as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
4 de Novembro

No próximo domingo, dia 4, as Condutoras vão dar boleia a António Pires, jornalista e especialista (até rimou) em música, que nos traz o seu livro recém lançado - "As Lendas do Quarteto 1111", bem como muitas histórias para contar e CD's para passarem no nosso auto-rádio. A hora de partida é a de sempre, 11:00h de Domingo, na Antena 3. Até lá!

 



publicado por condutoras de domingo às 16:21
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Domingo, 28 de Outubro de 2007
Podcast
As Condutoras de Domingo já têm podcast.
Se anda a perder alguns percursos aos domingos, das 11:00h às 13:00h na Antena 3, não perca a oportunidade de apanhar esta boleia. Porque se o Natal é quando um Homem quiser, os domingos também podem ser quando lhe apetecer.
Lembramos que opiniões / sugestões / reclamações / informações de trânsito / previsões de tempo... ou questões sobre pulseiras iónicas e palmilhas milagrosas podem ser enviadas para condutoras@programas.rdp.pt. Ficamos à espera!



publicado por condutoras de domingo às 19:13
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Jacinto Lucas Pires
No último domingo de Outubro quem se arriscou a dar uma volta de carro com as Condutoras de Domingo foi Jacinto Lucas Pires, que lançou recentemente o livro "Perfeitos Milagres".
E que, além de palavras, nos trouxe banda sonora:
- "Odeio", do disco "Cê" de Caetano Veloso
- "Paquetá", faixa quatro do álbum "4" de Los Hermanos
- "The End Has No End", do segundo álbum ("Room on Fire") dos The Strokes.


publicado por condutoras de domingo às 18:57
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Sinais de Luzes - 28 Outubro
Máximos
Para o ministro da saúde, que nos ajudou a esclarecer um enigma de séculos, ao denunciar 400 farmácias com donos fictícios. Percebemos agora a razão de existirem farmácias com nomes tão parvos como: Bom Despacho, Da Silva Escura, Da Formiga, Adaúfe, Ossonoba, Borralho ou Caniné. Todos eles são verídicos. Gostávamos de ter sido nós a inventar, mas não fomos. Foram pessoas que passaram ao lado de uma carreira na publicidade, e que vão agora a tribunal, por serem proprietários de farmácias com donos simulados. Sabemos, de fonte segura, que nos registos de “técnicos responsáveis de farmácia” surgem nomes como Poupas Amarelo, Willy Fog ou Cândida Branca Flor. Agora que vão ser impedidos de desempenhar a sua função, entre aspegics e pensos rápidos, sugerimos que os arguidos lancem um serviço de consultoria para ajudar farmacêuticos em apuros, como aqueles que escolhem nomes em latim para as suas farmácias. Será que eles não percebem que vamos sempre dizer “vou aviar a receita à Sanitas” ou “ou vou buscar remédios à Veritas?”.

 

Médios
Para os cabos de MUITO alta tensão. E esta distinção faz toda a diferença. É a distância que vai entre ter pressão arterial suficiente para um belo AVC ou só para uma ligeira tontura. Os cabos de muito alta tensão cometeram a proeza de juntar pessoas de diferentes credos e culturas em frente à Assembleia da República: nove algarvios e uma moradora de Sintra, numa alegre confraternização à qual só faltou o piquenique, porque estavam em greve de fome. Entretanto, as Redes Energéticas Nacionais voltaram atrás e decidiram alterar a localização dos cabos. Mas uma manifestação não se cancela assim dum momento para o outro. Afinal de contas, vieram 9 pessoas propositadamente do Algarve e a décima, bem… essa quis ir comprar Queijadas à Periquita e foi parar ali por engano, mas de qualquer modo, não podiam de repente esquecer o assunto e irem comer umas febras. Até porque faltava receber a visita do dia: Helena Carmo, deputada Municipal do Bloco de Esquerda, que ofereceu o seu jejum de 24h, e propôs um “carrossel de jejum” a todos os interessados. A verdade é que Helena é uma comedora compulsiva, que já tentou todo o tipo de dietas e desintoxicações, e é daquele género que não suporta ver ninguém comer hidratos de carbono à sua frente. Este foi apenas o pretexto ideal para tentar perder uns kilos a mais. Até porque malta do BE não pode ser vista na Corporacion Dermostetica.


Mínimos

A corrupção está de volta aos sinais de luzes. Salvo seja, que ainda não aceitamos malas com dinheiro a troco de discos pedidos. Estamos só à espera que chegue a primeira. Mas vamos ao que interessa. A Corrupção em causa é a de João Botelho. Ah, não. Era a de João Botelho, que entretanto já fugiu para parte incerta. É a Corrupção de Margarida Vila-Nova. Quer dizer, parece que também já não, visto que a actriz não foi à conferência de imprensa e afirma estar descrente com o resultado final. É a Corrupção de… Alexandre Valente? Pelo menos até há 5 minutos atrás era. Valente é percursor dum novo género cinematográfico, que suplanta o “cinema de autor” dos grandes mestres: os filmes de produtor. Carolina Salgado já viu o filme e “amou”. Todos sabemos que essa é a especialidade dela, amar. Mas também sabemos que nem sempre diz a verdade, por isso a afirmação “estou muito contente de ter chegado até aqui” é duvidosa, porque a escola do “Calor da Noite” dota as pessoas de uma capacidade de fingimento acima da média. Carolina sentiu-se em casa, mostrou-se feliz mas não conseguiu esconder alguns esgares de dor, que se recusou a explicar aos jornalistas. A nós parece-nos que há coisas que não precisam de explicação. No dia em que for surpreendente uma alternadeira fazer esgares, será estranho uma telefonista falar em tom monocórdico ou um pasteleiro fazer bolas de Berlim.

publicado por condutoras de domingo às 13:01
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Hoje Deviam Fazer Anos
Hoje devia fazer anos… Tiago Bettencourt. Ele que anda por aí com uma “mantha” e um regador na mão, qual Zé Maria prestes a saltar da ponte. Mas com uma desvantagem: Tiago não tem ninguém que o queira impedir, nem sequer as galinhas das suas amigas e primas, e outras parentes do pai… que descreve como sendo “director de milhões de coisas”, e de quem ouviu palavras proféticas (e snobes) como “veja lá se revê as prioridades”. O jovem confessa: “pela educação que tive, seguir uma carreira musical era uma coisa quase absurda”. Nós corrigimos: não é quase, é completamente! Afinal de contas, ele diz: “posso ficar 6 meses sem escrever uma linha que não me afecta absolutamente nada”. Já a nós, dá-nos uma paz de espírito nunca vista. Tiago Bettencourt define-se como “arrogante e antipático” e acha que isso é bom para afastar as pessoas. Realmente na categoria de repelentes ele seria com certeza nº1, nos tops de vendas é que é pior! Sobre o seu processo criativo, Tiago diz: “Há alturas em que me lembro de uma frase e penso “isto é altamente profundo” e escrevo”. Então vê lá se isto tem profundidade suficiente:
Sabes-que-nós-na-verdade-achamos-que-
devias-fazer-era-80-anos-para-estares-prestes-
a-padecer-dum-sindroma-gravissimo-que-te-calaria-
para-sempre-isso-é-que-era-mas-
olha-parabéns! -Parabéns! - Parabéns!


publicado por condutoras de domingo às 12:40
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Estação de Serviço - Aloé Vera

Viemos até ao templo do aloé vera. O que é que se vende aqui? Tudo. Porque hoje em dia não há nada que não possa levar esta planta. Detergentes, shampoos, limpa madeiras, bolachas, cremes, pastas de dentes, pensos diários, toalhetes íntimos! Estamos perante um caso de promiscuidade gravíssima. De repente existe uma substância que tanto serve para reforçar as defesas do nosso organismo como para limpar o aparador da sala. Chegamos a um ponto em que é indiferente tomarmos um SkipPastilhas ao pequeno-almoço ou lavar a roupa com iogurte bifidus. Esta tal de Aloé Vera é mais polivalente que muitas empregadas domésticas: nenhum de nós tem uma que além de lavar o mármore da cozinha ainda cure todas as maleitas! Aloé vera é a solução para qualquer problema: queimaduras, conjuntivites, artrose, asma, diarreia, hepatite, tuberculose, úlceras, e inclusivamente tosse. Claro que quis ver o que a “Dica da Semana” tinha a dizer sobre isto, e descobri, além de desodorizantes, um livro da Dra. Marie Lecardonnel, que “é considerado hoje um marco na literatura sobre os aloés”. Onde é que eu andei este tempo todo? Para quê romance histórico se há literatura de aloés? Aposto que também há lírica de ginseng e ginko biloba traduzida. Todos por autores consargrados, como a Baccharis Trimera, pseudónimo de Carqueja, ou o poeta Nasturtium Officinalis, também conhecido por Agrião. Mas autora de best-sellers só mesmo a babosa, cujo nome botânico, ou artístico, é aloé vera! Encomendei este “Guia do Aloés”, que começa assim:


“Verão de 1989, Rio Grande do Sul, o Sr. João Mariani tem os dias contados (…) a família chama o padre para lhe administrar os últimos sacramentos. O Frei romano, desolado com o triste estado do paciente, decide tentar um último recurso: um remédio natural à base de Aloés. O final feliz desta história é sobejamente conhecido por todos os que se interessam por esta fabulosa planta”.


Como, até hoje, eu não me incluía nessa elite de estudiosos, não faço ideia do que terá acontecido a Mariani, e apostaria até num enterro digno. Mas constato que este livro traz “uma receita com aloés e mais 2 frutos contra a hepatite”, e até “uma receita tradicional africana”. Como sempre quis saber como se faz moamba de galinha, os 19.95€ valeram bem a pena!



publicado por condutoras de domingo às 12:35
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Condução Defensiva - Eça Agora!
Esta semana, ao chegar a casa, tinha a caixa do correio inundada com convites para lançamentos de livros. Em todos, um aspecto comum: no título, apareciam nomes de figuras bem conhecidas dos portugueses: Eça, Pessoa e Salazar. Em tempos em que já nada surpreende no campo editorial português, devo confessar que fiquei estupefacta. Primeiro, porque nunca imaginei encontrar Eça, Pessoa e Salazar, os três juntinhos e tranquilos, em amena cavaqueira dentro da minha caixa de correio. Segundo, porque agora o mercado livreiro vive de incomodar os mortos. Lá que chateiem o Salazar, escrevendo romances que falam de movimentos secretos, de ventos de mudança e do assassinato de um ditador, ainda é como o outro. Como continuamos todos à espera do D. Sebastião, não nos custa nada levar com um livro que substitui uma cadeira por um homem naquilo que foi um pequeno passo para a história da democracia portuguesa. Agora, o que não se admite é que se ponham a publicar livros, invocando os santos nomes de dois dos nossos maiores escritores em vão. É que é de facto em vão ou, então, para amealhar o tostão, que estes livros são publicados. A primeira destas duas novidades editoriais chama-se Eça Agora e tem como subtítulo Os Herdeiros de Os Maias. O convite apresenta uma foto com 7 pessoas, os supostos herdeiros. São escritores, todos eles gente crescida a quem eu nunca imaginei que faltasse a lucidez para perceberem que ninguém vai reconhecê-los como filhos de um homem que viveu no século XIX. Mais depressa se engoliam as histórias das meninas que se dizem mães de filhos do Quaresma. Mas se isto me espantou, mais surpreendida fiquei quando dei de caras com um aviso exclamativo. Proclamava Organizem-se! e o subtítulo explicava: A Gestão Segundo Fernando Pessoa. Parece que Pessoa olhou para a economia portuguesa adoptando «uma posição liberal de influência britânica». Pelos vistos, continua por encontrar o fundo da arca do poeta, mas que lhe vão aliviando o peso desde que a obra caiu no domínio público, isso é certo. Isso e o facto de se encherem outros bolsos que já não os dele. Talvez porque olham para a obra pessoana adoptando «uma posição liberal de influência britânica». Essa agora!...



publicado por condutoras de domingo às 12:10
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RTP
Vamos todos pagar, a partir de 2008, 21.35€ pelos serviços da RTP. É verdade, vamos fazer uma vaquinha forçada, porque tudo tem um preço! Os trocadilhos de José Rodrigues dos Santos no fim do telejornal estão avaliados em 2 cêntimos (com tendência de queda), já o Prós e Contras custa cerca de 5€, para pagar casa, cama e roupa lavada a todos os participantes, que vivem no estúdio durante mais de 10h. Com 20€ a menos, muitas famílias perderão a oportunidade de comer o menu especial da Portugália ou de irem à ExpoSalão na Batalha. E o cenário pode piorar, porque existe uma ressalva: se contarem apenas a população activa, o valor sobe para 40,73€.
As condutoras acrescentam ainda mais um aviso: se por acaso se lembram de cobrar apenas à população fisicamente activa, aqueles que enquanto os outros estão esparramados no sofá a ver a gala da OT, estão lá fora a correr à chuva, então teremos qualquer coisa como 18 milhões de euros divididos por 12 cidadãos, e logo os únicos que só conhecem o Jorge Gabriel por ser treinador do Arouca e pensam que Portugal no Coração é uma acção de rastreio de cardiologia.


publicado por condutoras de domingo às 12:01
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Greve da TAP
Centenas de pessoas quiseram abandonar Portugal esta semana, mas não conseguiram por causa da greve na TAP. E lá voltaram aquelas reportagens na televisão com as pessoas no aeroporto a protestar e pôr-se em frente às câmaras só para poder dizer “isto é uma pouca vergonha”.
É fantástico que quando os portugueses querem sair de Portugal e não os deixam, há sempre protestos no aeroporto. Já quando é para voltar, mesmo que os aviões parem 3 meses seguidos, nunca se ouve uma palavrinha. Esta greve foi convocada pelos pilotos que querem reduzir a idade da reforma dos 65 para os 6O anos de idade, pois acham que a partir daí são demasiado velhos para pilotar. Se eles têm razão ou não, não sabemos. Nem queremos saber. Ainda estamos em choque por termos descoberto que quem conduz os nossos aviões, afinal, não é o Cristiano Ronaldo mas uns velhotes, com idade para ser nossos avós e mais vocacionados para estar em casa de pantufas a tomar remédios comparticipados pela Caixa e a jogar o Dominó com a Rita Ferro Rodrigues.
Vá lá, o que é preciso é coragem. Continuemos... Por causa desta greve, como se disse, centenas de pessoas ficaram retidas no aeroporto. Algumas tiveram de gramar com filas de 5 horas... mas a essas a TAP fez questão de dar... pão e água. E isso foi a parte boa! Sempre foi melhor do que ter de gramar com aquela mistela servida numa caixa de plástico a que eles chamam: refeições de bordo. 


publicado por condutoras de domingo às 12:00
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Está a Falar de Quê? - José Cid
Ele passou de famoso a mítico quando resolveu tapar a sua zona genital com um disco - mas se há coisa que este homem nunca tapa é a boca. E ainda bem, porque de lá saem pérolas que conseguem numa só penada arrepiar-nos, emocionar-nos... e vá, enojar-nos.
José Cid foi a personalidade escolhida pela revista de domingo do 24 Horas para responder a umas perguntas sobre um tema onde só pode ser, obviamente, um perito: sexo. Alguém que conseguiu estabelecer paralelismos entre a alimentação predilecta dos primatas e o amor demonstra logo que tem um conhecimento acima da média sobre a complexidade das relações humanas.
O questionário da revista começou com uma questão que nos atormenta desde o inicio dos tempos: o tamanho interessa? Ao que Cid responde (e atenção que estamos a citar!):


“Quando tomo duche de manhã acho que sou africano.”
Erm... mas como? Haverá LSD ou outro alucinogénio no Taiti Duche com que José Cid se lava? Estará o Monói fora do prazo? Será que ele bebe o conteúdo do seu frasco de gel duche e começa a ver fartas savanas na sua banheira? Como é que ele acha que só por estar a tomar banho passa a ser o Bonga? Talvez José Cid esteja apenas a tentar vender-se como africano para ver se a Angelina Jolie ou a Madonna o adoptam. Ou talvez mesmo a Floribella, que além de gostar de pretinhos pode também apreciar olhos de vidros.
Mas a bela entrevista continua, com José Cid a ensinar-nos mais sobre o funcionamento do corpo humano do que aqueles desenhos animados do “Era Uma Vez A Vida”. À pergunta “sabe qual é o seu ponto g”, o cantor não está com meias medidas e responde:
“Qualquer uma das minhas cabeças, inclusive a dos dedos”.
Já tínhamos ouvido falar de monstros de duas cabeças, mas achávamos que se ficavam apenas pela parceria Menezes/Santana. Mas parece que estamos agora perante um monstro com várias cabeças. Quantas? Ninguém sabe ao certo. Ninguém teve coragem ou estômago para contar. Mas calma, porque parece que Cid tem uma cabeça predilecta: uma à qual se refere com fofura e carinho como “a central”. Pelo menos, quando lhe perguntaram qual era a parte mais sensual do corpo ele respondeu sem rodeios “é a cabeça central”. Para nós, a melhor cabeça de central é a do Polga do Sporting. Quanto às cabeças de José Cid, o tema já começa a assustar-nos. Pelo que vamos acelerar daqui para fora a toda a velocidade, deixando apenas um bilhetinho com uma pergunta preso no pára-brisas do cantor: “e a cabeça central, também tem o capachinho torto?”.


publicado por condutoras de domingo às 11:58
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Horóscopo - Estado Português
Esta semana, os astros alinharam-se em fila indiana para aconselharem essa figura esguia e escorregadia que é o Estado Português.
No campo do DINHEIRO, recomenda-se alguma prudência para que as operações dêem frutos palpáveis. Os seus desejos tendem a concretizar-se, mas não se encha de confiança porque não tem pais ricos nem a energia de uma ASAE. Penhore, mas penhore com ligeireza e elegância. Dê o exemplo: não seja moralista e pague as suas dívidas antes de as cobrar. Há um inimigo saqueador em cada edifício autárquico pronto a assaltar os seus cofres.
A SAÚDE tem passado por momentos conturbados, o que é normal, dada a idade avançada e o pouco cuidado com os corpos do Estado. Recomenda-se que na próxima semana não insista em questões relacionadas com medicamentos e/ou farmacêuticas. Criará apenas mais dores de cabeça.
No AMOR, nada a assinalar, tirando o estranho e tórrido caso afectivo entre o Primeiro-Ministro e a sua própria figura em movimento. Uma única recomendação dos astros para José Sócrates: exercite os músculos das pernas com pesos acima dos 50 quilos para que, no futuro, possa continuar a chegar ao pódio, deixando todos os portugueses para trás.
Como seduzir o Estado Português: não se ponha em fuga, encare de frente todas as dívidas e liquide-as. Nunca levante a voz nem traga a lume conversas inconvenientes. Cumpra o código da Estrada, acene aos polícias e recicle as embalagens vazias.


publicado por condutoras de domingo às 11:56
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Choque Frontal - Porreiro, pá!
Quem fez questão de refutar as acusações de Pinto Monteiro foi o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, que se apressou a dizer que não há nada escutas a mais no nosso país. O que é curioso é ele ter dito isto, muito pouco tempo depois, de termos descoberto que há microfones sempre ligados... até na lapela do primeiro-ministro.


Alípio Ribeiro diz que não há escutas ilegais em Portugal... e tem razão, esta foi bem légal!
Esta escuta legal e em código nada secreto, foi o corolário de dois dias em grande para o governo português. José Sócrates levou a melhor sobre italianos e polacos e conseguiu aquilo que mais queria. Não, não era salvaguardar a unidade da família europeia e consolidar os fundamentos da UE num tratado. Nada disso. Apenas uma e só coisa: dar o nome Lisboa ao raio do documento. Sim, que se lixe lá o que está escrito no Tratado e o que diz e não diz... desde que se chame de Lisboa! Isso é que é porreiro, pá. Porreiro. E como é que José Sócrates conseguiu tudo isso? Simples. Como sempre: usando um impecável fato cortado à medida, com um camisa em tons suaves e uma gravata em azul europeu, a combinar perfeitamente com o cenário envolvente. É só o que ele precisa. O que é certo é que funciona. Já viram bem as fotos da Angela Merkel depois da cimeira? Só faltam sair coraçõezinhos cor-de-rosa da orelhitas da senhora. Aposto que se pudesse, ela tinha posters do Sócrates a fazer jogging espalhados pela casa toda. E vejam lá se ela não aceitou logo voltar a Portugal, quando Sócrates a convidou. Deve estar convencida que é um date. Enfim... o amor, o amor.


publicado por condutoras de domingo às 11:53
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De Encontro ao Pára-Brisas - Crimes de WC
Toda a gente fala em escutas, todos ouvem interferências suspeitas no telemóvel e até nós temos sérias dúvidas se não estamos a ser escutadas. Ah, esqueçam. Aqui é mesmo essa a ideia. Mas a espionagem tradicional está a cair em desuso: estão aí as câmaras ocultas! E começaram a invasão pelo território do WC Pato. Foi com grande contentamento que as condutoras viram regressar uma actividade criminosa deixada ultimamente ao abandono: os crimes de casa-de-banho. Desde que parou de circular o mail sobre pessoas atacadas em WC’s de centros comerciais para lhes roubarem rins, e deixadas em banheiras com gelo, que a coisa andava estagnada. O máximo que acontecia era uma ou outra troca de escovas de dentes entre concorrentes do Big Brother. Mas ninguém melhor do que os agentes da PJ sabe que a ilegalidade nas instalações sanitárias faz bem à saúde e sanidade mental dos portugueses. E foi por isso mesmo que um deles tomou providências e instalou uma câmara numa casa-de-banho de mulheres da Direcção Central de Investigação de Trafico de Estupefacientes, mais precisamente debaixo do lavatório. O que mais se discute por aí é o objectivo da câmara, surgindo na imprensa duas hipóteses: espreitar as mulheres ou captar um acto ou conversa. Ora isto é exactamente a mesma coisa. O que o agente fez foi cumprir o sonho de tantos e tantos homens: saber o que se passa quando as mulheres vão aos pares à casa-de-banho! E assim se transforma uma acção de espionagem numa enorme desilusão: o agente queria de facto captar um acto ou conversa especialíssimos, mas acabou por comprovar que não se passa nada mais interessante do que diálogos sobre o estado do tempo ou as marcas de tampões. Isto faz-nos ter saudades do verdadeiro Che Guevara dos lavabos. O mestre, o percursor, o imbatível Manuel Subtil. Vamos recordar as suas sábias palavras.


Tem toda a razão, o Manuel, quando diz "era como se estivéssemos aqui sentados à mesa, só que lá não havia mesa. Havia sanita, bidé e um lavatório". Aliás, estar na casa-de-banho da PJ também é o mesmo que estar aqui no nosso carro. Com a diferença de que nenhuma de nós é polícia nem descobrimos ainda nenhuma câmara oculta. De resto, é igualzinho.


publicado por condutoras de domingo às 11:52
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Choque Frontal - Escutas Telefónicas
Rebentou novamente a bernarda das escutas telefónicas e, desta vez, mesmo sem haver dirigentes desportivos e negócios de fruta ao barulho. Tudo começou porque Pinto Monteiro, um ano depois de estar na Procuradoria Geral da República e, portanto, depois de um ano a lidar com uma porrada de processos complicados e que até envolvem escutas, percebeu finalmente aquilo que todos nós já sabemos há uma data de tempo: que há um excesso de escutas telefónicas em Portugal. Não é de estranhar que haja assim tantas escutas telefónicas, afinal, não há nada mais intrinsecamente português do que “escutar”, sobretudo atrás das portas. O que é curioso é o tempo que Pinto Monteiro demorou a chegar a esta conclusão e a forma como o fez. Segundo o Procurador Geral da República, uma das razões que o faz desconfiar de que há um certo exagero nisto de ouvir o que os outros dizem é o facto de o seu próprio telefone poder estar, muito provavelmente, sob escuta. De facto, é um exagero. Quem é que poderá estar interessado no que Pinto Monteiro diz? Ainda se fosse pessoa que criasse uns códigos divertidos para falar de badalhoquice! Este homem nem deve ter na sua lista um único número de telefone de um árbitro. Um presidente de Câmara, que fosse, ou uma cimenteira... As tiradas mais excitantes que se devem conseguir sacar são para aí: “Menina Aurora, traga-me a papelada que eu lhe pedi” ou “Querida, passa tu na lavandaria que eu vou ao pronto-a-comer buscar o empadão”. Nem a Dica da Semana pega nisto, quanto mais um 24 Horas! O que também é curioso é o que levou Pinto Monteiro a concluir que o seu telefone pode estar sob escuta – ele às vezes ouve uns barulhos estranhos. É caso para perguntar: tem a certeza que esses barulhos estranhos não são a sua secretária, que não se apercebeu que o senhor procurador levantou o auscultador, e está na trungalhunguice com o namorado que é tropa em Trás-os-Montes e está há mais de 2 meses sem aparecer em Lisboa? Hm? É capaz de não ser, porque, justamente os militares, bem como alguns polícias e sindicalistas se queixam do mesmo: que ouvem barulhos estranhos na linha e que, às vezes, as chamadas até caem.
Então, mas isso, só me leva a questionar que raio de métodos é que a Polícia Portuguesa anda a usar. Numa altura, em que a tecnologia está mais avançada do que nunca – pelo menos, a avaliar pelo CSI -, em que se usa a internet e satélites e GPS e sistemas poderosíssimos de captação de som, imagem e até ondas de calor corporais, a nossa polícia ainda está a usar uns aparelhómetros que fazem barulhos esquisitos na linha?? Depois queixam-se que toda a gente fala em código! Pois, se toda a gente sabe que eles estão lá! Só falta mesmo descobrir-se que estes polícias especiais estão mesmo numa salinha pequenina, de chapéu e gabardine, com um daqueles alicates de fazer ligações directas enfiado no bocal de um telefone preto dos antigos e que tudo isso está ligado a um bom e velho gravador de bobines. 
Bem, pelo sim, pelo não é preciso ter cuidado com o que se diz ao telefone, sobretudo se não se quiser ser apanhado num processo qualquer que envolva homens de bigode que gostam de se pôr à porta em roupão, ou outros do género. E se Pinto Monteiro tem razão no que diz, falar através da rádio é capaz de ser, neste momento, a maneira mais segura de comunicar.


publicado por condutoras de domingo às 11:50
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Ana Malhoa
Cada país tem a musa sexual que merece. Os nossos vizinhos espanhóis regalam-se com a Penélope Cruz. Os italianos passam-se com a Mónica Belusci. E os portugueses libertam o homem das obras que há em si... com Ana Malhoa. Ela, que consegue fazer a Paris Hilton parecer uma freira trancada na torre mais alta do convento.
Longe vão os tempos em que Ana Malhoa era conhecida pelas suas canções. Esperem, deixem-me reformular: ela NUNCA foi conhecida pelas canções. Primeiro tornou-se popular como a filhinha-ai-tão-fofa-fica-mesmo-gira-a-cantar-com-o-pai de José Malhoa. Depois, foi saltar, rir e conversar com bovinos coloridos entre desenhos animados e crianças sedadas ainda aos guinchos.
Mas a Internet killed the vídeo star, e não foi na televisão mas sim na world wide web que Ana Malhoa se tornou uma diva. E, a confirmá-lo, estão os resultados do estudo da Marktest que elegem a Anocas como a personalidade mais procurada on line no primeiro semestre de 2007, ficando à frente de Nelly Furtado e Cristiano Ronaldo. Portanto, as palavras que os portugueses mais procuram no Google são mesmo “Ana” e “Malhoa”. “Mamas pimba”, portanto! 
A razão disto são umas certas fotos sexy que a menina há tempos pôs no seu site oficial e que, apesar de já terem sido retiradas, continuam a garantir-lhe um certo estatuto. E porquê? Algumas más-línguas dirão que é pelo investimento da artista em avultadas quantidades de polímeros inorgânicos (leia-se “silicone”). Nada disso! As Condutoras viram as fotos e lembram-se bem da foleirada que eram os azulejos da casa-de-banho que serviu de mote à sessão fotográfica. Era impossível não ir lá olhar para aquilo. Melhor só se tivessem um quadro com uns cães a jogar poker pendurado por cima do autoclismo.
Actualmente as fotos são outras... e são só três. Nós disponibilizamo-las aqui porque queremos que veja com os seus próprios olhos e porque queremos muito aumentar o número de acessos.


Há uma grande produção, há o olhar lascivo, há um bikini, há meias de rede e até há botas reluzentes até ao joelho. Perdeu-se algum do encanto das fotos mal amanhadas repletas de chicha desnuda, mas pelos vistos não se perderam os fãs que continuam a correr para o site como a Bárbara Guimarães corre atrás do Carrilho de espanador em riste.
E é aqui que estala a polémica: os fãs de Ana Malhoa estão a ser roubados. E por quem? Primeiro, pelo nosso Governo. É que Portugal tem, segundo um estudo da Autoridade para a Concorrência, uma das bandas largas mais caras de toda a Europa. O que faz com que a Pornografia seja também uma das mais caras da zona Euro.
São velhotes a deixar de comprar medicamentos e pais a deixarem de comprar fraldas para os filhos só para poderem ter fundos para privar com Ana. E tudo isto para quê? Para depois de terem pago uma pipa de massa ao Estado, chegarem ao site da moça e encontrarem o recado: Em Construção!  Não se faz, amiga Ana! Não está certo obrigar pessoas sem apelido Jardim Gonçalves a endividarem-se sem retorno nem perdão para depois chegarem ao seu site na esperança de a vislumbrar em pelota encostada a uma loiça sanitária... e baterem com o nariz no ecrã. A não ser que este “em construção” se refira a uma parte qualquer do seu corpo e, nesse caso, se calhar, já vai valer a espera. Dizemos nós.. Enquanto o site não abre, com novas e extraordinárias fotos, o que a Ana Malhoa bem que podia fazer para contentar o seu público era escrever um livro. Se a Margarida Revelo Pinto pode, se Fátima Lopes pode, se até certos pivots de telejornal podem, não vemos razão nenhuma para impedir Ana Malhoa de o fazer.


publicado por condutoras de domingo às 11:48
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De Encontro ao Pára-Brisas - Dumbledore
JK Rowling foi a Nova Iorque promover o seu livro e todos sabemos que é de bom tom anunciar qualquer coisa estrondosa quando se vai aos EUA. Mesmo que as revelações envolvam feiticeiros, aprendizes ou aqueles gnomos de pedra dos jardins. A escritora revelou que o mágico Dumbledore é homossexual e está loucamente apaixonado pelo mago Grindelwald, que vencera numa batalha entre o bem e o mal. Um arrufo de namorados, no fundo, que JK justifica assim: “enamorarmo-nos pode enlouquecer-nos até um certo ponto”, dizendo que o mágico vivia “terrivelmente desiludido” por esse afecto. Os fãs de Harry Potter discutem há muito esta questão da sexualidade do director de Hogwarts. Já nem vamos perder tempo a explicar-lhes que nenhuma dessas criaturas existe. Não respiram, torna-se difícil que tenham opções sexuais… Mas isto serviu para provar que a influência dos anos vividos em Portugal na obra de Rowling é muito maior do que podíamos supor. É que todas as personagens são decalcadas de um conhecido caso nacional. Percebe-se agora que a Porto Editora tenha recusado o livro há uns anos. É que o nome na altura era “Eu, Potter”. A Escola de Magia era a Casa Pia, o terrível Voldemort em vez do sobretudo preto apostava no impermeável vermelho e pedia que lhe chamassem Bibi, e o protagonista, famoso pelas fotografias nu junto de cavalos, era na verdade Adelino Granja. Quanto a Drumbledore, recém-saído do armário, é óbvio que corresponde a… Catalina Pestana. Não está perdida de amores por um mago, é certo… mas isso é só porque entregou a sua vida a uma causa: recordar os abusos aos pequenos aprendizes de feiticeiros! É isso e inventar poções para os pés de galinha e bicos de papagaio.



publicado por condutoras de domingo às 11:47
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