as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Domingo, 15 de Junho de 2008
Está a Falar de Quê? - Clara Pinto Correia

Uma coisa é certa: Clara Pinto Correia tinha alguma razão quando há uns anos atrás resolveu plagiar artigos da New Yorker. É que é bem mais seguro repetir palavras dos outros do que produzir as suas. Na sua crónica semanal no 24Horas, a quem Clara chama de “simpático pasquim”, é costume ver histórias indecifráveis. Desta vez foi bem explícita. Talvez até demais. O título é prometedor: Erros meus, má fortuna, palavra ardente. Por um lado, há a clara alusão ao poema de Camões, por outro, essa coisa inédita que é ver Clara Pinto Correia admitir um erro. Ela, que ainda hoje diz que não plagiou nada, e ainda acha que fez uma óptima figura no Dança Comigo, e que provavelmente o Marco di Camilis teve má vontade em não a passar à final. Esta crónica é um pedido de desculpas. A Rui Rio, a quem a autora chamou brutamontes numa edição anterior. Clara Pinto Correia diz “há alturas em que, por muito boa que seja a intenção” a pessoa devia era ficar quieta” – lá está, que pena não se ter lembrado disto antes de dançar o tango. Confessa que brutamontes é o adjectivo mais ridículo. Acrescentando que também usou outros do mesmo calibre: reles, baixo astral, retorcido, com mau fundo… Aquilo a que Clara chama “uma série de tonterias que eu costumo achar não ser próprio das pessoas bem formadas andarem a chamar-se umas às outras, e sem as quais o mundo seria um lugar melhor”. Uma justificação no mínimo… complicada. Mas Clara continua, imparável, e diz “adjectivo e advérbio de modo correctos: eu estava endemoninhada”. Enraivecida, diríamos nós. Endemoninhada, diz Clara, com vontade de provar como é eloquente. Eloquente digo eu. Diserta ou Facunda diria ela. Mas Clara está ciente de que tem um problema. “É o prazer que me dá o uso de adjectivos e advérbios de modo”, diz ela. Procura sempre os melhores e não sabe onde tinha a cabeça para usar um mero “brutamontes”. Para se redimir, escreve: “aquele brutamontes aterrou na crónica com tanta pertinência como estropiado, liquefeito ou mesmo andrógino”. Parece-me óbvio que Clara abriu o dicionário em páginas aleatórias para demonstrar a sua habilidade com as palavras. E volta a dar-nos motivos muito convincentes para a sua falha: 1º - quando escreveu estava com pressa e devia ter outra coisa urgente para fazer, coisa normal nas vidas frenéticas que todos levamos, diz ela. Em 2º lugar, e isto sim, chega a comover-me, Clara diz que sacudiu mal o saco dos adjectivos e tirou de lá um que não servia. É uma coisa que acontece imenso. Eu vou agora sacudir o meu próprio saquinho e ver o que sai de lá sobre esta crónica: hmm… deixa cá ver… Já está. Ligeiramente parva. Ou num vocabulário mais conforme a Clara Pinto Correia: apoucada de juízo.



publicado por condutoras de domingo às 11:48
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