as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 28 de Outubro de 2007
Choque Frontal - Escutas Telefónicas
Rebentou novamente a bernarda das escutas telefónicas e, desta vez, mesmo sem haver dirigentes desportivos e negócios de fruta ao barulho. Tudo começou porque Pinto Monteiro, um ano depois de estar na Procuradoria Geral da República e, portanto, depois de um ano a lidar com uma porrada de processos complicados e que até envolvem escutas, percebeu finalmente aquilo que todos nós já sabemos há uma data de tempo: que há um excesso de escutas telefónicas em Portugal. Não é de estranhar que haja assim tantas escutas telefónicas, afinal, não há nada mais intrinsecamente português do que “escutar”, sobretudo atrás das portas. O que é curioso é o tempo que Pinto Monteiro demorou a chegar a esta conclusão e a forma como o fez. Segundo o Procurador Geral da República, uma das razões que o faz desconfiar de que há um certo exagero nisto de ouvir o que os outros dizem é o facto de o seu próprio telefone poder estar, muito provavelmente, sob escuta. De facto, é um exagero. Quem é que poderá estar interessado no que Pinto Monteiro diz? Ainda se fosse pessoa que criasse uns códigos divertidos para falar de badalhoquice! Este homem nem deve ter na sua lista um único número de telefone de um árbitro. Um presidente de Câmara, que fosse, ou uma cimenteira... As tiradas mais excitantes que se devem conseguir sacar são para aí: “Menina Aurora, traga-me a papelada que eu lhe pedi” ou “Querida, passa tu na lavandaria que eu vou ao pronto-a-comer buscar o empadão”. Nem a Dica da Semana pega nisto, quanto mais um 24 Horas! O que também é curioso é o que levou Pinto Monteiro a concluir que o seu telefone pode estar sob escuta – ele às vezes ouve uns barulhos estranhos. É caso para perguntar: tem a certeza que esses barulhos estranhos não são a sua secretária, que não se apercebeu que o senhor procurador levantou o auscultador, e está na trungalhunguice com o namorado que é tropa em Trás-os-Montes e está há mais de 2 meses sem aparecer em Lisboa? Hm? É capaz de não ser, porque, justamente os militares, bem como alguns polícias e sindicalistas se queixam do mesmo: que ouvem barulhos estranhos na linha e que, às vezes, as chamadas até caem.
Então, mas isso, só me leva a questionar que raio de métodos é que a Polícia Portuguesa anda a usar. Numa altura, em que a tecnologia está mais avançada do que nunca – pelo menos, a avaliar pelo CSI -, em que se usa a internet e satélites e GPS e sistemas poderosíssimos de captação de som, imagem e até ondas de calor corporais, a nossa polícia ainda está a usar uns aparelhómetros que fazem barulhos esquisitos na linha?? Depois queixam-se que toda a gente fala em código! Pois, se toda a gente sabe que eles estão lá! Só falta mesmo descobrir-se que estes polícias especiais estão mesmo numa salinha pequenina, de chapéu e gabardine, com um daqueles alicates de fazer ligações directas enfiado no bocal de um telefone preto dos antigos e que tudo isso está ligado a um bom e velho gravador de bobines. 
Bem, pelo sim, pelo não é preciso ter cuidado com o que se diz ao telefone, sobretudo se não se quiser ser apanhado num processo qualquer que envolva homens de bigode que gostam de se pôr à porta em roupão, ou outros do género. E se Pinto Monteiro tem razão no que diz, falar através da rádio é capaz de ser, neste momento, a maneira mais segura de comunicar.


publicado por condutoras de domingo às 11:50
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