha bem metida”. Mas, ao ver-se acusado de ter arranjado um tacho, António Pinto de Sousa afirmou a sua inocência, dizendo que arranjou o emprego por mérito próprio e até se disponibilizando para revelar o valor do seu ordenado. E é aqui que a história muda de figura. António Pinto de Sousa, o que terá conseguido uma cunha do seu querido irmão primeiro-ministro, ganha apenas... 700 euros. Tanto barulho por 700 euros? Sócrates deve ter mesmo o irmão em má conta! O que lhe terá feito António nos tempos de infância? Deve ter roubado a chucha ao Sócrates e este agora apronta uma vingança disfarçada de cunha. Até num call-center a fazer telemarketing se ganha mais do que uns míseros 700 euros! Mas será que ninguém aprendeu nada durante todo o tempo em que Santana Lopes esteve a mandar nisto. Ele sim, soube fazer as coisas: não só abandonou entrevistas a meio e aumentou a popularidade, como meteu uma cunha para o filho Gonçalo e pô-lo a ganhar 1400 euros. As Condutoras condenam estes tachos e acham que a ASAE os devia fiscalizar, para não ser só as ginginhas e os cigarrinhos. Mas esta história toda até tem um aspecto positivo: Sócrates não disse que ia arranjar 100 000 empregos? Um já está, só faltam 99 000…


publicado por condutoras de domingo às 11:50
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Horóscopo - Bolsa
Há muitos anos que a Bolsa não se sentia assim, tão murcha e infeliz. Os astros não trazem as notícias mais solarengas; apenas alguma esperança e alguns conselhos para que a Bolsa vença este marasmo geral. No plano da saúde, recomenda-se a ingestão de vitaminas fortes e eficazes para que a Bolsa possa crescer forte e saudável. Os astros aconselham ainda a frequência de um terapeuta das cores para fugir ao colapso. Talvez esteja aí o segresso do seu sucesso, cara Bolsa. A cromoterapia ensiná-la-á a afastar-se do vermelho, cor carregada de uma negatividade capaz de desequilibrar os seus chakras ou campos energéticos. É bem sabido que a cromoterapia é eficaz no combate às disfunções orgânicas e financeiras. No campo social, recomenda-se alguma reserva (a melhor é a federal norte-americana), não só pela quantidade de pessoas com que se aproximam de si interesseiramente, mas sobretudo porque as más companhias tendem a rodeá-la. Liberte-se delas com tacto e inteligência. Um aviso especial para uns senhores que respondem pelos nomes Dow Jones e Nasdaq. Estarão constantemente a querer levá-la para uns territórios sombrios e muito abaixo do nível da água. E nem os juros vão poder ajudá-la a si, cara Bolsa, se insitir nas saídas nocturnas com o Psi 20. Com a família, há que trocar o carrossel por um trampolim. É bastante claro que o movimento carrossel não a favorece, apenas traz mais instabilidade à sua vida e deixa quem de si depende com um nervoso miudinho de tal ordem que prejudica o crescimento saudável de unhas, cutículas e cotações. Invista, por isso, num trampolim para o jardim, ou para outro terreno positivo qualquer, e treine os saltos bem altos. E, Bolsa, por favor, seja generosa, deixe-se elevar na estratosfera e espalhe a felicidade por todo o universo de investidores.


publicado por condutoras de domingo às 11:45
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Choque Frontal - ASAE
As Condutoras de Domingo continuam a seguir atentamente todas as actividades da ASAE. Isto é muito melhor do que ter um clube de futebol, que só joga ao sábado, seguir uma série que só dá à 4ª ou estar inscrito na Associação Recreativa, que só tem excursões uma vez por mês. Pena já não termos idade para ter posters no quarto, senão era mais que certo que todos os actores, modelos e cantores, seriam substituídos por António Nunes. O director da ASAE. O homem que, na sua deslocação ao parlamento, fez a imprensa largar o aprumado Sócrates para o fotografar a ele. O homem que disse, em plena assembleia “Sou português, com todos os defeitos e virtudes, cometo erros”. No seguimento de ter sido o primeiro a quebrar a regra que ele próprio inventou. O que é fascinante. António Nunes, ficou exausto com tanta pergunta da bancada do PP. Um partido, que aliás, devia ser fiscalizado pela ASAE, por não ter o mínimo exigível de militantes. Depois de o acusarem de não ter autoridade moral, disse o seguinte: “se um inspector-geral tem de ser um eremita acérrimo, esqueçam!”. Se calhar o problema é mesmo esse: uma vida social demasiado intensa, que lhe rouba tempo para alguns detalhes. Como por exemplo, descobrir que os extintores da sede da ASAE estavam todos fora de prazo. Também, é natural que não tenha dado por isso: o homem quando não está em soirées no casino, está a correr o país de lés a lés, género digressão. Só que em vez de dar concertos, faz apreensões. António Nunes deu também motivos muito válidos para os seus agentes terem tido formação com a SWAT e actuarem encapuçados. Em 1º lugar, porque têm de lidar com contrafacção, um assunto muito delicado, e em 2º lugar porque não podem correr o risco de serem reconhecidos localmente. Faz sentido. Imaginemos, para já (porque vale mesmo a pena ter esta imagem), um agente da ASAE a irromper por um café, estilo ninja, para apreender pastéis de nata em miniatura, que estavam ilegalmente a ser vendidos como “natinhas”. Apreensão feita, com alguns truques de matraca e muito sangue derramado pelo meio, o agente encapuçado vai à sua vida. Tudo muito bem. Se ele por acaso não estivesse de cara tapada, nem imaginam as represálias que podia sofrer na vizinhança. Que este pessoal da indústria alimentar não brinca em serviço! Quem deve estar com vontade de fazer a folha a António Nunes é o leiloeiro da Festa das Chouriças, em Querença. Teve de se equipar de bata branca, luvas de látex e touca. Só para pegar numa chouriça e perguntar quem dá mais! O homem dizia que parecia um padeiro. Aqui para nós, parecia um trabalhador numa central nuclear, de tão apetrechado que estava.


publicado por condutoras de domingo às 11:40
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Terrorismo em Portugal
Mas todas estas normas e imposições só nos aproximam mais da meta europeia, como José Sócrates tanto ambiciona. E agora, como qualquer bom país civilizado até temos terrorismo.
Sim, esta foi a semana em que a ameaça terrorista chegou finalmente a Portugal, com direito a alertas às cores, fronteiras vigiadas e 3 ou 4 polícias de bigode a mirar árabes com ar de caso.
O alerta foi dado pelos serviços secretos espanhóis: Portugal poderia estar na mira dos terroristas e ser, em breve, alvo de atentados. uhh! Que medo! Bom, para já é duvidoso que os terroristas tenham sequer ouvido falar de Portugal e, depois, há que ponderar no interesse estratégico na batalha contra o ocidente de atacar esta coisita ao lado de Espanha: nenhum.
Durante dois dias, ainda vibrámos por estarmos, finalmente, no clube dos grandes, dos que têm ameaças de atentados e assim. Como daquela vez em que Durão Barroso se foi meter na fotografia, à conta da guerra no Iraque. Mas, foi sol de pouca dura. Depressa se percebeu que a ameaça terrorista se resumia, afinal, a dois paquistaneses que andavam a monte em Portugal.
Muito provavelmente, estes pobres homens apenas vieram cá planear atentados por engano. A ideia deles era Madrid, mas viraram mal numa estrada e quando deram por ela estavam a comer uma açorda em Elvas. Ou, então, simplesmente, saíram um bocadinho da área limítrofe do Martim Moniz e foram até à baixa de lisboeta, que é o suficiente para ser considerado “dois paquistaneses a monte em Portugal”.  De qualquer maneira, José Sócrates levou a sério esta ameaça e reagiu ao perigo terrorista como sempre faz em situações de tão grande importância internacional: foi correr uma mini-maratona. Ok, não foi um jogging numa grande praça europeia, mas assim, de repente, com os terroristas à porta, uma corrida em Viana de Castelo foi o melhor que se pôde arranjar. 


publicado por condutoras de domingo às 11:38
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Unidose
Todo o drama da família poderia ter sido evitado se a proposta do CDS-PP para a venda de comprimidos em unidose tivesse sido aceite e já estivesse há muito tempo em vigor em Portugal. Com uma carteirinha só com um soporífero à mão, seria mais difícil pôr a pequena Maddie a dormir. Logo, seria mais difícil ela desaparecer...
Mas o que está feito, está feito. E isso já lá vai. De qualquer forma, a proposta foi chumbada e os medicamentos vão continuar a ser vendidos em caixas de 12, 24, 36 e, por ai fora. Isto apesar de se ter provado que um quinto dos remédios receitados não são utilizados.
A associação portuguesa da Indústria farmacêutica diz que a venda em unidose põe em risco a saúde pública. E é capaz de ter razão: se as pessoas apenas usarem os 3 benurons de que precisam e deixarem o resto da caixa a apodrecer na gaveta, como é que os farmacêuticos vão conseguir avaliar os prazos de validade dos medicamentos? Há todo um estudo cientifico aqui!
Além de que se comprássemos apenas os 5 anti-gripe de que precisamos em vez de uma caixa inteira, gastávamos muito menos dinheiro. E isso é muito mau para a saúde pública... sobretudo para a saúde pública de alguns industriais de farmácia que passariam a andar mais chateados pois já não poderiam comprar um carrinho novo. De qualquer forma, que não se pense que o governo pôs de lado a ideia da unidose. Não. O executivo gostou da proposta do CDS-PP e vai usá-la... mas não nos medicamentos. Prefere antes aplicá-la no sector das urgências. Sim, porque no final o objectivo é haver mesmo só uma.


publicado por condutoras de domingo às 11:37
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Maddie vs Mariluz - Round 2
Já tínhamos falado deste embate na semana passada, mas seguimos hoje para um novo round. De um lado do ringue, de olho esbugalhado em riste, Maddie. Do outro, com Gipsy Kings como som de fundo, Mari Luz. O duelo entre as duas catraias parece não ter fim à vista, mas estamos convencidas que os dados estão desde já viciados e que esta não será uma luta limpa e justa. Nós explicamos. Quando desapareceu a menina loira e angelical, começou-se por dizer que tinha sido levada num automóvel para ser traficada. Já da pequena cigana, diz-se que foi levada numa furgoneta para ser vendida ao circo.
Mas porque é que a Mari Luz, lá porque é de uma etnia que vende o DVD do “Cloverfield” a cinco euros, tem logo de estar envolvida num modesto rapto de série B envolvendo meios de transporte com um nome ridículo e actividades circenses? Enquanto isso, Maddie fica-se a rir na sua grande produção hollywoodesca, com direito a cameos do Papa e tudo. E Mari Luz que se amanhe, entre palhaços, contorcionistas e mulheres barbudas.
E quem está por trás disto? Não queremos soar repetitivas, mas a culpa é novamente do mordomo, perdão!, do casal McCann. Cegos de ciumeira por estarem a ver a opinião pública a trocar a sua Maddie, ainda por cima por uma miúda mais nova, passaram à acção. “Ah, desapareceu outra cachopa ainda mais fofa? Então nós vamos… vamos… vamos arranjar um retrato robot de um suspeito tão bom que ninguém se vai perguntar porque raio estivemos desde Maio para o arranjar”. E toca de inundar tudo com milhares de cartazes do malvadão que tem a Maddie, a ver se os corações desse mundo pendem novamente para o lado deles. E, ainda por cima, toda esta acção é feita com um perturbante requinte de malvadez: então não é que o suspeito parece mesmo um cigano? Que é como quem diz: “estes são todos da mesma laia, cá para mim foi a família da Mari Luz que lhe deu sumiço juntamente com um arroz de feijão malandrinho”. Os McCann não querem perder o estatuto de estrelas que tantos meses demoraram a conquistar. Estão prontos para a guerra e ai de quem se meta no seu caminho. Para já, recusaram qualquer ajuda ao casal Cortés. É que o drama de Maddie já se sabe que vai dar um filme blockbuster. Já a tragédia de Mari Luz, com sorte, talvez chegue a uma curta-metragem daquelas que passam na RTP 2 a horas em que só padeiros, seguranças e gente com insónias está acordada.


publicado por condutoras de domingo às 11:30
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Destravados - Adnan Ghalib
Está pois visto que Luciana caminha a passos largos para ser a nossa Britney. Mas a original, essa, continua imbatível. De tal maneira que tínhamos de a ter de volta aos Destravados. Mas não é a própria quem hoje vai soprar no balão: o seu representante será Adnan Ghalib. Adnan foi, até há poucos dias, namorado de Britney. E como começou a bonita história de amor? Bom, sabem aqueles filmes onde a paixão à primeira vista surge entre dois mundos opostos de um modo improvável e impossível? Pois, foi qualquer coisa desse género, só que menos poético: ele é o paparazzi, ela é a paparizada. Viveram um lindo romance até que ela descobriu – e desta ninguém estava à espera! – que ele queria era fazer dinheiro à custa dela. Que raio de mundo é este onde uma estrela em desgraça não pode nem confiar num parasita que tira fotografias desfocadas para ganhar a vida? O horror, a desilusão quando se veio a descobrir que ele já tinha um contrato de 5 milhões de dólares para vender fotos e dar entrevistas! E é aqui que está o detalhe que as Condutoras acharam mais curioso: entre as fotos que Adnan queria vender encontram-se fotografias… dos SMS que Britney lhe mandava.


Fotos de um telemóvel com um SMS lá escrito? Isso consegue ser menos interessante do que umas polaroids de um parquímetro ou ums foto tipo passe do Caneira. Adnan, nós sabemos que fotos das partes intimas da Britney já toda a gente tem, mas esperávamos mais de ti! Posto isto, temos de lhe dar apenas um 0.8 em termos de Destravadice. É poucochinho, mas ele que se tivesse esforçado mais.


publicado por condutoras de domingo às 11:27
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De Encontro ao Pára-Brisas - Queen Elizabeth vs. Faisão
A realeza já não é o que era, e disso já nós sabemos desde que a Stephanie do Mónaco começou a ter como namorados saltimbancos tatuados; ainda por cima, uns a seguir aos outros. Mas a princesa Stephanie sempre viveu entre estrelas e é uma rapariga jovem. Ao contrário de Elizabeth, a rainha de Inglaterra, uma senhora respeitável, de olhar, saias e costumes austeros. Tão austeros e impiedosos que, mais cedo ou mais tarde, a rainha haveria de cair nos sinuosos e tentadores caminhos da morte. Não como vítima, obviamente, mas como assassina. Qual Nikita, Elizabeth de Inglaterra vestiu-se a rigor, trajando umas calças compridas e um lenço atado à cabeça, muniu-se de uma espingarda e partiu, acompanhada pelos seus capangas e ávida de sangue, em busca de vítimas. E, como qualquer assassino frio e eficaz, a rainha aproveitou a ocasião perfeita para executar o seu plano maléfico. Tudo aconteceu durante a época de caça em Inglaterra. Sem grande espanto dos presentes, até por ser isso que fazem os caçadores, Elizabeth começou por disparar uns tirinhos contra umas aves. No entanto, o seu lado sombrio rapidamente se apossou de si quando, insatisfeita com o pouco sangue derramado, recorreu a um dos mais bárbaros meios de matar. Com as suas reais mãos, a rainha de Inglaterra estrangulou, ouçam bem, estrangulou, CCRRRRCCC, CCRRRRCCC, o pescocinho frágil de... um pobre faisão. Um dos presentes adiantou que, no momento em que chegou às mãos de Sua Majestade, o bicho estava, e passo a citar, «duro que nem uma pedra». «Hard as a rock»... É a mais pura das verdades, sendo que, neste “pequeno crime entre amigos”, a rainha é uma reincidente. Já em Novembro de 2000 tinha sido apanhada a estrangular outro pássaro numa caçada real. Houve quem tivesse tentado justificar os actos, referindo que a rainha apenas quis acabar com o sofrimento de um animal ferido. Faz sentido: em vez de o levar ao veterinário, a rainha, libertando a Nikita que vive nela, entendeu que o estrangulamento seria o método mais rápido e eficaz para pôr um ponto final à situação, dando assim continuidade a uma longa tradição de morte por corte ou aperto do pescoço vigente em Inglaterra desde tempos imemoriais. Afinal, a tradição ainda é o que era. Um viva à rainha! «The bird is dead, long live the queen!»


publicado por condutoras de domingo às 11:27
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A Nossa Britney
Quando pensamos em artistas portugueses com projecção internacional, vem-nos logo à cabeça alguém do calibre de uma Mariza ou uns Madredeus. Malta com o carimbo de "artista de culto", que esgota salas no Japão e no Dubai mas não consegue fazer capa de uma Rolling Stone ou de uma Bravo. Infelizmente, ainda não há registo de adolescentes com posters da Mariza no quarto, despertando para a puberdade enquanto ouvem o "Oh Gente Da Minha Terra" num volume que faz a vizinhança pensar "esta juventude está perdida".
Mas quando julgamos que toda a internacionalização dos cantores portugueses tem de passar pela world music e essas nhonhices, eis que aparece alguém com uma noção mais pop e ambiciosa de estrelato. Pois é, nós já temos a nossa Britney Spears – com auge e queda à vista e tudo. E todos nós a conhecemos: é Luciana Abreu, a.k.a. Floribella. Reparem com atenção nas semelhanças de percurso. Ambas começam muito novinhas, em programas para a criançada. Ambas cantam e representam e conseguem vender até faisões empalhados desde que a cara delas esteja lá escarrapachada. Ambas estiveram à mercê de malta que queria era fazer dinheiro com elas. E ambas acabaram por mandar a imagem angelical às urtigas e desatar para aí em poses sexys como quem quer manter relações sexuais com tudo o que é homens, mulheres e até objectos inanimados. Pois é, Luciana Abreu aprendeu as maravilhas da sedução e resolveu escarrapachá-las na capa de uma revista masculina… mas a custo zero. Luciana não pediu nem um tusto pelas fotografias da sua passagem pública de “Gata Borralheira às Flores” para “Cinderella Com Maminhas de Cristal”. Nós achamos que ela podia ao menos ter pedido uma contribuição para os fartos seios que adquiriu no Verão, mas a Luciana lá sabe. Talvez sejam ainda vestígios da bondade e dádiva irritantes que caracterizavam a sua personagem.



publicado por condutoras de domingo às 11:20
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O que é Nacional é Bonzinho - Padrinho
“Temos de ser uma máfia no bom sentido, e ajudar-nos sempre uns aos outros”. Estas são as palavras mágicas. Foram ditas por Alberto João Jardim o ano passado, num comício da JSD, e receberam agora a justa homenagem em cartazes gigantes, com o título “O Padrinho” e uma imagem sugestiva de Alberto João. Foram feitos não pelos Gato Fedorento, mas por um grupo semelhante. Os militantes da Nova Democracia. Consta que também são só quatro e adoram uma boa chalaça. Só que são ainda mais destemidos que os comediantes. É que ousaram meter-se com uma malta muito mais perigosa que os skin heads. Escolherem um que também é, à sua maneira, cabeça rapada, mas menos encorpado. E em vez de ser de extrema-direita é da direita ocidental, o que, como toda a gente sabe, é muito pior! Mas, queremos avisar desde já os amigos insulares de Manuel Monteiro: se pensavam que agora a RTP vos ia dar um programa em horário nobre, tirem daí o sentido. É que o cartaz não teve o efeito pretendido. Temos de louvar o aspecto gráfico, está óptimo. É claramente o cartaz mais bem sucedido da Nova Democracia. Talvez por ter abandonado o fundo branco e uma pombinha a voar e ter ido para os tons mais escuros. Mas, esquecendo a questão estética, falhou redondamente. É que normalmente estas coisas servem para irritar os visados. Para receber em troca uns belos insultos, ameaças à integridade, ou uma resposta em carta aberta, pelo menos. Pois o máximo que conseguiram despertar em Alberto João Jardim foi regozijo. Sim, o Presidente do Governo Regional diz que teve um dia em cheio e pleno de alegrias. Adorou ver-se favorecido na fotografia: sem papada, bem vestido, e apelidado de padrinho. Ainda assim, fez um reparo: “não tenho muitos afilhados, cortei com isso quando fui para presidente”. E o cortar aqui não é usado em vão. Alberto João decidiu deixar de apadrinhar crianças na mesma altura em que começou a cortar dedos a quem traía a sua confiança. E foi também nessa época que começou a exigir que os deputados madeirenses lhe beijassem o anel que usa no polegar, antes de iniciar as sessões da Assembleia Regional. Alberto João é nitidamente o género de pessoa que vê manifestantes na rua, a gritarem palavras de ordem contra si, e acha encantador. O que é preciso é que as pessoas cantem, dancem, e estejam felizes. Assim como assim, um motim feito por madeirenses assemelha-se muito ao Carnaval. Um conselho aos amigos do PND: se a ideia é enervar o Vito Corleone da Madeira, arranjem uma fatiota mais espampanante que o clássico “Rei Sol” e ofusquem-no no desfile da próxima semana! Isso sim, é coisa para Alberto João fazer uma vendetta sangrenta.



publicado por condutoras de domingo às 11:16
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"It’s out of the question"
para evitar ideias parvas em campanhas, esta semana, Luís Filipe Menezes anunciou que os serviços de assessoria e imagem do PSD passam a ser garantidos por uma agencia de comunicação. Até o grupo parlamentar vai ter de passar a pasta da comunicação à Cunha Vaz & Associados. Santana Lopes já reagiu a esta decisão, com tiradas que encostam logo a um canto qualquer criativo de agencia com ideias muito giras sobre marketing político: nem pensar! era o que faltava! It’s out of the question!” Antes que Menezes se pusesse com mais ideias, Santana Lopes foi logo dizendo que “o engenheiro Sócrates é que fala com o Powerpoint e com agencias de comunicação”, no grupo parlamentar não há cá dessas mariquices modernas. “À política o que é da política”, gritou Santana... como quem diz: “A Santana o que é de Santana”, sendo que o que é dele, obviamente, é a pasta da assessoria de imagem que lhe estão a tentar roubar. E é por isso que ele estão tão indignado. O que, na opinião das Condutoras se justifica plenamente. É que se há quem tenha feito tudo pela imagem e comunicação do PSD é o próprio Santana Lopes, que vale mais que várias agências. Ele, no fundo, está magoado, está triste por esta falta de consideração. Quer dizer, tantos anos a contribuir de forma tão criativa e inovadora para o partido, e vêm agora uns de fora, não só ocupar o lugar que é seu por natureza, como ainda vão querer ensinar a missa ao papa?! Isto é uma afronta ainda maior do que a que lhe fez a Ana Loureço quando lhe interrompeu o raciocínio para mostrar umas imagens de um avião a chegar com um treinador lá dentro. Nessa altura, Santana Lopes soube aproveitar o incidente para levantar a imagem do partido, como já o está a fazer agora, justamente, com este caso da assessoria que Menezes tanto quer entregar a outros. O que só prova que o homem tem razão: para que é que o PSD vai gastar um pipa de massa numa empresa de fora quando se governa tão bem com a prata da casa? É que por muito que esta agência se esforce nunca vai conseguir ter ideias tão divertidas como fitas vermelhas na testa, danças malucas na discoteca ou comparações que metem bebés em incubadoras e irmãos aos pontapés.
raquel 
Só esperemos que Menezes não ganhe esta, pois tememos que sem Santana na posse de todas as suas qualidades, o nosso mundo fique muito, mas muito mais chato.


publicado por condutoras de domingo às 11:10
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Os Pete Best da Vida
Esta semana começamos com uma confissão: temos um fraquinho e um espaço reservado no nosso coração para aqueles que denominamos “os Pete Best da vida”. Pete Best, para quem não se lembra, foi o baterista que um dia abandonou uma bandazeca chamada The Beatles por achar que eles nunca iriam a lado nenhum. Poucos anos depois, foi o sucesso que se viu.
Os “Pete Best da vida” são pessoas que sofrem de uma grave patologia de tomar a decisão errada no momento errado e devem ser diagnosticadas o quanto antes, para assim evitar que trucidem toda e qualquer possibilidade de sucesso. A mais recente adesão a este clube é a de um GNR anónimo de Vila Real. Durante um ano, este homem fez parte de uma daquelas sociedades que se junta para entregar o Euromilhões. Durante doze meses, aquele homem desenhou cruzinhas e escolheu estrelas, vendo religiosamente o momento da extracção dos números, sem se deixar sequer distrair pelos seios transbordantes de Marisa Cruz. Há duas semanas, o GNR resolveu abandonar a sociedade, quem sabe sonhando com os altos voos de uma carreira a solo como comprador único de taludas da lotaria. E o que é que acontece assim que o homem sai da sociedade? Não, descansem, eles não ganharam o primeiro prémio, isso seria bem sádico. Ganharam apenas o segundo prémio. Duas vezes. E o terceiro também. Feitas as contas, são 800 mil euros que farão dos aderentes desta sociedade pessoas excêntricas. Excepção feita, lá está, ao tal que desertou. Esse não está excêntrico, mas apostamos que deve estar psicótico e deprimido. 


publicado por condutoras de domingo às 11:07
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