as condutoras
Condutoras de Domingo é um programa da Antena 3. Um percurso semanal (e satírico) pelos principais assuntos da actualidade e pelo país contemporâneo.
Todos os domingos na Antena 3, entre as 11:00h e as 13:00h. Um programa de Raquel Bulha e Maria João Cruz, com Inês Fonseca Santos, Carla Lima e Joana Marques.
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Mínimos

Para o Rodrigo Guedes de Carvalho. Que veio dizer que a nova imagem do Telejornal da RTP é uma cópia descarada da SIC. Tudo começa pela predominância do laranja, cor que a RTP nunca usou e que é, como se sabe, registada pela SIC. Aliás já em 1977 a Nickelodeon pediu autorização a Balsemão para usar essa cor para o seu canal de televisão. Ele, que na altura estava na euforia da fundação do PSD, foi um mãos largas e autorizou. Mas o plágio da RTP não fica por aqui. Rodrigo Guedes de Carvalho lembra que foi na SIC que começou a surgir o logótipo em permanência, durante o jornal. O pivot deu mais provas do heroísmo da SIC: “nós tivemos a coragem de abandonar o ticker (notas em rodapé), mas usamo-lo na SIC Notícias com uma nova técnica.” E a RTP copiou essa técnica inovadora. Claro! Eles imitam até muitas outras coisas: têm um genérico inicial, computadores no estúdio, e já foram diversas vezes apanhados a dar notícias, imagine-se! Aliás, sabemos de fonte segura que este complot surgiu em 1956, quando uma série de marmanjos se juntou na Feira Popular para a emissão experimental da RTP. Isso não passou dum plágio descarado das Paradas da SIC, com alguns anos de avanço. E só não contrataram o Nuno Eiró porque ainda não era nascido. Rodrigo Guedes de Carvalho diz que a redacção da SIC ficou “boquiaberta” com estas imitações, e diz que também a TVI copia o estilo de Carnaxide. Como? Com Manuela Moura Guedes a apresentar em pé, com realidade virtual atrás. No entender de Rodrigo, uma imagem de marca do Jornal da Noite. A resposta da apresentadora da TVI não tardou: “andar a pé é uma imagem de marca do ser humano, o chamado homo erectus”, disse ela. E temos de reconhecer que Manuela não imita ninguém. As bocas de Rodrigo e Clara de Sousa, juntas, não chegam para fazer o lábio inferior de Moura Guedes.

 

 

Médios

Para todos nós. O povo de Portugal. Que fez um cordão humano pela libertação de Timor Lorosae, que participou na bandeira gigante pela organização do Euro, que pendurou bandeirinhas na janela por causa do Scolari, que fez 3 minutos de silêncio pela paz, no primeiro Rock in Rio, que comeu a maior feijoada do Mundo para inaugurar a Ponte Vasco da Gama e para mostrar que o Fairy lavava mais pratos, que caminhou pelo Túnel do Marquês para ver os azulejos… Enfim, para todos aqueles que receberam via mail ou SMS o apelo para aderirem ao boicote às gasolineiras. E que com certeza o vão cumprir. Hoje, amanhã e depois. Ninguém pode abastecer na BP, Galp e Repsol. E ninguém vai fazê-lo, porque um boicote destes pode representar uma quebra nas vendas das petrolíferas na ordem dos 13 milhões de euros. E é claro que toda a gente quer castigar esses capitalistas sem escrúpulos que andam a tirar o pão da mesa dos portugueses. Para que isso seja possível, o que é que toda a gente fez ontem? Foi encher o depósito, claro. À BP, Galp ou Repsol mais próxima, óbvio. Que o português é muito solidário, sim senhora, mas é ainda mais preguiçoso. Não vai andar mais 500 metros para abastecer na Agip, com certeza. Até porque os cafés da Galp e os pastéis de nata da BP são muito melhores. Assim, as gasolineiras não estão muito preocupadas, porque o rombo dos próximos três dias vai ser largamente compensado pela facturação de ontem. Com a subida dos preços eles tinham metido algum ao bolso, é certo. Mas com a corrida às bombas de gasolina de ontem, ganharam muito mais. É que ninguém pode fazer boicote de depósito vazio. Era o mesmo que ir hoje para Coimbra, para a festa da TVI, sem ter um cartão de sócio da selecção nacional. O verdadeiro português nunca faria uma coisa dessas.

 

 

Máximos

Para o peixe. Que tem sido o centro da vida nacional nos últimos dias. Primeiro, porque passou de coisa mal cheiorsa que se vende na lota a artigo de luxo, em três tempos. Com esta greve dos pescadores e armadores em pleno mês de Junho, os Santos Populares correm sério risco de não se realizar. Afinal de contas, com o preço do kilo de sardinha a subir dia após dia, o mais certo é que nos arraiais se comam carcaças com lagosta, que sempre vem dos viveiros e dos aquários das marisqueiras. E toda a gente sabe que sem aquele típico cheiro a sardinha assada, não há Santo António que se aguente. Mas os Santos não são os únicos a sentirem a crise do pescado. Também os restaurantes japoneses, que agora existem na razão de um por cada habitante, começam a experimentar versões de sushi com frango assado e sashimi de fiambre da perna extra. A única pessoa que se mostrou feliz com esta valorização do peixe foi Durão Barroso, que considera a alcunha de cherne mais prestigiante que nunca. Mas o peixe mais digno a pisar território português é sem dúvida o bacalhau. Podemos mesmo dizer que tem dignidade monárquica. Já que levou os Reis da Noruega a visitar o Continente do Colombo. Uma coisa era terem ido ao Pingo Doce do Restelo ou ao Supermercado do Corte Inglês… Agora, ao Continente, e ainda por cima do Colombo? O Rei Harald V visitou, em vez dos Jerónimos ou da Torre de Belém, já muito batidos, a banca do bacalhau, e prestou declarações que nunca pensámos ouvir numa visita oficial: disse estar surpreendido pela enorme variedade de peixes à venda no Continente. Frase que tanto podia ter sido dita por um monarca norueguês como por uma dona de casa da Damaia.



publicado por condutoras de domingo às 14:09
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